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Diário de Notícias: O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu hoje em baixa o crescimento da economia portuguesa em 2010 de 1,4 para 1,3 por cento, na sequência da revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais do crescimento em 2008.

Público: O défice público registado por Portugal durante o ano passado foi de 8,6 por cento, um valor que fica acima dos 7,3 por cento previstos pelo Governo. A dívida pública superou a barreira dos 90 por cento pela primeira vez.

 



Carlos do Carmo Carapinha

A Caixa Geral de Aposentações (CGA) está a intimar os deficientes militares, que exercem funções públicas, a optarem entre o vencimento e a pensão de guerra num "prazo de dez dias".

A posição da CGA, que começou a enviar os avisos na semana passada, tem por base o decreto-lei (do final de 2010) que aprovou "medidas adicionais de redução de despesa com vista à consolidação orçamental prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para 2010-2013".


PS: governo assume que "está a trabalhar numa solução" para corrigir decreto de 2010. Só agora? Ah pois, há eleições…

* António Barreto



Carlos do Carmo Carapinha

30 MARÇO 2011 - 18.28h

A letter from Lisbon

Categoria - Política

30 MARÇO 2011 - 15.09h

Não acham que já chega?

Categoria - Política

"O primeiro-ministro demissionário de Portugal, José Sócrates, saiu irritado da Universidade de Coimbra, onde acompanhou a homenagem ao ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com as perguntas sobre o possível socorro financeiro do Brasil a Portugal. "Isso não é questão de ajudar ou não. Temos que manter uma boa relação", afirmou José Sócrates. "Não bastassem os (jornalistas) portugueses, agora os brasileiros também?", questionou Sócrates, referindo-se à insistência da imprensa sobre a questão. Sócrates saiu vaiado da Universidade e a polícia portuguesa foi bastante truculenta com os jornalistas e as pessoas que estavam no local." - daqui



Rui Castro

30 MARÇO 2011 - 12.00h

Sócrates "Un antipático contra todos"

Categoria - Política

Leitura obrigatória, daqui:
"El primer ministro portugués se parece a un conductor que avanza a toda velocidad por la autopista en dirección contraria, convencido que son todos los demás automovilistas los que se equivocan." 



Rui Castro

30 MARÇO 2011 - 00.47h

Um retrato

Categoria - Política

Ontem, no programa Prós & Contras, a nossa querida Fátinha Castafiore reuniu um colectivo de veneráveis, a maioria órfã do socialismo utópico (ideais, muitos, meios para os atingir, népias). José Reis, um professor doutor de Coimbra, meu Deus!, jurava a pés juntos, numa prosa meio krugmaniana, meio pueril, que a culpa disto (leia-se da crise) é da Europa, que não ajuda os que estão aflitos e despromove o «Estado Social». Para alívio do povo, alguém (João Salgueiro) explicou, como quem explica a uma criança, que sem pilim e sem produção de riqueza il n’y a pas de Estado Social. Pelo meio, José Gil voltou a enlear-se nos «fechamentos» e nos «planos superior e inferior», para nunca mais se encontrar; Lídia Jorge disse… er… qualquer coisa; António Feijó deu como exemplo de políticos que se destacaram da norma, Cavaco Silva e… José Sócrates (esqueceu-se apenas de dizer que se destacaram em direcções muito opostas); Maria Mota, uma investigadora que andou «lá por fora», e que por razões que a própria razão desconhece, decidiu regressar à pátria, chamou a atenção para o facto dos portugueses não apanharem o cocó dos cães; o Prof. Eduardo Paz Ferreira citou Carlos Drummond de Andrade, coisa que fica sempre bem; e o Prof. Hespanha, por entre ditos muito «espirituosos» e «giros», culpou a televisão pela alienação do povo e lamentou a ausência da voz dos extremos (referia-se às ideologias).

No dito programa, os veneráveis apresentaram-se de costas para o público. Um retrato singular e límpido das nossas elites.



