Alfacinha em D’bandada
Sou alfacinha de gema e como boa habitante da minha Lisboa acomodo-me aos eventos culturais da capital. Perco natural e estupidamente óptimas oportunidades e principalmente espectáculos que acontecem mais a norte ou mais a sul, pela preguiça de sair do conforto da minha cidade berço. Capital da Cultura? Mea Culpa mas ainda não passei por lá.
Sítios de referência mais a norte? Conheço dois ou três, sim. Mas só de nome, só de ler, de ouvir falar, de ser repetidamente aconselhada a visitar. Por isso que se ponham todos os argumentos de lado, se viajamos pelo mundo para ver isto ou aquilo, temos de conhecer o que temos cá dentro. E não, não é um protocolo com o turismo de Portugal, é o óbvio do qual ando meia alheada.
Se sou “devota” do Santo António e por isso não celebro o São João, desta vez tenho que assobiar para o lado quando me dizem que o D’Bandada – ou o que me vai fazer subir até ao Porto no próximo sábado, dia 15 de Setembro – é considerado o São João da música. E se 40 projectos musicais a actuar no mesmo dia não fossem um forte motivo para esta viagem, o facto de o evento ser de entrada livre e acontecer nalguns dos espaços míticos da cidade são a meu ver argumentos mais do que suficientes para a “traição” ao meu santinho.
São nomes de sítios como o Plano B, a Casa do Livro, o Armazém do Chá, o Passeio das Virtudes e a lindíssima Casa da Música que serão “finalmentes” nos pontos a assinalar no mapa, e bandas e projectos como Dj Ride – que irá apresentar em primeiríssima mão e em jeito de encerramento Pixel Trasher – ou Dj Nery, Peixe, Filho da Mãe, Nuno Prata e Octa Push que em estilos diferentes me fazem pegar num mapa da cidade e perceber como me devo movimentar.
E para assegurar que ninguém se perde, há um cartaz com um mapa completíssimo, e uma app disponível para os telemóveis de última geração.
A música é sempre um bom motivo, mesmo que não seja a melhor desculpa.
É por lá que nos vemos?
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