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27 NOVEMBRO 2009 - 18.28h

Questões que fracturam a Direita

Categoria - Política

Maradona, foste convidado para a festa do 31 da Armada?
O 25 de Novembro ainda não chegou aos subúrbios.



Tiago de Oliveira Cavaco

25 NOVEMBRO 2009 - 22.35h

25.11

Categoria - Política

Apesar de tarde, vou ainda a tempo de celebrar os 34 anos da nossa liberdade. Obrigado, Jaime Neves.



Rui Castro

25 NOVEMBRO 2009 - 16.25h

A História

Categoria - Política

Mais que lida a História de Portugal (lançada amanhã na Sociedade de Geografia) do Rui Ramos merece ser celebrada. Comprada e oferecida. Em jeito de proselitismo mesmo.



Tiago de Oliveira Cavaco

25 NOVEMBRO 2009 - 13.52h

Coronel Jaime Neves na Wikipédia

Categoria - Política

E que tal alguém escrever um artigo na Wiki portuguesa (e porque não também na Wiki inglesa?) dedicado ao Coronel Jaime Neves?



Ricardo Vicente

24 NOVEMBRO 2009 - 10.45h

Falar Claro e Fazer Diferente

Categoria - Outras

E porque não "falar de modo claro" e "fazer de maneira diferente"?



Ricardo Vicente

Wigan's players are to personally refund Latics fans who bought tickets at the DW Stadium for the 9-1 hammering at Tottenham on Sunday.

Aqui.



Maradona

23 NOVEMBRO 2009 - 18.58h

Jorge Ferreira

Categoria - Política

Conheci o Jorge Ferreira há exactamente 3 anos, quando o convidei para integrar a lista de autores do Blogue do Não (BdN). O convite foi aceite sem reservas. Ao longo destes 3 anos falámos algumas vezes. Impressionava-me o seu ateísmo, que contrastava com as suas posições habitualmente coladas à Igreja e aos católicos. Fiquei chocado há meses quando soube da sua doença. Recordo o Jorge Ferreira enquanto líder parlamentar do CDS, já depois de eu ter passado pela Juventude Centrista. Alguns anos depois saiu do partido e fundou a Nova Democracia (o seu maior erro político). Nunca o vi lamentar a sua doença, que enfrentou de peito aberto à semelhança dos outros combates que travou. O Jorge morreu no passado dia 21, com 48 anos, 2 dias depois de ter linkado este vosso blogue. Foi-se mais um dos bons. Despeço-me da mesma forma que o Jorge no seu último post no Blogue do Não: Até sempre, Jorge.



Rui Castro

23 NOVEMBRO 2009 - 16.24h

Os Traumas Europeus

Categoria - Mundo

Os europeus são traumatizados: todos eles. Seria extremamente extenso o rol de todos os traumas europeus. E estes traumas são de naturezas e consequências muito diferentes.


Os portugueses, por exemplo, vivem obcecados pelo "estrangeiro": um país perfeito, que nunca visitaram, e que serve de termo de comparação para o enxovalho, tantas vezes injusto, de tudo o que é nacional. E quando viajam, os portugueses, para um qualquer estrangeiro (quase sempre Londres e Paris) acabam por ver exclusivamente aquilo que desejam ver, isto é, as (poucas) coisas em que essas cidades "objectivamente" serão melhores que as portuguesas. Que se escolha invariavelmente Londres e Paris como casos concretos do "estrangeiro" já diz muito da obsessão portuguesa: um mal de espírito centrado na importância do rico e do fino, que preza a superficialidade e as possibilidades de "fazer inveja" e de "armar ao inglês".


Os outros portugueses, isto é, aqueles que afirmam o seu gosto pelo país, experimentam uma obsessão oposta: em vez de considerarem que o "estrangeiro" é em tudo melhor, passam a vida a queixar-se que os estrangeiros não "reconhecem" as maravilhas pátrias. (É pena que não se lembrem que, antes de "reconhecer", é preciso conhecer).


T
al como os outros portugueses, os polacos também desesperam pela falta de reconhecimento do estrangeiro: vivem eternamente ressentidos por os outros países não quererem saber dos nobeis que já ganharam e queixam-se ainda dos nobeis que poderiam ter ganho mas que não receberam por causa de uma injustiça terrível qualquer.


