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30 MAIO 2011 - 17.52h

Sócrates, o Ilusionista

Categoria - Política

27 MAIO 2011 - 10.59h

Programa do CDS em 3 minutos

Categoria - Política

25 MAIO 2011 - 23.46h

Uma campanha negativa

Categoria - Política

Se a expressão «campanha negativa» fizer algum sentido, encontrará em José Sócrates o seu húmus. Da boca de José Sócrates só tem saído o tenebroso e o sombrio. A campanha socialista aposta forte na exploração do medo, junto de um eleitorado que, apesar de agitado, ainda se encontra encostado ao mundo dos «direitos adquiridos» e à ideologia do vastíssimo «Estado Social». A inconsciência face ao que aí vem, é extensa e atinge muita gente. Sobretudo gente, digamos, «nervosa».

É este o hiato histórico de que o PS se tem tentado aproveitar, sem ponta de pudor ou pingo de vergonha. Com o beneplácito, aliás, de boa parte da comunicação social e dos comentadores políticos, absolutamente anestesiados pela lenga-lenga do «empate». Nada se questiona, nada se investiga, nada se põe
em causa. Toda a patranha socialista parece ser engolida sem grandes interpelações, sob a roupagem «garantista» de um discurso fantasioso e intrujão, alheio ao compromisso (sério, com profundas implicações no futuro) que o PS, em conjunto com o PSD e o CDS, assinou.

O PS é o único dos signatários que promete, ou, nos casos mais benignos, sugere, que com ele no governo pouco ou nada irá mudar. Afinal de contas, o memorando é o PEC IV, e o PEC IV (como obra do PS) não dói. Em poucas palavras se resume a campanha do PS: provocar o medo, acicatar o receio, rebaixar os adversários, reduzindo-os a gente inexperiente e ignorante.

Tenho a secreta esperança de que, dia 5 de Junho, Portugal virará a página e dirá basta a esta cáfila de desonestos.



Carlos do Carmo Carapinha

21 MAIO 2011 - 16.47h

Livrai-nos dele(s), Senhor

Categoria - Política

Pedro Passos Coelho esteve bem. Ganhou o debate. E a prova disso foi o facto de José Sócrates ter insistido na mais indigente e infantil colectânea de argumentos políticos de que há memória na democracia portuguesa, e que constitui o «core business» da sua campanha: «a culpa não foi minha (foi dos mercados e da crise «internacional»), eu fiz o meu melhor, eu dei o meu melhor, vocês só sabem dizer mal, dizer mal do governo prejudica o país.»

(A campanha do PS resume-se a isto. Nada mais. O PS não fala do seu programa porque o Programa Eleitoral do PS, como peça de vacuidade, ignora grosseiramente a realidade. É um não-programa. O PS não discute o país porque a realidade - os factos políticos, os indicadores económicos e sociais, as restrições e objectivos orçamentais - é avassaladora. A estratégia foi montar uma farsa e apostar no medo: o PS é pelo «Estado Social» (apesar de, como disse Passos Coelho, historicamente os governos de José Sócrates terem sido os que mais cortaram no «Estado Social»), o PSD é contra o «Estado Social». Pelo caminho, José Sócrates está empenhado em disfarçar o que acordou com o FMI, o BCE e a CE. José Sócrates fala como se nada fosse para valer.)

José Sócrates é incapaz – porque é contrário à natureza totalitária da sua (arrogante) presunção – de um acto de expiação, de um mea culpa, de um módico de humildade. Após seis anos de governo e com o país na bancarrota, José Sócrates é a face mais visível do arrivismo político que tem vindo a minar o Partido Socialista (e que pena é que um jovem político inteligente como João Galamba, se tenha deixado contaminar, resumindo-se a uma versão lo-fi do grande líder). O secretário-geral do Partido Socialista transpira pesporrência por todos os poros (com Pedro Passos Coelho, como pessoa educada e leal a debater, a transmitir o contrário). Isso nota-se a uma grande distância. Cada vez mais. O debate de ontem é bem capaz de ter sido o ponto de viragem. A máscara estava por um fio. Ontem, caiu com grande estrondo.

PS: Logo a seguir, no Expresso da Meia Noite (SIC-N), a jactância e a sobranceria políticas marcaram novamente presença. Desta vez pela mão de Augusto
 
Santos Silva (le petit Beria), secundado pelo aspirante Pedro Marques. Uma palhaçada inenarrável.