Carlos do Carmo Carapinha

 
 
(...) Even had we not decided to do the same ourselves, I would still praise it, and condemn its critics, who have betrayed the American vision of freedom and rationalized the extension of social control, often in unadmitted self-interest and in defense of an indefensible monopoly. It can only do our nation good, to have parents so invested in their children’s education, the established social piety of the public schools so concretely challenged, and such freedom not only defended but lived out. But then homeschooled children are far more likely to read, and read closely and at length, America’s founding fathers, and to read them with respect. 



Rui Castro

28 MARÇO 2011 - 18.30h

Ler os outros

Categoria - Política

"Colectivo Abrantes compara José Sócrates a Kim-Il-Sung?", por Nuno Gouveia, no 31 da Armada
 
"DE UM TÚMULO PARA OUTRO OU AS CONVERSAS DE CONTABILISTAS", por João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos
 
"A ilusão", por Bruno Alves, n'O Insurgente
 
"E se os meninos deixassem em paz o sítio do costume e fossem brincar para outro lado?", por Helena Matos, no Blasfémias
 
"Coisas que quero para estas eleições", por Henrique Raposo, no Clube das Repúblicas Mortas



Rui Castro

28 MARÇO 2011 - 15.38h

A Comissão de Trabalhadores da CGD

Categoria - Política

Pelos vistos, «não passa pela cabeça» da Comissão de Trabalhadores da CGD «que alguém diga que está interessado em privatizar a CGD». A Comissão de Trabalhadores da CGD não está dizer que não lhe passa pela cabeça (gosto quando as «comissões» têm «cabeça») que alguém privatize a CGD: a Comisão de Trabalhadores da CGD não admite que alguém diga que está interessado nessa privatização. É esta subtileza de linguagem que denuncia o alinhamento ideológico da Comissão de Trabalhadores da CGD, muito mais do que a sua suposta preocupação com a «forma como o banco está a ser gerido.» Mas a Comissão de Trabalhadores da CGD pode estar descansada que será, evidentemente, tida em conta quando for tomada a decisão.



Lourenço Ataíde Cordeiro

28 MARÇO 2011 - 11.32h

Diz-me com quem andas

Categoria - Política

"Hugo Chávez, lamentou ontem que o seu “bom amigo” José Sócrates se tenha demitido do cargo de primeiro-ministro de Portugal, frisando que este fez um “imenso esforço” pelo seu país." - Público



Rui Castro

Na verdade, não sei se acredito no que vou escrever, mas parece-me bastante razoável aquilo em que estou a pensar, no sentido em que, em princípio, não chateará ninguém. Sou essencialmente um liberal-clássico-muito-conversador que procura, sempre que possível, não apedrejar o desfile de ideias e projectos para o país sempre que eles passam na rua em frente a minha casa. Procuro, assim, ser tolerante, ter uma atitude liberal perante a pluralidade de ideias de que discordo, que me chateiam, nas quais não me reconheço, mas que se não me afiguram como odiosas. Portanto, no sentido em que sou contra torturar os outros quando deles discordamos e no sentido em que acho que o capitalismo é mesmo o melhor do pior dos mundos, sou liberal, mas em tudo o resto sou muito conservador (mesmo em relação ao capitalismo, mas isso fica para depois). Não me parece que, muito sinceramente, com uma reforma profunda isto vá ao sítio, que, abrindo as comportas ao mais abjecto laissez faire ou instaurando, por decreto ou pela revolução, o verdadeiro socialismo, não haveria limites para o nosso bem-estar.
Então o que espero de um governo de direita? Como liberal-clássico-muito-conversador estou sempre muito preocupado (a não ser quando não estou) com a afinação das instituições que existem, exactamente com o objectivo de as fazer evoluir e assim não permitir que dêem cabo delas. Deste modo, tanto quanto eu compreendo o que é um projecto de governo, penso que um bom projecto de governo conservador será focalizar inteligência e energia criativa na preservação das nossas instituições mais importantes – que são, para mim, sem hierarquia, o sistema de saúde, a autoridade da concorrência, a segurança social e o sistema de justiça – e torná-las sustentáveis e eficazes; e um mau projecto de governo conservador será desperdiçar inteligência e criatividade (logo, quando, ironicamente, estas qualidade não são abundantes nos seus representantes) na tentativa de implementar um novo paradigma (como, por exemplo, plano tecnológico), necessariamente ingénuo e despropositado, na doente sociedade portuguesa -- seria, aliás, como, numa casa a cair, definir como prioridade um programa de aquisição de electrodomésticos. Se para tornar sustentáveis e eficazes as nossas instituições mais importantes for necessário abdicar das nossas instituições menos importantes ou fúteis, como a RTP1, devemos, com cuidado, com muita prudência, definir quais são e, depois, abdicar apenas daquelas que temos mais certezas quanto à sua inutilidade; contudo, nunca deverão ser muitas de uma assentada; sou muito céptico quanto a fazer as coisas de uma assentada. É um governo com estas, por assim dizer, prioridades, que satisfariam um liberal-clássico-muito-conversador como eu, contra a incapacidade, falta de engenho e de inteligência demonstrados pelos governos socialistas.
A sociedade portuguesa há largos anos que me faz lembrar uma máquina de flippers avariada, e os governos socialistas electricistas incompetentes que, incapazes de a arranjar, iludem o proprietário de salão de jogos inserindo moedas na máquina: como não têm o engenho para pôr as instituições da máquina a funcionar mas foram chamados ao local para resolver o problema e não querem ser despedidos, enchem o depósito de moedas para regozijo do dono do estabelecimento. Agora que as moedas acabaram, ou estão a acabar, é bom que encontremos um electricista competente para o proprietário do salão não se revoltar, pois, neste sistema constitucional-liberal-institucional-capitalista, não há outro caminho que não este, e sempre que demonstramos incapacidade para o percorrer, os que defendem outros caminhos ganharão simpatia junto daqueles que estamos a deixar para trás.