A outra obsessão que os polacos não conseguem exorcizar é o sentimento de terem sido traídos pelos aliados que não reagiram aquando da dupla invasão da Polónia por parte da Alemanha e da Rússia. Estes obcecados polacos, curiosamente, não dão importância à participação da Polónia na traição de que foi vítima a Checoslováquia.


Passando para russos e alemães: os russos vivem num eterno ciclo de medo-agressividade, uma paranóia parecida com a dos Estados Unidos em que se parte do princípio de que quem não está com eles está contra eles e, portanto, deve ser, no mínimo, anexado e, no máximo, extinto. A principal diferença entre estes e aqueles é que os russos ainda conhecem minimamente os países vítimas dos seus medos.


Os alemães, ao mesmo tempo que se sentem mais e mais à vontade em afirmar que a sua população não se apercebeu nem dos planos de Hitler nem da sua execução nem o que estava a acontecer aos judeus - não páram de irritar os outros povos com a sua benevolência maníaca. Ele é interesse pelos países "pobres", ele é conselhos relativos à organização de países alheios, ele é críticas ao modo de viver das outras populações. Os sentimentos de culpa que não querem nem deixam de querer admitir levam-nos a interessar-se por todos os casos que envolvam povos que lhes pareçam necessitar de um qualquer tipo de ajuda sem perceberem que, com essa atitude, tomam esses povos por inferiores. E esquecem-se que tomar o outro por inferior foi precisamente a atitude fundadora do regime de Hitler.


Os ressentimentos históricos e as ambiguidades presentes levam os alemães a uma constante atitude de inferiorização dos outros que os próprios não conseguem identificar julgando, ao invés, que a sua benevolência é pura e, até, desejada.


A Europa é composta por 50 países. Ainda falta pois escrever sobre outros quarenta e seis traumas (pelo menos!).



Ricardo Vicente

20 NOVEMBRO 2009 - 12.36h

Agenda

Categoria - Política

Faz-nos falta saber mais sobre João Calvino. Amanhã às 19h na Igreja Baptista de S.Domingos de Benfica (emfrente ao Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, perto de Sete Rios) Rui Ramos e Rúben Oliveira falarão sobre o homem, a obra e os 500 anos do seu nascimento.
Entrada livre.



Tiago de Oliveira Cavaco

18 NOVEMBRO 2009 - 17.15h

Mota quer espanhóis da FCC fora da corrida ao TGV

Categoria - Política

Mota quer espanhóis da FCC fora da corrida ao TGV.

É tão certo, tão certo que todos os milhares de milhões de euros relacionados com os quatro ou cinco têgêvês vão parar às mãos de construtoras civis portuguesas como é certo que o actual Primeiro Ministro se chame José Sócrates e seja do Partido Socialista.


Também do Diário Económico:
Lucros da Mota-Engil sobem 25% até Setembro.

Uma coisa é lucrar muito num mercado competitivo e em que se tem de lutar pelos clientes. Outra coisa é lucrar num mercado com poucas (grandes) empresas e em que o cliente é um amigalhaço que prodigaliza a riqueza criada pelos outros em objectos de luxo totalmente inúteis: o Estado governado pelos socialistas.



Ricardo Vicente

18 NOVEMBRO 2009 - 01.00h

Circular

Categoria - Política

Informa-se todos os produtores de conteúdos do grupo Cofina que só eu é que estou autorizado a fazer piadas sobre a identidade do novo treinador do Sporting.



Maradona

17 NOVEMBRO 2009 - 13.47h

Poderia a Realidade Ser Diferente? Não

Categoria - Política

As escutas telefónicas entre José Sócrates e Armando Vara ainda não foram disponibilizadas no Youtube. O conteúdo de uma dessas escutas ainda pertence ao domínio da "coisa jornalística": um jornal decidiu relatar parte do conteúdo, em vez de transcrevê-lo palavra por palavra, e não revelou quem divulgou esse conteúdo (assumindo que esse alguém existe).


Ou seja, neste momento, há dois factos importantes: se é verdade que o conteúdo escutado ainda pertence ao mundo da construção jornalística (um jornalista diz que alguém - que não se quer responsabilizar por violar o segredo de justiça - ouviu ou leu assim e assim de uma conversa entre JS e AV), também é verdade que nem JS nem AV negaram terem tido uma conversa com aquele conteúdo jornalisticamente alegado.


