Miguel Ângelo, a estrela da pintura
Era ganâncioso e tinha mau feitio. Vinha de uma família humilde e acabou por se tornar o artista mais poderoso da sua época, acumulando uma das maiores fortunas privadas de Roma. Foi acusado de ser herege mas os papas da Renascença encomendaram-lhe as maiores obras artísticas do século XVI. Chamava-se Michelangelo. E foi o primeiro pintor a ser considerado uma estrela mundial.
Estes são apenas alguns dos pormenores que se podem encontrar no livro "Michelangelo, Vida e Obra", uma nova edição em português, com a chancela da Taschen, que agora chega às livrarias.
O grande trunfo desta obra são as reproduções integrais de todos os trabalhos do artista, desde fotografias das suas esculturas mais célebres, como "David" ou "Pietá", até esboços e estudos das pinturas que fez nos palácios e igrejas do Vaticano.
Mas o mais surpreendente são mesmo os pormenores ampliados dos frescos da Capela Sistina, reproduções de alta qualidade de cenas como a "Criação do Homem" ou "O Juízo Final".
O livro de grande formato, amplamente ilustrado, chega a incluir gráficos e desenhos detalhados dos quadros que foram censurados pela Igreja, nomeadamente os panos que foram pintados sobre as obras de Michelangelo, para esconder os órgãos sexuais das personagens que retratou.