Crónica: A nova princesa é Rey
Lábios carnudos, olhos expressivos, um cabelão enorme e uma voz profunda e doce. Estes podiam ser os ingredientes suficientes para Elizabeth Grant - Lana Del Rey - ser a nova princesinha da música. Mas mérito seja atribuído à equipa artística que gere o seu projecto. Nos últimos meses a Nova Iorquina de 26 anos tem sido capa de revistas de moda, tem sido entrevistada dia sim dia sim, e as suas músicas são partilhadas viralmente nos murais de Facebook.
Surge sempre impecavelmente maquilhada, cuidada arranjada e os vídeos que acompanham os singles são tratados como curtas-metragens. Relembrando por vezes Amy Winehouse, não pelo comportamento, mais pelo imaginário transmitido. Mas para quem ainda não conhece as músicas da cantora não pense que estamos a falar de um pop pastilha elástica. De facto tem refrões que se colam ao ouvido, “heaven is a place on earth where you/ Tell me all the things you wanna do“ do tema Vídeo Games é um perfeito exemplo disso, e a sua música é melancólica e delico-doce que como a sua voz embala corações. A cantora afirma que não ouve música “moderna” e tem como algumas das suas principais referências: Bob Dylan, Leonard Cohen e Jeff Buckley.
Lançou o seu primeiro EP em Outubro de 2008 – Kill Kill, e o seu primeiro albúm em Janeiro de 2010, mas foi Born To Die o álbum a ser lançado ainda este mês o responsável por todo o destaque que a cantora tem tido, a par do anterior single Vídeo Games.
E não posso de forma alguma dizer que não seja merecido. Quando tudo está bem, só a pouca sorte faz com que as coisas não funcionem.
A fatalista e emotiva cantora não teve azar. E é neste momento a inspiração do público feminino pelo seu estilo retro romântico e simultaneamente rebelde. E o motivo de muitos suspiros masculinos, ou não tivesse Lana sido prendada com uma generosa beleza.
Deixemos então a princesinha cantar.