Portanto, não será especialmente abusivo concluir da veracidade do relato do jornal relativo à suposta conversa entre JS e AV. Isto é, não será abusivo concluir que o homem que ocupa o órgão de Primeiro Ministro envolveu-se em conversa privada com um ex-político de sua confiança e ao momento alto gestor do maior banco privado português para falar sobre dívidas de um importante empresário da comunicação social.


Agora... mas seria necessário haver uma peça jornalística a relatar uma suposta conversa entre um dos mais poderosos políticos e um dos mais importantes gestores privados para que só então pudéssemos concluir que existem relações obscuras entre política e negócios e, por exemplo, entre política, banca e comunicação social? Não têm havido já tantos outros exemplos pressentidos, declarados, não desmentidos e mesmo provados das relações indesejáveis entre política e negócios?


O que o caso das escutas a JS e AV traz de novo será, no máximo, os nomes concretos destes dois homens. Mas isso, só por si, acrescenta alguma coisa ao que já se suspeita e ao que já se sabe das relações entre grandes partidos e grandes negócios? Não, não acrescenta nada.


Há uns tempos atrás deu-se um caso que me parece o símbolo perfeito das associações obscuras e ilegítimas entre partidos e negócios: o Tribunal de Contas (salvo erro) declarou que o PSD tinha recebido um financiamento ilegal da parte da Somague (uma das grandes da construção civil). Para a legião dos que passam a vida a clamar que toda a gente, não obstante o peso e a consistência das evidências, é inocente até prova em contrário - aí estava (uma) prova da relação entre um grande partido e um grande negócio.


Mas qual foi a reacção do PS? Indignou-se? Protestou? Clamou ser este um sinal da podridão do "sistema" político-económico português? Não: o que o PS fez foi ficar em silêncio.


As escutas não trazem nada de novo. E a verdade é que a realidade não poderia ser outra: ninguém chega a presidente da Colômbia sem o beneplácito dos barões do narco-tráfico. Da mesma forma, ninguém chega a Secretário-Geral do PS (ou a Presidente do PSD) sem o apoio e a concordância de uma vasta e toda-poderosa elite que abarca altos funcionários públicos, gestores de grandes empresas públicas e privadas e ainda outras corporações.


Aliás, esta realidade não pode mesmo ser outra: quando em Portugal metade da economia é absorvida pelo Estado, as maiores empresas em termos de facturação, número de empregados e número de clientes são detidas e controladas pelo Estado, a quase totalidade da classe média é uma criação do Estado por via do funcionalismo público, os grandes negócios das maiores empresas têm como cliente principal o Estado, as corporações profissionais enriquecem graças a privilégios injustos que travam a mobilidade social mas que são protegidos por leis do Estado, todos os partidos têm uma visão maximalista das funções do Estado e, dado o desenho das instituições políticas, quem ganha o governo herda o Estado - é mais do que natural que haja uma total confusão e corrupção entre política e negócios e que estas relações altamente indesejáveis até possam ser perfeitamente legais.


Tendo em conta esta realidade e tendo em conta o poder concreto do Partido Socialista, o que é absolutamente natural e esperável sem necessidade de uma qualquer prova jornalística saída do sub-mundo dos investigadores, procuradores e juízes - o que é absolutamente natural será a trivialidade com que um qualquer Secretário-Geral do Partido Socialista contacta quotidianamente com empresários públicos e privados, de diferentes sectores, para tratar de assuntos em que interesses ora privados ora "do partido" são geridos à custa e sob a capa do interesse público. E muitas vezes, desde que se possa contactar e gerir esses interesses longe da vista e dos ouvidos de investigadores e jornalistas, nem será precisa essa capa de declarar a prossecução do interesse público.


E esta realidade diz respeito só ao Partido Socialista? Claro que não, diz também respeito ao PSD. A principal diferença é que o PS tem estado há mais tempo no governo o que lhe tem possibilitado uma eventual maior sedimentação do seu poder tendencialmente omnipresente.


Portugal precisa tanto de separar aqueles que são políticos daqueles que são empresários como os países da outrora "Europa de Leste" precisaram de afastar os comunistas das instituições políticas, administrativas, burocráticas, académicas e empresariais. E o poder não-político e não democraticamente legitimado nem legitimável do PS e do PSD precisa tanto de ser destruído como foi o poder comunista na ex-Europa de Leste.