 



Carlos do Carmo Carapinha

Após notícia sobre o pronunciamento do Dr. Passos Coelho relativo às «Novas Oportunidades», onde se pôde televisionar a posição do candidato do PSD e a posição (contrária) do secretário-geral do PS, o telejornal Hoje (RTP2) decidiu prestar um inestimável serviço ao contraditório, convidando para o estúdio a Dra. Maria do Carmo Gomes, socióloga, e nada mais, nada menos, que Vice-Presidente da Agência Nacional para a Qualificação (na prática mais uma «agência» apêndice e ao serviço do governo). O que nos disse a Dra. Maria do Carmo Gomes, socióloga? Pois que as «Novas Oportunidades» tinham suprido o enorme ‘gap’ de qualificação de uma parte significativa da população activa. A totalidade do ‘gap’? «Não», respondeu a Dra. Maria do Carmo Gomes, apenas em «algumas dimensões». E, pergunta o entrevistador, o programa «Novas Oportunidades» está a ser convenientemente avaliado? «Com certeza», disse a Dra. Maria do Carmo Gomes, «em todas as vertentes». «Mas apenas a satisfação dos formandos?», insiste o jornalista. «Não, de todo, é avaliada, também, a qualidade do ensino», garantiu a Dra. Maria do Carmo Gomes, que teve particular prazer em referir o nome do Dr. Roberto Carneiro ao longo da entrevista.

Ontem, esta notícia do Público, dava-nos conta do seguinte:

A avaliação externa do programa Novas Oportunidades não contemplou, até hoje, uma aferição directa da qualidade da formação ministrada no âmbito desta iniciativa, que, em seis anos, permitiu a certificação de 520 mil pessoas com diplomas do 4.º, 9.º e 12.º anos, confirmou ao PÚBLICO o investigador Joaquim Azevedo, um dos peritos que têm acompanhado o trabalho de avaliação iniciado em 2008.

Contratada pela Agência Nacional para a Qualificação, responsável pelas Novas Oportunidades, esta avaliação externa tem-se centrado na aferição das percepções dos envolvidos na iniciativa e no apoio à auto-avaliação dos Centros Novas Oportunidades, precisou Joaquim Azevedo. Em 2009, quando apresentou o primeiro relatório de avaliação, Roberto Carneiro já tinha esclarecido que o objectivo do trabalho da sua equipa não era a qualidade e o rigor do processo de certificação em si, mas sim o de "avaliar a qualidade do ponto de vista da percepção das pessoas que estão envolvidas".

Divertem-me, os apparatchiks.



Carlos do Carmo Carapinha

18 MAIO 2011 - 11.01h

Novas oportunidades para a velha demagogia

Categoria - Política

Qualquer pessoa que:

-
saiba o que são as «Novas Oportunidades»;
- tenha tido contacto, mesmo que indirecto, com as «Novas Oportunidades»;
- tenha a cabeça livre de «partidarite»;
- seja minimamente honesto.

sabe que o Dr. Pedro Passos Coelho foi brando, como habitualmente é, quando disse o que disse sobre as «Novas Oportunidades», a saber: que tinham servido para «certificar a ignorância».

Perante o óbvio ululante, o Eng. José Sócrates mandou esculpir sobre si uma fácies a meio caminho entre o freirático e o repugnado («Ó Luís, assusto bem assim?»), para avisar o Dr. Pedro Passos Coelho de que «tinha ultrapassado os limites» e «ofendido quinhentos mil portugueses». Gravíssimo.

O Eng. José Sócrates parte do bondoso princípio de que 100% dos diplomados no programa «Novas Oportunidades» está inconsciente relativamente ao que tem entre mãos (ou seja, o que significa aquele diploma). Parte do princípio de que quem concluiu as «Novas Oportunidades» não percebe que o programa não passa de um elaborado artifício, sob roupagem pedagógica e com a chancela da UE, para qualificar administrativamente quem pretende concluir, de forma «assistida» e para inglês ver, um determinado grau de ensino não superior em poucos meses. Juntando esta presunção à crítica a Passos Coelho, depreende-se que o Eng. José Sócrates não faz a mais pálida ideia do que está a falar.

