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28 JUNHO 2011 - 17.40h

Programa de Governo

Categoria - Política

Para quem quiser dar-se ao trabalho, aqui fica o link para o Programa de Governo
 
Sem prejuízo de análise mais detalhada, e sendo certo que algumas medidas têm ainda de ser concretizadas, o documento é globalmente positivo.
 
Deixa, no entanto, antever forte contestação por parte dos sindicatos e corporações. 

Conto, nos próximos dias, fazer análise de algumas das medidas e recolher opinião de comentadores e comunicação social.



Rui Castro

27 JUNHO 2011 - 18.38h

Secretários de Estado (Diário Económico)

Categoria - Política

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes (já anunciado)
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro - Carlos Moedas (já anunciado) 
Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viegas (já anunciado) 
Secretário de Estado do Orçamento - Luís Filipe Morais Sarmento (já anunciado) 
Secretário de Estado da Administração Pública - Hélder Rosalino
Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação - Luís Brites Pereira 
Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas - José Cesário 
Subsecretária de Estado Adjunta do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros - Vânia Dias da Silva
Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional - Paulo Braga Lino 
Secretário de Estado da Administração Interna - Filipe Lobo D'Ávila 
Secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça - Fernando Santo 
Secretário de Estado Administração Local e Reforma Administrativa - Paulo Simões Júlio 
Secretário de Estado do Desporto e Juventude - Alexandre Miguel Mestre 
Secretário de Estado Adjunto e da Imigração - Feliciano Barreiras Duarte 
Secretário de Estado Emprego - Pedro Miguel Silva Martins 
Secretário de Estado Empreendorismo, Competitividade e Inovação - Carlos Nunes Oliveira 
Secretário de Estado Obras Públicas, Transportes e Comunicações - Sérgio Silva Monteiro 
Secretário de Estado da Energia - Henrique Gomes 
Secretária de Estado do Turismo - Cecília Meireles 
Secretário de Estado da Agricultura - Diogo Santiago Albuquerque 
Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural - Daniel Campelo 
Secretário de Estado do Mar - Manuel Pinto de Abreu 
Secretário de Estado Ambiente e Ordenamento do Território - Pedro Afonso de Paulo 
Secretário Adjunto e da Saúde - Fernando Leal da Costa 
Secretário de Estado da Saúde - Manuel Teixeira 
Secretário de Estado do Ensino Superior - João Filipe Rodrigues Queiró 
Secretário de Estado da Ciência - Maria Leonor Parreira 
Secretário de Estado Ensino e Administração Escolar - João Casanova de Almeida 
Secretário de Estado Ensino Básico e Secundário - Isabel Maria Santos Silva 
Secretário de Estado dos Assuntos Europeus - Miguel Morais Leitão 
Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares - Teresa Morais 
Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Paulo Núncio 
Secretário de Estado da Economia - António Almeida Henriques 
Secretário de Estado da Segurança Social - Marco António Costa 
Secretário de Estado do Tesouro - Maria Luís Albuquerque 



Rui Castro

26 JUNHO 2011 - 23.04h

Apartes

Categoria - Política

1. O Expresso noticia na edição de ontem que Gabriela Canavilhas ter-se-à recusado a encontrar com Francisco José Viegas para a passagem de pasta. Fê-lo socorrendo-se do argumento que um ministro não passa a pasta a um secretário de estado. É uma birra de todo o tamanho vinda de um ser narcísico deslocado da realidade, que não hesita em comprometer o interesse do país para dar resposta a um capricho infantil. Vindo de quem vem, não surpreende.

2. Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e mais não sei quantos eteceteras, diz que prefere que o tratem por «Álvaro» em vez de «ministro». Parece que não percebeu que a partir do dia em que foi empossado, o Álvaro deixou der o «Álvaro» e passou a ser o Ministro da Economia. As pessoas dirigem-se ao ministro da Economia como «senhor ministro» e ao Presidente da República como «senhor presidente» para que estes nunca se esqueçam o lugar onde estão e aquilo que representam. Como o caso é recente, ainda vamos a tempo de corrigir a mão.

3. Francisco Assis propôe a abertura das eleições partidárias à sociedade, colocando à disposição de todos o poder de escolha dos canditados do PS às eleições. É difícil de imaginar uma medida mais revolucionária para o sistema partidário português e menos benéfica para um candidato à liderança de um partido. Aplaudo de pé.