Mas dois factos ainda recentes e uma tendência cada vez mais actual dão pouca esperança ao país: o afastamento de Marques Mendes do PSD, a completa ausência de apoio por parte do PS às propostas legislativas de João Cravinho relativas a corrupção e o cada vez mais notório papel do sistema de justiça enquanto criador de confusão, lançamento de lama, parte interessada em estranhos interesses e sábio utilizador das possibilidades manipulatórias oferecidas pela comunicação social.


Tudo isto significa que em Portugal, neste momento, ter esperança implica estar aberto a mudanças que serão não apenas profundas mas completamente transversais ao desenho institucional, ordenamento jurídico, política, economia e sociedade. Por outras palavras, é cada vez mais difícil ter esperança sem admitir a necessidade de uma... revolução.



Ricardo Vicente

16 NOVEMBRO 2009 - 15.42h

Mitologias da Privatização (i/ii)

Categoria - Política

(i/ii): Privatizar empresas públicas não é necessário para acabar com a corrupção (em sentido lato)


Portugal, da esquerda à direita e dos políticos à "sociedade civil", sofre muitas mitologias da privatização. Por exemplo, à esquerda, há a mitologia de que não se pode privatizar nem bens "públicos" nem bens "essenciais". E esta ideia, sendo da esfera do mito, não carece de melhor explicação do que dizer que um bem, pela sua natureza pública, não pode ser privatizado.


À direita, as privatizações são apresentadas como essenciais para uma economia moderna. Mas quando chega o momento de indicar empresas concretas, as principais propostas de privatização avançadas pela direita são quase sempre aqueles casos que um dirliberal esclarecido deve apontar como excepções, isto é, aqueles casos especiais em que não deverá ocorrer privatização (por exemplo, rede fixa de telefone e aeroporto internacional).


Actualmente e sobretudo à direita, está em desenvolvimento uma nova mitologia da privatização. São múltiplos os casos de corrupção, de ilegalidades, de favorecimentos pessoais e políticos dentro ou não da legalidade, de enriquecimentos miraculosos que surgem na junção do mundo público e político e do mundo privado e económico. E há a hipótese de que uma grande parte destes casos resulta do grande peso do Estado na economia e da enorme quantidade de empresas públicas existentes, já para não falar do número infindável de institutos públicos, observatórios, agências e demais géneros e espécies da administração pública.


Da hipótese de que o excesso de Estado e administração pública potencia a corrupção (em sentido lato) chega-se a uma nova mitologia: a de que para acabar com (pelo menos) uma parte da corrupção é necessário privatizar as empresas públicas.


Ora em matérias de corrupção, favores e amigalhaços o que interessa não é saber se uma empresa é pública ou privada. As empresas de construção civil são privadas e no entanto a maior parte do milhares de milhões de euros usados em projectos inúteis vai precisamente para esse tipo de empresas.


O que é verdadeiramente relevante é QUEM gere essas empresas: qual a relação entre empresários (seja "empresários públicos" ou "empresários privados") e os partidos de governo?


Imaginemos que as empresas públicas são privatizadas mas os actuais gestores que foram indicados pela classe política se mantêm nos cargos: fará sentido esperar menos corrupção, menos negócios de favor, menos milhões de euros desaparecidos ou derrapados?


O que é necessário é que haja separação entre o sector político e o sector económico ao nível dos indivíduos. Um indivíduo que actua enquanto ministro como parte contratual não pode, uma vez realizado o contrato, deixar de ser ministro e saltar para a empresa, pública ou privada, que era parte naquele contrato.


A redução dos casos de corrupção passa por separar as pessoas que se dedicam à política das pessoas que se dedicam aos negócios. Quem for capaz de redigir uma proposta legal que estabeleça a separação pessoal entre aqueles dois mundos tem a chave para (uma parte d)o problema da corrupção generalizada entre partidos de governo, administração pública, grandes e pequenos negócios.


Agora, dois pontos importantes: o argumento exposto não deve ser lido como uma crítica à ideia de que as privatizações, em princípio e em geral, são desejáveis; também não deve ser lido como uma crítica à ideia de que a dimensão, complexidade e poder do Estado/Administração Pública devem ser reduzidos. Finalmente, há muita administração pública que deveria ser privatizada mas exactamente qual não deverá depender de estar mais ou menos ligada a corrupções; as boas privatizações obedecem a critérios económicos.