Esta é a conclusão, digamos, benigna: a de que o Eng. José Sócrates não sabe do que fala e habita este mundo convencido de que a farsa não é farsa. Passemos à conclusão fidedigna: o Eng. José Sócrates sabe perfeitamente do que está a falar e para quem está a falar: usando a demagogiazinha do costume, o Eng. Sócrates tenta fazer-se passar por defensor oficioso de quinhentos mil portugueses putativamente ofendidos e socraticamente certificados.

Entre ficar ofendido pelo que disse o Dr. Passos Coelho, e ficar ofendido por ter servido de figurante num programa «qualificativo» com fins estritamente estatísticos e de propaganda, não deveria, à partida, levantar dúvidas. O que levanta dúvidas é saber qual a percentagem dos diplomados inconscientes das desvantagens de viver no mundo fantasioso e propagandista, auto-ilusório e acrítico, do Eng. José Sócrates. Alguns estarão na fila do desemprego, de canudinho na mão, a pensar «que coisa catita nos arranjou o Sr. Eng.». Outros, já terão tomado consciência de que ficaram com «uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma».



Carlos do Carmo Carapinha

18 MAIO 2011 - 10.52h

Francisco Louçã

Categoria - Política

Louçã, no momento alto da noite, disse que perante a situação económica do país era necessária uma posição «prudente». Qual é a posição prudente do BE? Não aparecer nas negociações com a troika e propôr a reestruturação da dívida. É este pantomineiro que «ganha debates». País de loucos varridos, este.



Lourenço Ataíde Cordeiro

18 MAIO 2011 - 10.47h

Passos Coelho

Categoria - Política

Passos Coelho é um homem bem educado, cordato, que debate de uma forma honesta. Não tenta rasteiras e não inventa truques. Para a maioria dos opinion makers isto são pontos fracos: o que se quer é «animais políticos» que tentam rasteiras e fazem truques. O que se quer é candidatos que «ganhem debates» sem olhar a meios. Tem vindo a demonstrar alguma inteligência táctica. Por exemplo, percebeu-se ontem durante o debate com Francisco Louçã (que sempre que fala de dinheiro parece que fala de doenças venéreas, nem parece que tem a vida que tem) que Passos Coelho não quis atacar o Bloco de Esquerda porque sabe que cada voto que o Bloco de Esquerda perde é mais um voto para o PS. E nas questões de substância tem estado do lado certo, como é o caso do programa Novas Oportunidades. Misteriosamente, tem sido o candidato mais atacado durante a campanha.



Lourenço Ataíde Cordeiro

16 MAIO 2011 - 19.17h

Espectáculo deplorável

Categoria - Política

No passado fim-de-semana, Sócrates acusou a oposição de nada ter feito pelo país nos últimos 6 anos e, em concreto, o PSD de estar a dar um espectáculo deplorável.

Não me detenho sobre a forma desastrosa como o PSD tem vindo a gerir a pré-campanha, mas não consigo deixar de comentar a pesporrência do ainda primeiro-ministro, o tal que nos últimos 6 anos – 4 deles em maioria absoluta – teve os destinos do país nas mãos.

O que se lhe exigia, ao invés de tentar incendiar a campanha com a arrogância que lhe é conhecida, era uma explicação, ainda que breve, do que correu mal.

José Sócrates, no entanto, com o desassombro que alguns lhe apontam, optou pela fuga para a frente, ignorando responsabilidades que são só suas e erros clamorosos que não são de mais ninguém.

A estratégia, pela amostra, passa por ignorar o que de mal foi feito, pretendendo estafar o eleitorado com a ideia de que não existe alternativa.

Esta ideia, para além de falsa, omite o óbvio: o principal responsável pelo estado a que o país chegou é José Sócrates, que chefiou o governo de Portugal nos últimos 6 anos.

Perante isto, podíamos adoptar a táctica do primeiro-ministro, descendo ao nível em que ele pretende colocar o debate, respondendo-lhe que pior não fica.

A alternativa é recordar os indicadores do país que tínhamos em 2005, data em que Sócrates tomou as rédeas do poder, e mostrar os números mais recentes, os do nosso descontentamento.

