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Andy nas nuvens


Foi a maior vitória da carreira de Andy Murray. E, surpreendentemente, uma das mais fáceis. Do ouro lado da rede estava Roger Federer, o maior tenista de todos os tempos. Há cerca de um mês, depois de o derrotar exactamente em Wimbledon o suíço, paternalista, disse-lhe:

“Não te preocupes, Andy, a tua vez há-de chegar.”

O que Federer talvez não esperasse era que ela chegaria de forma tão rápida e tão dolorosa – para si, entenda-se. Andy Murray venceu-o em apenas três sets. Em algumas fases do jogo parecia que estava a treinar contra um veterano talentoso. Federer não teve tempo para perceber o que lhe estava a acontecer – foi tudo demasiado violento, demasiado intenso, demasiado letal.

Wimbledon é uma espécie de segunda casa para Roger Federer. Já venceu o torneio sete vezes e o público inglês venera a classe e a leveza com que esmaga os adversários. Mas desta vez tudo foi diferente: Roger foi apoiado até às meias-finais. Só. No domingo, 14 mil pessoas ajudaram Murray a fazer o jogo da sua vida e a concretizar um sonho de juventude: bater o seu ídolo num grande torneio.


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