Ricardo Vicente

Os políticos são useiros e vezeiros na distinção entre a sua qualidade de simples políticos e a de detentores de cargos públicos. Exemplo: Sócrates foi de manhã, na qualidade de primeiro-ministro, entregar 3 magalhães à escola EB 1 de Santa Comba Dão e, da parte da tarde, enquanto secretário-geral do partido socialista, esteve presente numa reunião da Internacional Socialista com Chávez (qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência). Adiante. 
 
Tenho, assim, para mim que a questão da nulidade das escutas é um non-issue, porquanto Sócrates já veio dizer que os telefonemas que fez a Vara não passaram de conversas entre amigos. Ora, a (infame) disposição legal que tem aparentemente como consequência a nulidade das escutas dos telefonemas de Vara, sempre que Sócrates for o seu interlocutor, está pensada para os casos em que as escutas envolvem o primeiro-ministro. Ora, da mesma forma que Sócrates - e demais políticos - se descarta das dúvidas de natureza ética que por vezes se levantam a propósito de certo e determinado tipo de intervenções/declarações/visitas, etc., alegando a sua qualidade de secretário-geral do PS, também no caso das escutas haveria que relevar o facto de Sócrates ter telefonado a Vara enquanto amigo e não na qualidade de primeiro-ministro. É, também, por isso que as escutas não podem ser eliminadas. 



Rui Castro

16 NOVEMBRO 2009 - 11.37h

Faltou-lhe um bocadinho assim

Categoria - Política

Esta análise de Medeiros Ferreira, à semelhança da atitude de Marques Mendes relativamente aos "candidatos-suspeitos", está quase certa. Só fica a faltar a Isabel Damasceno, que nunca perdeu o estatuto de candidata laranja à Câmara de Leiria. 



Rui Castro

15 NOVEMBRO 2009 - 11.32h

Choque e pavor

Categoria - Política

Tenho dois assuntos em mãos: o assunto Sporting, e o assunto Carlos Carvalhal. São dois assuntos diferentes, apesar de noticias recentes indicarem que a sociedade deseja vê-los tratados em conjunto. Pela minha parte, tirem o que tiverem que tirar da chuva: até que o Carlos Carvalhal seja despedido pelo seu actual clube e o Sporting despeça o seu actual treinador, Carlos Carvalhal e Sporting nunca serão tratados como temas relacionados. Tenham um santo domingo.



Maradona

13 NOVEMBRO 2009 - 11.40h

Change

Categoria - Política

No outro dia foi António Costa na Quadratura do Círculo, hoje alguns dos jornais habitualmente utilizados pelo PS como caixas de ressonâncias do governo. O navio começa a afundar-se e não me parece que a lealdade orgânica vá prevalecer sobre o pragmatismo.



Rui Castro

13 NOVEMBRO 2009 - 11.33h

Namoros em tempo de crise

Categoria - Política

Como eu percebo a Fernanda Câncio. Também eu, se tivesse a infelicidade de namorar com o primeiro-ministro José Sócrates, tudo faria para que ninguém soubesse... 



Rui Castro

13 NOVEMBRO 2009 - 11.07h

Free Fernanda Now!

Categoria - Política

Os progressistas sempre foram tímidos no amor (recordo a admiração que senti quando ao chegar à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, principalmente de miúdos esquerdistas, me apercebi que a maioria fugia de confessar namorados - nos subúrbios de onde venho os namorados celebram-se e exibem-se nas ruas). Free Fernanda Câncio. A Esquerda precisa de abrir o coração.



Tiago de Oliveira Cavaco

13 NOVEMBRO 2009 - 09.56h

Aborto

Categoria - Política

A discussão sobre o aborto é daquelas que eu não me importava de "perder" se tal resultasse numa diminuição dos abortos. Não é, no entanto, isso que tem ocorrido. Desde que o aborto até às 10 semanas foi liberalizado, o número de abortos tem vindo a crescer de forma significativa. Não foi isso que alguns defensores do Sim garantiram quando o assunto foi debatido. Seria, pois, bom que viessem agora reconhecer o erro e empenhar-se em arranjar soluções para combater o flagelo.



Rui Castro

11 NOVEMBRO 2009 - 17.46h

Amiguismo

Categoria - Outras

Politicamente afastados, partilhamos o clube e partilhámos o curso. Passam-se meses em que não nos falamos. Para matar saudades, leio o seu blogue. São as chanatas do Jacinto. 