(i) A dívida pública, ascendeu em 2010 a quase 93% do PIB (era de 63% em 2005), a pior dos últimos 160 anos. Estima-se que, em 2011, suba para os 100%;

(ii) O desemprego atingiu, em 2010, cerca de 11% da população activa, a taxa mais elevada dos últimos 90 anos, o que equivale dizer que no final do ano passado havia mais de 600.000 desempregados, 300.000 dos quais sem emprego há mais de 12 meses. Em 2005, eram 7%, o que significa que, com Sócrates, mais 200.000 ficaram desempregadas… longe, muito longe mesmo, dos 150.000 empregos que ele prometera;

(iii) A taxa de poupança atingiu, em 2010, 8,2% do PIB, a pior taxa dos últimos 50 anos. Em 2005, ascendia a 13,3%;

(iv) A despesa pública total atingiu, em 2010, 50,2% do PIB. Em 2005, era de 45,8%;

(v) O défice público, em 2010, chegou aos 8,6% do PIB. Em 2005, era de 5,9%;

(vi) A taxa normal de IVA é de 23%. Em 2005 era de 19%;

(vii) Em 2010, Portugal ocupava a 46.ª posição no Índice Global de Competitividade. Em 2003, ocupávamos a 25.ª posição;

(viii) Portugal é dos países, na Europa, com uma das ratio mais elevadas de advogados e juízes por número de habitantes e no qual custo per capita com a justiça é mais elevado. Isso não nos impede de ter uma das justiças mais lentas e um elevado número de pendências.

Podia continuar com o rol imenso da nossa desgraça, mas os números que acima referi – retirados da Pordata, INE e outras publicações oficiais – são suficientes para retirar 2 conclusões inequívocas:

1. Portugal está hoje, em termos absolutos, bastante pior do que em 2005;

2. Portugal está, também em termos relativos, pior do que em 2005.

Perante isto, não consigo entender como é o primeiro-ministro do meu país, num estado de bancarrota eminente e em face do já anunciado cenário de recessão económica, se atreve a dizer “eu tenho orgulho naquilo que fizemos por este país” e “pergunto-me como foi possível fazerem isto ao país?

Ao contrário do que pretende fazer crer Sócrates, o espectáculo deplorável que imputa à oposição, é da sua exclusiva e inteira responsabilidade.

No dia 5 de Junho, os Portugueses têm a oportunidade para lhe mostrar isso mesmo.

As alternativas são várias, mas estou em crer que a verdadeira alternativa, susceptível de dar novo rumo ao país, se chama CDS. É nisso que acredito.



Rui Castro

 

 

 

 

Eduardo Ferro Rodrigues: «A direita é sempre a direita dos interesses e da mentira».

Espera-se a todo o momento que Fernanda Câncio e, sei lá, a malta do Blogue de Esquerda repudiem esta forma de fazer política. Não tão veementemente, mas ainda assim repudiem.



Carlos do Carmo Carapinha

14 MAIO 2011 - 21.53h

E assim é

Categoria - Política

José Sócrates pode ter feito a mais vergonhosa declaração ao país dos últimos anos (quando anunciou o acordo com a troika); pode deturpar o que está escrito no programa do PSD (de uma forma inaceitável para quem se propõe debater «com elevação»); pode insistir em argumentos mais vazios do que o bolso de um pedinte («eu fiz o meu melhor», «eu dei o meu melhor»); pode fazer truques de malabarismo com as palavras por ele proferidas («eu nunca disse que não governaria com o FMI»); pode continuar a prometer que vai fazer o contrário do que está acordado no memorando; pode fingir que não acordou com a troika uma assinalável redução da TSU e um vasto programa de privatizações («radicais» são os outros); pode insistir na história de que a bancarrota chegou do estrangeiro, numa terrível noite de inverno, a convite e com o beneplácito da oposição, ou que o endividamento é coisa dos últimos dois anos (também por culpa da «crise internacional») ou, ainda, que as correcções ao défice se ficaram a dever a alterações «metodológicas» de última hora e nunca às PPP ou a outras manobras de desorçamentação; pode fazer de conta que não esteve no governo do país nos últimos seis anos; pode bancar o sonso que não conhece os artigos do FT; pode fingir que o despedimento de funcionários públicos por não pertencerem ao PS, ou de jornalistas por não obedecerem às ordens do governo, não é nada com ele; pode insultar a inteligência alheia quando afirma, agora, depois de em 2009 ter dito «o orçamento de Estado de 2009 é para ajudar as familías e as empresas, que «o desemprego é o preço a pagar pela consolidação orçamental». Pode fazer tudo isto e o mais que lhe aprouver. Ninguém investiga, põe em causa, confronta, desmonta. O que interessa é o «pintelho», é a comparação com Hitler (mesmo que restrita ao poder encantatório das massas), é o suposto «ziguezaguear» da oposição e, claro, as «pastas vazias». Quando o PSD fala, uma bateria de críticos ligados ao aparelho e ao partido do governo (nalguns casos em pose raivosa), aliada a uma fornada de «especialistas» a convite dos órgãos de comunicação social (com a TSF e a RTP à cabeça), enxameiam o éter para desmontar a «falta de experiência» do líder da oposição e as propostas «irrealistas» do mesmo. O passado, mesmo o recente, é um país estrangeiro. E do estrangeiro só queremos dinheiro. Não conversa chata. Que tudo fique na mesma, por favor. Não é tempo de mudança.



