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Previsão: Os melhores jogadores do Mundo para 2011


São estrelas nos seus clubes, valem milhões, encantam o planeta, mas podem ser bem mais do que isso. Podem tornar-se na “next big thing” do futebol mundial já no próximo ano. Alguns têm condições para ter o nome escrito ao lado de Messi, Cristiano Ronaldo, Xavi ou Iniesta aquando da eleição dos candidatos finais a Melhor Jogador FIFA 2011. Aqui ficam cinco craques para acompanhar depois do réveillon. Boas entradas!


1. Gareth Bale – 21 anos

Há laterais-esquerdos, há extremos esquerdos e há Gareth Bale. O gaulês do Tottenham enquadra-se noutra categoria de atleta: na de furacão-esquerdo. Gosta de arrancar da sua área e deixar em destroços a organização defensiva do adversário através de sprints supersónicos e recursos técnicos inesgotáveis. As suas incursões acabam invariavelmente com assistências primorosas ou golos de pé esquerdo. Sim, porque este senhor também é um goleador. Esta época já leva 11 golos em todas as competições, três dos quais marcados no mesmo jogo frente ao Inter (na fase de grupos da Champions). 



2. Samir Nasri – 23 anos

A comparação aconteceu com todos os jovens franceses talentosos que apareceram no novo século: “É o novo Zidane”. Foi assim com Gourcouff e com Nasri – o jogador que o Arsenal contratou ao Marselha, em 2008/09, por 16,8 milhões de euros. As primeiras duas temporadas foram de reconhecimento e de alguns pormenores deliciosos. A terceira está a ser um sonho, mas fica a ressalva: a única semelhança entre Nasri e Zidane foi o local de nascimento (a cidade de Marselha). De resto, são diferentes em tudo. Nasri gosta de jogar na ponta esquerda, faz da velocidade uma das suas armas e tem pormenores que parecem ter sido importados directamente de um pavilhão de futsal. Tornou-se no melhor jogador dos gunners (a par de Fabregas) e no futebolista mais fascinante da primeira metade da Premier League (juntamente com Bale). Não é dizer pouco. Nada pouco.



3. Di María – 23 anos

Foi o jogador mais incisivo do Benfica campeão nacional na última época. Até aí, tudo bem. Mais impressionante é chegar a Madrid e passar directamente para o lote dos imprescindíveis num dos melhores planteis do Mundo. Di María parece ter largado de vez as fintas inconclusivas e os malabarismos a solo para se transformar num dos extremos mais escaldantes da actualidade. Em Madrid já é um herói. Na Luz deixa saudades e até Pinto da Costa o considera um génio. Para além de tudo isto, é opção na selecção argentina desde os tempos de águia ao peito e parece ter entendido a importância de associar assistências letais a golos: já leva cinco tentos na liga espanhola. 



4. Ibrahim Afellay – 24 anos

Trocou o PSV Eindhoven pelo Barcelona na reabertura de mercado e agora espera estrear-se rapidamente pelo clube que é “més que un club”. Afellay é um avançado rápido e muito habilidoso, que pode jogar num dos lados do ataque em 4x3x3, ou em 4x4x2, como segundo avançado. Na Catalunha terá a concorrência tremenda de Pedro González, David Villa, Iniesta, Bojan e Jeffrén, tendo em conta que Messi não é concorrência para ninguém: ou se joga com ele, ou se fica a vê-lo jogar. Os primeiros tempos não se avizinham fáceis, mas Afellay tem futebol para se tornar em mais um dos grandes nomes holandeses da história do Barcelona. Chega ao novo clube numa altura em que já é uma das afirmações da Laranja Mecânica e depois de ter estado presente no Mundial de África do Sul. Mais uma seta para o ataque louco do Barcelona.



5. Neymar – 18 anos

O milagre financeiro de Lula da Silva também chegou ao futebol. Os clubes do país do samba estão a deixar de exportar e a nova palavra de ordem passa por recuperar o talento brasileiro aos campeonatos europeus e impedir a saída das novas pérolas. Entre este grupo, Neymar é o que mais brilha. 18 anos, avançado, franzino, driblador demoníaco e indisciplina de moleque mimado. Tem tudo para acertar… e para falhar. No Santos goza de carta branca e parece não ter respeito por ninguém, desde treinadores, colegas e dirigentes. O emblema de Pelé pode começar a ter os milhões dos clubes europeus, mas ainda não consegue oferecer a disciplina, competitividade e mediatismo dos principais campeonatos do Velho Continente. Se Neymar quiser singrar, terá de sair. Talento não falta. Mas precisa do resto. E parece que o Chelsea está disposto a polir o diamante. Com 30 milhões de euros.


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