Rui Castro

11 NOVEMBRO 2009 - 17.11h

Hino ao Amor

Categoria - Outras

Foi uma das leituras no meu casamento. Hoje escutei-a num funeral.

Da 1.ª Carta aos Coríntios, Capítulo 13
:

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.  



Rui Castro

11 NOVEMBRO 2009 - 15.26h

Afinação de agenda

Categoria - Política

Para quebrar a tirania de esquerda no que à música moderna portuguesa (Ayres Magalhães, where art thou?) diz respeito avisa-se que o Samuel Úria vai tocar a 4 de Dezembro no Super Bock em Stock (no Terraço do Hotel Tivoli). Um pequeno compasso para o auditório, uma grande canção para o País.



Tiago de Oliveira Cavaco

11 NOVEMBRO 2009 - 13.18h

Comentário ao

Categoria - Política

post "Alguém Duvida?": não bastaria ser essoutro Presidente da República. Também seria necessária, e muito!, que fosse outra a cor do Primeiro Ministro.



Ricardo Vicente

coisa. Isto tudo, é claro, no âmbito de uma narrativa de afectos.



Ricardo Vicente

10 NOVEMBRO 2009 - 22.51h

Alguém duvida?

Categoria - Política


Fosse outro o Presidente da República e o Primeiro-Ministro Sócrates já andava, por esta altura, a enviar currículos e a oferecer-se para palestras.



Rui Castro

10 NOVEMBRO 2009 - 22.36h

O amigo Armando

Categoria - Política

As eventuais consequências penais da conversa que Sócrates teve com o seu amigo Armando Vara, arguido no processo face oculta, não me aquecem nem arrefecem. Interessa-me, sim, saber se Sócrates mentiu despudoradamente quando negou qualquer interferência no negócio que envolveu a TVI. Não compreendo, por isso, por que razão algumas pessoas, que reputo inteligentes, insistem em privilegiar a questão da nulidade de tais escutas em face da nossa lei processual penal (que, por acaso, até é da responsabilidade de um governo liderado pelo actual primeiro-ministro). O povo costuma dizer, com simplicidade, que quem não deve não teme. É, por isso, estranho que Sócrates não seja o primeiro interessado em dissipar todas as dúvidas que, mais uma vez, se levantam acerca da sua conduta. Depois não se venha queixar com cabalas e urdiduras.



Rui Castro

10 NOVEMBRO 2009 - 22.25h

Eu, cabeça oca, me confesso

Categoria - Política

Admito que o problema seja meu, mas estou certo que o Tiago, sempre muito iluminado, me vai explicar por que é que um solteiro gay pode adoptar e um casal gay não vai poder depois da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Assim de repente, passou-me pela cabeça que o Tiago poderia estar a ser preconceituoso ao não aceitar a adopção por casais homossexuais. Deve ser impressão minha.



Rui Castro

Mart Laar era um historiador que não percebia nada de Economia. Mas um dia leu Free to Choose de Milton e Rose Friedman. Depois viu-se Primeiro Ministro da Estónia. E foi então que pôs em prática o "pouco" que aprendeu sobre  Economia com esse livro.


O resultado foi este: uma economia a crescer a dois dígitos durante mais de dez anos, um país inicialmente atrasado (por culpa exclusiva desse horror chamado comunismo) que da noite para o dia convergiu para a média europeia, um aumento gigantesco do nível de vida alargado à esmagadora maioria da população (pois o crescimento foi acompanhado por manutenção e até diminuição da desigualdade na redistribuição do rendimento).


Depois da Espanha, da Irlanda e da Finlândia, a Estónia bem poderia ser o caso de sucesso preferido pelos candidatos a e efectivos primeiros ministros portugueses a ser apresentado como exemplo do que é uma estratégia de convergência económica e social altamente vencedora. O problemazinho é que a Estónia é talvez o melhor exemplo planetário, talvez até o único exemplo, dessa coisa terrivelmente assustadora chamada "neo-liberalismo". E o que é mais desagradável à totalidade de candidatos a e efectivos primeiros ministros é que foi precisamente essa coisa do neo-liberalismo que tornou possível um crescimento económico fortíssimo e rapidíssimo, mantendo a igualdade, desse pequeno e outrora atrasado país. É muito desagradável para a quase totalidade dos políticos portugueses aceitar que o "neo-liberalismo" criou prosperidade e igualdade num curtíssimo espaço de tempo.