nota: acho que não vou escrever nenhum post sobre o engenheiro José Sócrates, até porque poderia ser expulso do blogue perante acusações de ódio pessoal, má educação e comportamento incivilizado, e processado pelo próprio; se um dia destes achar que me consigo conter, talvez escreva qualquer coisa. 



PM Ramires

25 MARÇO 2011 - 19.42h

Alguém sabe

Categoria - Política

se o partido socialista já devolveu ao Tagus Park o dinheiro pago ao Figo para tomar o pequeno-almoço com José Sócrates nas vésperas das últimas eleições legislativas?



Rui Castro

25 MARÇO 2011 - 18.53h

Medina Carreira

Categoria - Política

Medina Carreira, nos últimos anos, deu várias entrevistas nas quais chamou a atenção para o que aí vinha. O que aí vinha é o momento que estamos a viver actualmente. Foi apelidado de louco, velho do restelo, etc. Constatamos agora que Medina Carreira estava carregado de razão. Lembram-se da "grande porca"?

 



Rui Castro

25 MARÇO 2011 - 15.45h

Triste retrato do país - Wall Street Journal

Categoria - Política

No Wall Street Journal de hoje pode ler-se um artigo sobre o nosso país. O retrato é desolador e é revelador da forma como os sucessivos governos têm investido (mal) os impostos de todos nós. Paixão para uns, prioridade para outros, a Educação tem sido um sorvedor de dinheiros públicos sem que, aqui chegados, possamos dizer que foram bem gastos. Bem pelo contrário.
 



Rui Castro

25 MARÇO 2011 - 10.13h

Futre - verdadeiramente épico

Categoria - Desporto

24 MARÇO 2011 - 19.15h

As lágrimas de Sampaio ou a vossa Salomé

Categoria - Política

Tenho para mim que Jorge Sampaio foi o pior chefe de Estado que Portugal conheceu. Não por deficiência das suas capacidades naturais, porque os houve com bem piores. Mas foi ele, em última análise, que nos pôs aqui. Instrumentalizando os seus poderes, dando corpo aos seus inconfessáveis caprichos, Jorge Sampaio entregou, qual Salomé, a cabeça de Portugal a quem bem quis. Não podemos voltar atrás. Já não podemos responsabilizá-lo politicamente pela miséria política de que foi maestro. Mas podemos pedir-lhe, ao menos, o decoro em forma de silêncio. Enquanto ocupou o trono de Belém largava lágrimas afectivas por tudo e por nada. Agora, depois de todas as patifarias que apadrinhou, é a nossa vez de chorar. Ele, ao que parece, não tem vergonha. Eu, porém, tenho memória.      



