Ela não desistiu
Se o ano de 2011 foi complicado para alguns, não terá sido o caso de Adele, pelo menos no que diz respeito ao seu sucesso como cantora. Foi considerada a melhor do ano e terminou em no primeiro lugar de muitos tops mundiais, incluindo o top de vendas português.
No seu primeiro EP começou por perguntar delicadamente Should I Give Up, or Shoul I Just Keep Chasing Pavements?, e ainda bem que a resposta a esta pergunta foi “Não desistas”. Deu a volta a um fim de relação difícil, próprio de uma adolescente ou talvez de qualquer pessoa que se entregue de corpo e alma ao amor, e fechou-se na sua angústia a chorar um álbum brilhante. A verdade é que a jovem cantora pôs praticamente meio mundo gritar os refrões dos seus últimos singles.
E o seu sucesso é de tal forma estrondoso que o ex-namorado, dita inspiração para a sua ultima criação, reclama parte dos lucros decorrentes do seu sucesso. O que até poderia ser justo, caso tivesse sido ele a criar o diamante que o timbre, a composição, a pop misturada com a soul, e a postura da cantora trouxeram ao mundo. Mas não foi.
Adele é uma grande mulher em todos os sentidos, aparenta ser destemida, forte e com um estilo muito próprio. Faz lembrar uma diva não pelos tiques, nunca no sentido depreciativo da palavra, mas pela postura, pelo cuidado com que se apresenta.
Quer se goste mais ou menos há que admitir que 2011 foi irrefutavelmente o ano de Adele, uma jovem de 23 anos que mostrou que onde há fumo... There’s a Fire.
Que 2012 seja um óptimo ano, e que este exemplo nos sirva de inspiração. Se alguma coisa corre menos bem toca a pegar nisso e a dar a volta ao texto. Se isso não funcionar... é passar para a música seguinte.