É pois óbvio que o exemplo estónio não poderá ser seguido em Portugal nem agora nem nas próximas décadas (a classe política portuguesa está cheia de "jovens" e de senadores para quem "renovação" é sempre "na continuidade"). Afinal Portugal não tem um sistema de educação barato e de excelência como o da Estónia mas sim um conjunto de funcionários públicos que gozam do direito de faltarem quando quiserem sem arriscarem o despedimento nem o corte de salário e que fogem da avaliação como o diabo foge da água-benta.


Afinal Portugal é o país em que os dois maiores partidos seguem a política africana e dos anos sessenta de construir projectos faraónicos que não servem rigorosamente para nada excepto para dar dinheiro aos amigalhaços por exemplo da construção civil, por exemplo da sucata, por exemplo dos estudos de impacto ambiental, por exemplo tantos exemplos.


Afinal Portugal é o país em que, em cinco partidos parlamentares, dois são comunistas puros e duros defendendo a mesma organização económica que fez atrasar e perecer meia Europa. Afinal Portugal é o país em que um partido histórico e altamente representado (parlamento, autarquias, sindicatos, cultura, educação) lamenta a Queda do Muro de Berlim e o fim do socialismo e ainda mente ao dizer que o que se seguiu a 89 foi o empobrecimento da Europa de Leste...


Afinal Portugal é o país em que o único partido de direita no parlamento é tudo menos liberal.


Mas os portugueses votam como votam. Então, alegre e despreocupadamente,...


...afastemo-nos mais da Europa!, afastemo-nos mais da convergência económica! E...

Vivam os nossos professores!

Viva o maior lago artificial da Europa e

os dezassete quilómetros da ponte mais comprida da Europa,

os doze quilómetros da segunda ponte mais comprida da Europa e

os dez quilómetros da projectada terceira ponte mais comprida da Europa!

Vivam os quatro têgêvês

e a terceira auto-estrada paralela Lisboa-Porto!

Viva a construção civil, a sucata e os contentores e

a igualdade e paternalismo socialistas que atravessam a esmagadora maioria dos partidos!


E morra Portugal.



Ricardo Vicente

Mart era professor em Tallin. Um excelente pedagogo. A directora da escola, simpática senhora de idade, preparava-se para se reformar. Queria que Mart lhe sucedesse. Para isso, Mart só teria que se filiar no partido. Mas Mart não era do partido e não queria ser. Mart explicou à directora esse facto. A estupefacção deu origem à ironia. Mart não tinha que se preocupar. Era uma mera formalidade. Toda a gente era do partido. E ninguém queria saber disso para nada. Bastava que assinasse e a direcção da escola seria sua. Mas Mart não queria assinar e não queria ser do partido. A directora desistiu dos seus intentos não sem antes revelar a sua inquietação a um membro importante do partido. Este apressou-se a visitar Mart e a explicar-lhe que se se filiasse no partido não só seria director da escola como, por ser director, teria direito a uma casa maior para a família. Mart disse-lhe que não estava interessado. Em desespero de causa, ofereceu-lhe um carro para as suas deslocações. Mart manteve a sua palavra e não foi promovido apesar de o merecer. O partido não lhe perdoou e passou a seguir os seus passos e os da sua família.
Mart Laar acabou por ser primeiro-ministro da Estónia. Foi responsável por profundas reformas democráticas no seu país. Ouvi-lhe esta história um dia em Viena.



João Vacas

9 NOVEMBRO 2009 - 11.22h

20 anos

Categoria - Política

6 NOVEMBRO 2009 - 19.21h

Caracóis no verde

Categoria - Política

Ó Maradona, a honra é minha de jogar contigo no mesmo relvado.
Eu, que foi condenado a uma oração perpétua, não me sinto assim tão longe do criminoso que invocaste. Great story!



Tiago de Oliveira Cavaco

6 NOVEMBRO 2009 - 16.48h

Uma honra reencontrar o Tiago Cavaco

Categoria - Política

A man convicted of murdering his girlfriend's mother after police overheard his prayers for forgiveness was jailed for life today.

Aqui.



Maradona

Autor:

  • Rui Castro

    Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

  • Maradona

    Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

  • Carlos do Carmo Carapinha

    Alentejano, hipocondríaco, filosoficamente conservador, céptico e pessimista. Só chatices

  • Lourenço Ataíde Cordeiro

  • Nuno Pombo

  • PM Ramires

    

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