Carlos do Carmo Carapinha

13 MAIO 2011 - 09.53h

Esperteza saloia é isto

Categoria - Política

O socialista moderno João Ribeiro escreveu:

 

"Tal como recusei que se centrasse a decisão dos portugueses em torno da "picareta falante" ou de uma suposta gaffe sobre o valor do PIB, em 95, não farei eco, nem aqui nem em privado, de retóricas exploratórias de pêlos ou analogias históricas infelizes. O país tem que discutir o contrato social que vai assinar a 5 de Junho."

 

Isto é, obviamente, uma boa treta. Quando alguém se recusa genuinamente a «fazer eco» do que quer que seja, não o anuncia ou, pior ainda, não o anuncia falando, en passant, do assunto. É uma questão de coerência e, no limite, de educação. O truque do João Ribeiro é paupérrimo. Repare-se: ele recusa «fazer eco» mas aproveita para qualificar de «retóricas exploratórias de pêlos» e de «analogias históricas infelizes» aquilo de que promete não fazer eco. Teria sido bem mais homenzinho, da parte de João Ribeiro, se tivesse feito uma crítica às «retóricas alheias», ao invés de expor a céu aberto a sua «retórica rasteira». Como já o demonstrou noutros textos, ele é capaz de bem melhor.
Infelizmente, a generalidade dos políticos mais activos do Partido Socialista – partido que por estes dias põe toda a sua máquina de spin a todo o gás, com a colaboração, ora ingénua, ora comprometida, de certos órgãos de comunicação social – usam e abusam disto. Não querem falar, mas falam. Não querem ir «por aí», mas vão. Recusam a postura A, mas usam-na na declaração de repulsa. A política portuguesa reflecte, hoje, a má qualidade dos seus intervenientes, no que respeita à lealdade e à honestidade intelectual na discussão pública.



Carlos do Carmo Carapinha

12 MAIO 2011 - 15.34h

Manuel António Pina ganha Prémio Camões

Categoria - Sociedade

O Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, já comentou a notícia: "ioda-se"



Rui Castro

12 MAIO 2011 - 11.47h

Major bleakness

Categoria - Política

O inglês (técnico) de José Sócrates é tão mau que o leva a confundir «major» com «minor» ou «null». Ou isso ou aquela coisa da mentira de que o nosso primeiro é um fervoroso adepto (repare-se como, depois do PSD ter esclarecido que preconizava uma descida gradual da TSU, José Sócrates insiste em falar na proposta do PSD como uma descida «abrupta» e «imediata»).



Carlos do Carmo Carapinha

12 MAIO 2011 - 08.12h

Pintelhos ou pentelhos?