Nuno Pombo

Financial Times (Lex, 23/03/2011):

No political party in Portugal wants to preside over a bail-out, but any new government must realise that a rescue will not address the country’s largest longer term problem: poor economic prospects. Portugal’s gross domestic product grew at only a 1.1 per cent annual rate between 2001 and 2007 – the slowest in the eurozone – while wages grew by 38 per cent. As Capital Economics argues, euro membership has given the country a “lost decade”. How different to Ireland, which suffered a damaging bubble. Ireland’s problem, however, is acute (a banking collapse), while Portugal’s is chronic. Austerity measures are necessary but temporary measures to address a short term crisis. It will take much bolder action to restructure Portugal’s anaemic economy.

O problema português tem um protagonista maior (o Partido Socialista) e um protagonista incomensuravelmente menor, embora não o suficiente para sair de cena (Durão Barroso).

O Partido Socialista e as suas mais histéricas figuras bem podem agora vociferar contra o PSD, contra a oposição, contra o PR, contra os mercados, contra o Dr Octopus e o Hammerhead. O disfarce e a máscara caíram. Check, please.



Carlos do Carmo Carapinha

24 MARÇO 2011 - 12.42h

Vem aí uma campanha muito catita

Categoria - Política

Acusar os outros de «sofreguidão pelo poder» (mais um soundbite socrático para a memória), após seis anos no poder e com o país à beira da bancarrota, não lembraria ao diabo. Só a José Sócrates. Até no estertor de um governo estropiado (observe-se a figura triste e desesperada de Teixeira dos Santos), este primeiro-ministro continua a comportar-se como se não tivesse a mais leve responsabilidade pela situação a que Portugal chegou e como se as instituições do país não interessassem para nada. Não é de admirar: quem se julga, genuinamente, o único guardião do interesse nacional, o paladino da mais pura boa vontade, e continua a jurar que a crise veio de fora, não pode dizer ou fazer coisa diversa.

Sobretudo porque não nos podemos esquecer que estamos na presença de uma espécie rara de doença mental: a esquizofrenia-narcisista-calimero-política. Esta doença é caracterizada por uma perda de contacto com a realidade (delírios, crenças falsas, devaneios inusitados), presunção em progressão geométrica e arrogância para dar e vender. Na sua mente, José Sócrates observa-se como um valente, perdão, «o» valente e corajoso cavaleiro que, para defender a sua dama (Portugal), enfrenta solitariamente o dragão dos mercados (os ímpios especuladores). A atrapalhar a sua nobilíssima tarefa estão uns seres abjectos - anões corcundas e débeis mentais (os líderes da oposição) – que insistem em trazê-lo para o meio de uma arena (o parlamento) a fim de o derrubar. A ajudá-lo tem uns bobos da corte – liderados pelos jocosos Santos Silva e Silva Pereira – que vão entretendo as massas com as palhaçadas do costume (mentiras, deturpações, disparates).

Só não vê, quem não quer. De PEC em PEC, este governo afundou Portugal. De PEC em PEC, disfarçou as contas, iludiu observadores, descarregou o ónus de «pagar a crise» sobre todos os portugueses, indiscriminadamente. Recusou dialogar e negociar, como se de um governo com maioria parlamentar se tratasse. Recusou sempre, sempre, contar a verdade da situação aos portugueses. Fez troça dos «derrotistas» e «maledicentes», como se revelar a verdade e chamar a atenção para os perigos fosse um atentado ao «interesse nacional». E tentou, a certa altura, envolver o principal partido da oposição no rol dos responsáveis. Quantos mais PECs teríamos ao longo deste ano, por entre uma «execução orçamental» que era um «mimo»?

