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Dá-me música

Ana Gomes

Produtora e bloguer

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O Spotify chegou a Portugal na semana passada


E a verdade é que a maioria dos portugueses não faz ideia do que isto seja.
Não estou com isto a ser arrogante ou presunçosa - se sentiram isso não era por aí. Esta afirmação é só fruto da análise dos vários comentários e questões de que me tenho apercebido. E a realidade é que eu só conhecia o programa/aplicação/serviço porque tive de estudar direitos de autor e este foi um objecto de estudo.

Mas para que serve então o Spotify e porque é que nos devemos sentir orgulhosos por aderir?

Bom, é do conhecimento generalizado que cada vez menos os músicos e a indústria consegue tirar algum proveito económico da venda dos seus álbuns ou produções. E isto é um dado adquirido e de senso comum, afinal a maioria de nós deixou efectivamente de comprar os álbuns em suporte físico. Ou ouvimos as músicas no YouTube ou “sacamos” as músicas da Internet - ninguém faz isto não é?! - ou utilizamos outras plataformas.

E com o Spotify ficamos todos a ganhar. Como?
Simples! Podemos ouvir as músicas em streaming e sem sentimentos de culpa. Guardá-las na nossa playlist, ouvi-las quando nos apetecer e não ter de usar uma pala de pirata no olho. Tudo sem culpas! Existem três formas de “usufruir” do serviço, a saber:

- Uma modalidade completamente gratuita - Spotify Free - em que nos basta procurar e reproduzir a música. Como é que alguém ganha alguma coisa com isto? São inseridos anúncios durante as faixas, e os lucros decorrem dos investimentos publicitários.

- Spotify Unlimited: Por 3,49€ por mês as músicas são “limpas” de anúncios e compromissos.

- Spotify Premium: Esta modalidade tem o custo mensal de 6,99€, está naturalmente livre de qualquer associação comercial e permite que as músicas sejam guardadas - é feito um download -, o que faz com que tenhamos acesso às mesmas, mesmo quando não existe ligação à Internet.

O Spotify é - no final de contas - uma forma correcta, legal e bastante acessível de acedermos ao universo musical, de criarmos playlists e partilhá-las com a nossa rede de amigos - através do Facebook, por exemplo - e de o fazermos de consciência tranquila sem o estigma da pirataria.

De resto é só seguir o link e aproveitar ;)


Comentários

19 de Fevereiro 2013 - 14:35

Olá Ana, Digamaos que não é bem verdade que a musica não dá dinheiro.... Vejamos o exemplo da Adele que fatura, diariamente, cerca de 47 mil euros só em direitos de autor das "passagens" dos seus temas... os paradigmas em torno do que é ser musico, atualmente, é que mudaram e é a isso que os artitas se têm de adaptar. À partde desta questão, também sou fa do Spotify.





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