Categoria - Política

7 MAIO 2011 - 15.02h

O Jardel é bom

Categoria - Desporto

Por ruelas enigmáticas demos por nós num local onde se dizem barbaridades como O Jardel é bom. Dois dias antes do jogo com o Braga, numa mesa com benfiquistas que percebem de futebol apesar de dois deles serem jogadores profissionais de futebol, chegou-se a um ponto onde toda a mesa, como que inebriada e entontecida, tentava-me convencer que, passo a citar, O Jardel é bom. Depois do jantar, dirigi-me para a marginal, pois só o ruído do mar e a chuva me pareciam companhias suportáveis e, no fundo, as ideais, com vista a reflectir sobre como é que chegamos aqui, como é que chegamos a O Jardel é bom, quando basta olhar para a expressão facial do Jardel em campo para perceber que ele não está, como repugnantemente se diz, concentrado e atento, mas sim atarantado e perdido. O Jardel que veio substituir o David Luiz mas que é descoordenado, incapaz de realizador um passe, quanto mais um incursão, vertical, é, afinal, bom. Como é que chegamos aqui, era só isso que eu perguntava: como é que chegamos aqui.
Depois perdemos em Braga, sem um plano de jogo -- pois um plano supõe um projecto por detrás --, e com a estratégia de alimentar um camponês sem genica e um zeloso transportador de ovos entre as pernas por bolas bombeadas supostamente na sua direcção, e decidi abandonar, por incapacidade, as explicações complexas e, por assim dizer, focar-me unicamente em dois ou três coisas simples.
É preciso reunir o Moreira, o Luisão, o Maxi Pereira e o Fábio Coentrão, o Javi Garcia (o Javi Garcia não está a fazer uma época menos enorme do que a anterior, está é sozinho, pois continua à espera de Ramires, que, como o próprio nome indica, era trabalhador e batalhava da aurora ao pôr do sol, porque continuam, os responsáveis, incapazes de substituir o Ramires, que era quem equilibrava o balanço naturalmente ofensivo da equipa que, com o Salvio (uma compra de recurso, uma compra à última hora que correu milagrosamente bem) passou a ter um balanço desequilibradamente ofensivo, ideal para conquistar castelos mas incapaz de se defender do mais inábil ataque terrorista (quantos jogos consecutivos são a sofrer golos mesmo?)), o Gaitán e o Aimar, o Urreta e o Jara, e tentar desta plataforma construir uma equipa onde, talvez, devidamente entusiasmados e não mais de 20minutos em campo, como os jogadores da selecção holandesa eram úteis para o Robben e o Sneijder, talvez indivíduos como Carlos Martins e o Ruben Amorim possam ser úteis para alguma estratégia momentânea.
Quanto ao resto, é mais do que tudo preciso não esquecer (entre outras coisas: não esquecer as sessões compulsivas de eutanásia que foi pré-época (não me vou dar ao trabalho de enumerar), os projectos megalómanos (o Roberto o maior de todos, maior ainda do que o vamos ganhar a Champions) e a mais estúpida política de empréstimos de que há memória (cuja regra parecia ser: tem potencial para vir a ser útil? então empresta-se)) ou então fazê-las esquecer com as vitórias que o Benfica, necessariamente, pelos seus adeptos, terá que fazer por merecer, apesar da aparentemente inesgotável estupidez dos seus principais dirigentes.

(texto dedicado ao Lourenço Cordeiro e ao Sérgio Lavos, duas pessoas com quem não partilhei momentos de tristeza – as pessoas na, como se diz, blogosfera, têm a mania de se referir a tristeza usando a palavra melancolia (juro que nunca conheci uma pessoa melancólica na vida), como se fosse a mesma coisa ou como se triste fosse superficial e vulgar e melancólico complexo e profundo, quando, se pensassem bem, não têm nada a ver uma coisa com a outra, nem em si nem na origem nem nas consequências – nos últimos dias)



PM Ramires

Com a assinatura do acordo com a troika, Portugal deixou de ser um país no caminho de uma sociedade socialista. Da administração do estado à justiça, do regime do arrendamento ao subsídio de desemprego, não há nenhuma hipótese ideologicamente coerente de um partido socialista considerar este «um bom acordo». Que foi o que o PS acabou de fazer. Paz à sua alma.



Lourenço Ataíde Cordeiro

4 MAIO 2011 - 10.48h

Camp Nou

Categoria - Política

A ver se percebi: o primeiro-ministro fez ontem uma comunicação ao país (que, freudianamente, apelidou de «conferência de imprensa») durante o intervalo de um jogo de futebol da Liga dos Campeões para revelar que as negociações com a troika estão concluídas e que não incluem duas ou três medidas que «alguns jornais» avançaram nos últimos dias cuja fonte só pode ter sido o próprio governo, ao mesmo tempo que não indicou nenhuma medida concreta que constará no documento final. Foi isto, não foi?



Lourenço Ataíde Cordeiro

4 MAIO 2011 - 00.38h

Sem emenda

Categoria - Política

José Sócrates falou ao país sobre as medidas que não constam de um, segundo o tom do discurso, quase hipotético «regaste» do FMI, deixando no ar a ideia de que o PEC IV assoberbou os responsáveis da troika. Quem ouviu o primeiro-ministro naquele momento pode ser levado a pensar que, no final, graças ao «esforço do governo», acabámos nós a explicar ao FMI, à CE e ao BCE como queríamos as coisas, ao que nos disseram «tomem lá 80 mil milhões de euros e vão à vossa vida».