Mas o maior dos crimes foi o cometido em 2009 – e sobre ele não pode haver a mais leve misericórdia. Em ano de eleições, José Sócrates mentiu, esbanjou como se não houvesse mais amanhã, e prometeu o que já sabia que não iria cumprir. Foi, de facto, ajudado por uma oposição que, entre coisas acertadas, desbaratou a atenção dos portugueses com questões de carácter (não despicientes) quando, no horizonte, havia tanto logro e tanta patranha para desmontar.
Tudo culminou com a mais inqualificável atitude que algum governo minoritário perpetrou em Portugal: negociar um pacote de austeridade sem dar cavaco a ninguém, por entre os auto-elogios de uma «muito boa» execução orçamental.

Agarrados ao poder que nem uma lapa, coisa em que os socialistas são especialistas, vamos ter pela frente uma das mais sujas campanhas de sempre. O mote está dado. Apesar de paupérrimo, resume-se a isto:

a) Nós estávamos no rumo certo;

b) Nós estávamos a fazer o que o BCE, a Comissão e a Sra. Merkel queriam;

c) O PSD, no mínimo, vai fazer o mesmo, mas certamente fará pior (acabar com o Estado Social, privatizar, blá, blá, blá).

Espero que os portugueses tenham memória. E um pingo de sentido de justiça.





Carlos do Carmo Carapinha

24 MARÇO 2011 - 09.47h

Resolveu-se um problema menor

Categoria - Política

Ao contrário da grande parte da direita, não sinto a ameaça da reeleição de José Sócrates. O país – que fala, como sabemos, através da voz de António Barreto – já percebeu a verdadeira dimensão patológica da personagem. É um louco varrido. Só um louco varrido é capaz de fazer uma declaração de demissão do cargo de Primeiro-Ministro como o fez José Sócrates, sem ser minimamente incomodado com qualquer vestígio de perturbação emocional. Honra seja feita a Francisco Assis, Teixeira dos Santos e Vieira da Silva, cujas vozes, ontem no parlamento, denunciavam um genuíno estado de exaltação. Este estado de exaltação mostra que José Sócrates não tornou explícito aos seus compadres aquilo que toda a gente já sabia: que este foi um acto encenado e desejado por si. Olhando para o estado das coisas, concorda-se com José Sócrates. Esta era a sua única alternativa. Mas infelizmente para si, é uma alternativa condenada ao fracasso. Claro que o PS – que «não está agarrado ao poder» (a piada da noite, pela voz de Assis) – vai deixar Sócrates cozinhar até ao fim, dando-lhe palmadinhas nas costas e dizendo que está tudo bem e que ele é o maior. Afinal, é assim que nos ensinam a tratar os loucos varridos.

 

Agora vem aí uma campanha que será miserável. Prepararem-se. Prepara-se Paulo Portas para «os submarinos» (dou um mês para que veja a luz do dia uma reportagem de fundo com «novos dados» que são afinal «velhos dados»), prepare-se Cavaco Silva para as acções e as escrituras, prepare-se Pedro Passos Coelho para seja o que for. Isto vai ser um espectáculo indigno.



Lourenço Ataíde Cordeiro

23 MARÇO 2011 - 15.40h

Última hora - Sócrates fugiu

Categoria - Política

Sócrates abandonou o debate sobre o PEC poucos minutos após o seu início. Sendo certo que o "comandante" é sempre o último a abandonar o barco, podemos depreender que Sócrates abandonou o comando?



Rui Castro

23 MARÇO 2011 - 14.39h

Contas públicas

Categoria - Política

No dia em que ficámos a saber que o défice do ano passado poderá ter ultrapassado em muito os menos de 7% anunciados pelo Governo, fiquei a conhecer a estratégia que alguns sectores do Estado estão a adoptar, de forma a esconder a real dimensão dos gastos estatais. A última é que alguns sectores do Estado estão a pedir aos seus fornecedores para aguentar durante alguns meses as facturas relativas a bens e serviços, de forma a não aumentar a despesa. Com isto pretende-se mascarar a execução orçamental, criando um superavit inexistente. O lema é quem vem a seguir que feche a porta. Espero que a "canalha" tenha isto bem presente quando for chamada a votar.



Rui Castro

23 MARÇO 2011 - 14.38h

Curtas (2)

Categoria - Política

Sócrates vai pedir exílio político? Sugiro a Venezuela (neste momento, não devem existir voos regulares para a Líbia)



Rui Castro

23 MARÇO 2011 - 14.37h

Curtas

Categoria - Política

O ministro das finanças já foi preso?



Rui Castro

23 MARÇO 2011 - 11.01h

Manuela Ferreira Leite

Categoria - Política

Há ano e meio o www.esquerda.net (o braço informático do BE) decidiu atacar Manuela Ferreira Leite a propósito da sua «obsessão com o défice» através deste vídeo. O facto de o vídeo continuar on-line revela um grande fair-play por parte do www.esquerda.net. Dá gosto estar do outro lado da barricada de pessoas honradas.



Lourenço Ataíde Cordeiro

22 MARÇO 2011 - 18.23h

Entrevista a Carvalho da Silva (2.ª parte)

Categoria - Política

22 MARÇO 2011 - 18.15h

Entrevista a Carvalho da Silva

Categoria - Política

22 MARÇO 2011 - 11.48h

Excesso de informação

Categoria - Política

Não se compreende, e por isso discorda-se, deste post de Rui Estevão Alexandre, pessoa com a qual, em consequência, passarei a discordar metodicamente a partir de hoje e para todo o eternamente. Em primeiro lugar, fala bem do José Gil, mais um daqueles gajos que pensa Portugal e assim. Já não nos bastavam os políticos que, mesmo que se chamem José Lello, afirmam ter uma visão para Portugal, como senão também quem tenha uma visão do que é Portugal. O próprio Eduardo Lourenço, que tenta localizar Portugal no mundo através de exasperantes metáforas poetico-filosóficas, também tem a mania de nos dispensar as suas ideias sobre o nosso passado, presente, futuro e destino. Ninguém os pode impedir de falar, nem de, como a Fátima Campos Ferreira, num famoso Prós e Contras, de existir quem lhes preste atenção, mas seria saudável que se percebesse que Portugal e os portugueses não merecem que quem lhes tenta pensar se leve decididamente tão a sério, ou seja, que não manifeste o mais vago sentido do ridiculo quando se metem nestas empresas de nos delimitar a alma. Em segundo lugar, engole como um benuron o mito de que em Portugal falta "informação para que os portugueses possam decidir ou agir". Faltará informação aos portugueses para decidir ou agir, mas não falta informação, pelo que se vê, para que o José Gil e o Rui Estevão Alexandre saibam de antemão que falta informação. Temos de agradecer a existência em Portugal de pessoas com informação privilegiada desta ordem, ainda para mais pessoas disponiveis para nos passar esse mistérico bit informativo. Pena que nem um nem outro nos informe de como obtiveram a informação de que aos espanhois, aos alemães, aos lituanos, aos japoneses ou aos tasmaneanos não falte (ou falte menos) informação para "decidir ou agir". Será Portugal um caso especial? Parece que falta, por exemplo, a "informação de quem fala a verdade sobre a diminuição do deficit público", algo que deve impressionar até à ansiedade quem assista com a mais dispersa atenção aos debates entre Republicanos e Democratas sobre o deficit lá dos americanos; afirma-se que há muita informação "fragmentada e dissonante", um estado de coisas que não se ouvia falar desde que Musil relatou as angústias do Império Austro-Húngaro na transição do século. Acho isto tudo fantástico, mas o mais lindo mesmo é o que solenemente se aproveita desta infusão analítica: a suposta "vontade insaciável do PSD em ser Governo já, porque amanhã é tarde". Com todo o respeito, isto faz-me pensar de onde virá esta "vontade insaciável" do PS em permanecer "no Governo", porque é que ainda se considerará "cedo" para dotar Portugal de um Governo em que a legitimidade não esteja em decomposição. Rui Estevão Alexandre considera que o país não está em condições de participar em "jogos de roleta"; mas quem é que lhe diz que irá haver "roleta"? De onde lhe vem esta informação de que os portugueses desejam mudar? O que se pretende, e acho que eu, como português, mereço isso, é ter um governo que não esteja em luta díária pela sobrevivência, seja ele do PS ou do PSD. Não falta "informação clara e credível" aos portugueses para percebermos todos que a "decisão e acção" exigida pelo José Gil só se conseguirá com um governo protegido por uma legetimidade nova. O louco texto do Rui Estevão Alexandre termina com uma beatice do tamanho da sibéria: "Portugal precisa de reformas, de governantes altruístas, de Estadistas." A sério?, pensava que precisavamos de imobilidade, governantes egoístas e provincianos. "Reformas" como as que o PS fez desde que, em 1995, tomou o poder? "Governantes altruistas" como José Sócrates que se sacrifica pessoalmente a ficar no poder (ou como Guterres, que fugiu dele?)? E, se mal pergunto, o que é um "estadista"? Precisaremos mesmo assim tanto de "estadistas"? Tenho a minha definição de estadista: estadista é o governente que conduz os governados para onde eles não imaginavam que precisavam ir, não venha portanto o Rui Estevão Alexandre tenter convencer-me que sabe identificar um "estadista"; o Rui Estevão Alexandre está, pura e simplesmente, a tentar navegar-se a si e ao seu grupelho político pela "rede impenetrável do negócio político", e esta é uma informação que não se "perde" a quem quer que lhe tenha lido o post.