José Sócrates, que a 28 de Abril dizia «vamos ter saudades do PEC IV», voltou ao seu habitual número de trafulha: dizer o que lhe convém na qualidade de candidato e emudecer relativamente ao que devia ter dito na qualidade de primeiro-ministro responsável e com respeito pelos cidadãos. De caminho, para a farsa, arrastou o ministro das Finanças para a fotografia na qualidade de bibelô. No mínimo, caricato.


Nos próximos dias, os portugueses vão acordar para a realidade. Pode ser que consigam sobreviver a mais esta dose de anestesia que o Sr. Eng. lhes tentou administrar. Uma coisa é, contudo, certa: o homem é um artista de se lhe tirar o chapéu. Começo a ter pena de Pedro Passos Coelho.


PS: Registo a forma cândida como alguns comentadores trataram de sorver, como quem sorve um sorvete de limão no pico do Verão, a versão rosácea da comunicação ao país. Fez-me lembrar o "Les Sucettes" do Gainsbourg.



Carlos do Carmo Carapinha

3 MAIO 2011 - 10.21h

Rua Direita

Categoria - Política

A partir de hoje, até 5 de Junho, vou andar também pela Rua Direita, onde espero dar o meu modesto contributo para que o partido onde milito - CDS -, que fez mais e melhor oposição nos últimos 6 anos, obtenha o resultado que merece. Contamos com todos.



Rui Castro

 

Quantas vezes não vieram os arautos dos bons costumes e do politicamente correcto criticar a Igreja e a Direita pela utilização de crianças em marchas ou manifs? Estou à espera que manifestem a sua indignação relativamente ao comício promovido pela CGTP no 1.º de Maio, na Alameda.



Rui Castro

2 MAIO 2011 - 09.57h

Bin Laden - curtas (4)

Categoria - Política

Na Spectator está disponível um mapa com a localização da casa onde Bin Laden foi morto por tropas especiais norte-americanas: A map that raises questions 



Rui Castro

2 MAIO 2011 - 09.55h

Bin Laden - curtas (3)

Categoria - Política

Com a morte de Bin Laden, e esclarecidas que foram as dúvidas (idiotas) que alguns haviam lançado sobre as suas origens, Obama garante vitória nas eleições presidenciais do próximo ano. 



Rui Castro

2 MAIO 2011 - 09.52h

Bin Laden - curtas (2)

Categoria - Política

Barack Obama, Nobel da Paz anunciou, visivelmente satisfeito, a eliminação, a seu pedido, do seu principal adversário. 



Rui Castro

2 MAIO 2011 - 09.48h

Bin Laden - curtas

Categoria - Mundo

1 MAIO 2011 - 21.19h

I cretini

Categoria - Política

 

Que comentários me suscita este arrojo de cartaz? Poucos. Só os mais distraídos ainda não repararam na indigência intelectual, sob contexto ideológico supostamente claro, intenso e sagaz, de um partido que sempre se recusou, até hoje, a explicar o que faria e como o faria caso tivesse responsabilidades de poder e, logo, de decisão. Assola-me a singular dúvida de saber quantos, no partido, ainda não se terão apercebido da vacuidade programática e pragmática do que é propalado, navegando no pacato mar da ingenuidade, ao largo da enseada de cinismo onde se encontram estacionados Francisco Louçã e restantes dirigentes - apesar de uns e outros não prescindirem da luxuriante e trauliteira parafernália de soundbites que o partido promove.

Há os sátiros, como Boaventura Sousa Santos, que defendem o melhor de dois mundos: não pagar a dívida, que é «especulativa» e nada tem que ver connosco, e aceitar de bom grado o pilim do FMI. E há o Bloco: um partido inimputável, intelectualmente entufado e demagógico, que sabe que nunca terá que prestar contas das suas opções políticas.




Carlos do Carmo Carapinha

Autor:

  • Rui Castro

    Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

  • Maradona

    Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

  • Carlos do Carmo Carapinha

    Alentejano, hipocondríaco, filosoficamente conservador, céptico e pessimista. Só chatices

  • Lourenço Ataíde Cordeiro

  • Nuno Pombo

  • PM Ramires

    

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