Maradona

21 MARÇO 2011 - 22.52h

A ilusão romântica

Categoria - Política

É um pouco desolador ver, de novo, os conservadores ceder ao encanto do romantismo, vê-los cavalgar, mais uma vez, a ideia insensata de que é possível, contra todas as evidências e, ainda para mais, unindo os seus esforços aos revolucionários, mudar o mundo, como se as condições que os levam a ter uma atitude conservadora respeitosamente dependessem da sua posição, sustentando, assim, aquele repugnante tique romântico que os levou a acusar os, e a cortar a garganta exactamente aos, conservadores como culpados do falhanço dos projectos que eles tinham para o mundo.

Não vale a pena invocar a tradicional posição moral, porque, como quem sabe, ela não é capaz de resistir mais do que uns meses à artilharia com que, diariamente, será atacada. Era moralmente insustentável deixar cair Bengazhi sem fazer levantar um F-16. Muito bem. Quantos meses de guerra civil, brutal e sangrenta, serão necessários para abalar os diques da vossa posição moral? Quantos meses de guerra civil, brutal, sangrenta, indefinida e, obrigatoriamente, distorcida por avalanches de propaganda logo que um tanque ou um homem do ocidente pise terra Líbia -- e tal será necessário para que a guerra civil não se arraste oceanicamente -- coisa que, a acontecer, afogará a vossa posição moral logo na primeira onda -- quantos meses serão suficientes até vocês reconsiderarem a vossa posição moral e, abandonando um país destruído, uma organização tribal e mafiosa enfurecida e revigorada (a sua força e dispersão tem como catalisador este tipo de intervenção), prontinha para fazer explodir tudo o que mexa, e sabe-se lá deixando quem no poder (um ex-ministro de Kadafi?), voltarem a pousar os F-16?

Porque já devíamos saber que não funciona, já devíamos saber que, a emenda, como se costuma dizer, sai sempre pior que o soneto, nunca mais deveríamos usar o nosso arsenal militar em situações que não sejam de defesa do nosso território ou, excepcionalmente, da nossa civilização, que é como quem diz, da estrela de David.

Andamos a brincar, muitas vezes hipocritamente, às guerras, em locais remotos que apenas parcamente e, portanto, ilusoriamente, conhecemos, tendo como premissa a lei não escrita de que as consequências a sério destas brincadeiras nunca serão para nós. Espero, sinceramente, que esta lei, desta vez, ainda esteja em vigor.

Olá.



PM Ramires

21 MARÇO 2011 - 14.09h

Espectáculo

Categoria - Política

Entre outras coisas, estou aqui para anunciar o pmramires que, recorrendo a todos os meus vastos recursos, contratei para participar neste futuramente renovado espaço. Um dos autores do blogue fantasticamente chamado Shakira Kurosawa, tanto quanto me foi possivel apurar decidiu o homem destruir a sua obra antes que eu pudesse colocar aqui exemplos da sua escrita, um movimento que pensava estar protegido por copyright. Não conheço o pmramires de lado nenhum, nunca nos vimos, tocámos, cheirámos. Calculo que seja para aí década e meia mais novo que eu, apesar de escrever com a clareza, contenção e consequência que será meu apanágio em 2019. Penso que estuda, penso que na área de economia, penso que é bom aluno, penso que é magro, penso que não é muito mais alto que eu. Gosta de cinema e gosta de ler. Também gosta de tenis e futebol, ainda que com limitações que a sua possivel futura amizade comigo tenderá debelar. Os administradores deste espaço convocaram-me para a tarefa de o recrutar, o que com competência consegui. Estou, portanto, de parabéns. Muito obrigado.



Maradona

21 MARÇO 2011 - 11.31h

Do congresso do CDS

Categoria - Política

Ao aprovar a proposta que cria a figura do Presidente da Comissão Executiva, o CDS mostra ao país que se está a preparar, da melhor forma, para voltar ao governo. É uma boa proposta porque tem como objectivo o combate ao chamado clientelismo e ao enfraquecimento da voz do partido se este chegar ao poder, e inteligente porque mostra ao eleitorado da direita que o PSD não esgota todo o leque de opções. Mesmo sabendo que este tipo de propostas é mais fácil em partidos menos colonizadores do aparelho do estado (como são o PS e o PSD), e que das palavras aos actos costuma ir um caminho acidentado, Paulo Portas revela, mais uma vez, inteligência e oportunidade políticas que têm faltado ao partido de Pedro Passos Coelho.

Cada dia que passa torna-se mais certo que haverá eleições antecipadas, que o PS sairá do poder, e que o próximo governo será de coligação. O que é uma boa notícia por duas razões: primeiro porque isso garantirá a maioria absoluta no parlamento (já se percebeu que isso é uma condição imprescindível) e segundo porque isso retira o "poder" das mãos de um só bando.



Lourenço Ataíde Cordeiro

19 MARÇO 2011 - 19.36h

Citações

Categoria - Política

Adolfo Mesquita Nunes: "o socialismo não precisa de ser melhorado! Tem de ser afastado!"
Artur Lima:"A culpa disto tudo, antes do Sócrates, é do Presidente Sampaio!" 



Nuno Pombo

Daniel Campelo procura repor a regionalização na nossa agenda. Telmo Correia diz-lhe que não e fala-nos de Barcelos e das suas quase noventa freguesias. Teresa Caeiro fala-nos de doenças. Muitas doenças. Mas, de facto, não há doente mais doente do que o nosso País. 



Nuno Pombo

19 MARÇO 2011 - 16.25h

PP - 1ª intervenção

Categoria - Política

O Presidente falou, por volta das 13h, ao Congresso. Audiência atenta e discurso algo desigual, polvilhando o muito bom com algumas notas populistas. Uma intervenção para o país. Vários recados para o PM e para o Governo. Registou o confessado patriotismo do PM mas admitiu que transformar Portugal num protectorado não é o melhor serviço que se presta ao País. Fica a certeza: o CDS não renunciará a ser a voz dos mais pobres e dos menos favorecidos, comprometendo-se a pôr fim a este regime socializante que prometeu tudo a todos e que acaba por tirar o essencial a quem já não tem o suficiente para sobreviver.   



Nuno Pombo

19 MARÇO 2011 - 16.22h

Som

Categoria - Política

Nota negativa para o som deste Congresso. Temos de recomendar este sistema aos nossos adversários da esquerda. Por muito que falem, pouco se há-de ouvir. O que não é pior.



Nuno Pombo

Autor:

  • Rui Castro

    Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

  • Maradona

    Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

  • Carlos do Carmo Carapinha

    Alentejano, hipocondríaco, filosoficamente conservador, céptico e pessimista. Só chatices

  • Lourenço Ataíde Cordeiro

  • Nuno Pombo

  • PM Ramires

    

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