Lourenço Ataíde Cordeiro

21 JUNHO 2011 - 19.50h

Fernando Nobre

Categoria - Sociedade

Li hoje no Público que morreu o gajo de O Sangue, primeira longa-metragem de Pedro Costa. Com Os Verdes Anos e Vale Abraão, O Sangue completa a trilogia dos filmes portugueses que vos aconselho a ver antes de morrer -- mas se os virem depois não haverá qualquer problema. Depois de o ver é um pouco mais complicado viver, uma vez que constatámos ser possível possuir a sensibilidade de em cinco minutos captar a mágica luz fordiana, homenagear Mizoguchi e dar-nos o beijo mais inocente, genuíno e terno (parece roubado a um filme de Ray) do cinema português -- tudo preenchido por música popular de uma festa bem portuguesa --, momentos que vos capultarão rapidamente para os filmes seguintes de Pedro Costa, progessivamente depurados e iconoclastas, todos excelentes, mas nunca recuperarão do impacto, não mais será possível esqueceram aquele rapaz, a sua insegurança e desamparo que é o nosso, e aquela rapariga que não existe, é a rapariga com quem sempre uma noite sonhámos numa festa qualquer (ex-deputada -- como foi possível nem um deputado acusar um arrepio de espinha enquanto discutia com ela?). Boa sorte. 



PM Ramires

Tenho poucas certezas na vida, e só uma que deriva de um estudo empírico de alguma coisa; é a seguinte: a ideia de que a escola pública deve ser um veículo para os mais pobres ficarem mais ricos é a ideia que se revelou mais nefasta para a classe baixa e classe média-baixa – que é quem frequenta a escola pública. Outra certeza: comecei a pensar e (principalmente) a reparar nisso depois de ler uns parágrafos de The Theory of Moral Sentiments (salvo erro); parágrafos que, desgraçadamente, não encontro.

Muitas pessoas lúcidas -- e até pessoas menos responsáveis -- já alertaram para a seguinte evidência: o argumento de que uma escola pública exigente e democrática é uma impossibilidade, uma ilusão e portanto quem pretende isso é ingénuo e não sabe do que fala é o maior argumento contra a democratização da escola, porque a escola pública só tem valor democrático na medida em que é exigente e permite assim aos mais desfavorecidos ter um nível de educação igual ao dos mais favorecidos – com todas as repercussões que daí advém.

Mas, por assim dizer, o meu ponto debruça-se exactamente sobre o modo octogenário míope como se olha para as repercussões: medir a vocação democrática da escola pelos seus efeitos no nível de rendimento é um erro crasso; a escola pública deve ser um veículo de mobilidade, mas cultural e civilizacional e não de mobilidade económica; aliás, só sendo um veículo de mobilidade cultural – na medida em pelo ensino civiliza e transmite conhecimento que permite desfrutar de coisas tão divertidas como literatura, ciência, filosofia, história, cinema, etc -- poderá ser um eficiente e prolongado veículo de mobilidade social.

O que eu quero dizer, com imensa tristeza, é que a escola pública desistiu, diminuiu, despreza ou simplesmente rejeita, com uma sistematização repugnante, tudo aquilo que cheire a “não-directamente-útil-para-que-o-estudante-alcance-o-maior-nível-de-rendimento-no-mercado-de-trabalho”. A perversidade vem ao de cima quando o estudante – volto a repetir: da classe baixa ou média-baixa -- não alcança, como frequentemente (e em épocas de crise económica: geralmente) acontece, o tão desejável “sucesso” no mercado de trabalho -- pois a partir desse momento a sua qualidade de vida está condenada a ser estupidamente baixa, atrofiante e depressiva.

Quando um aluno – da classe baixa ou média-baixa – entra para a escola, esta devia estar configurada de tal forma (e os professores fortemente incentivados para) que respondesse o melhor possível à seguinte pergunta: qual o melhor caminho para que daqui a 15 anos este chavalo seja capaz de apreciar (no sentido crítico; não é necessário que goste) Camões e Pessoa, a obra de Paulo Rocha e Manuel de Oliveira, desfrutar da argúcia e beleza dos pensamentos de Platão e Descartes, da inteligência de Pitágoras, Demócrito e Einstein, e perceber a história de Portugal e da Europa?

Se a escola pública não é capaz de transmitir algo que ponha pelo menos 50% das pessoas que lá passam a desfrutar da biblioteca municipal da sua cidade, onde poderá aceder gratuitamente a todos os divertimentos que acima referi, serve exactamente para quê?

Se um jovem licenciado – da classe baixa ou média-baixa, nunca se esqueçam disto – se vê obrigado, por circunstância várias, a aceitar um emprego que detesta e no qual é mal pago, como encarará a sua vida?

Eu dou-vos a resposta: se já estiver embrutecido, cairá na delinquência e no alcoolismo; se ainda não estiver embrutecido, no melhor dos casos, cairá num estupidificante tédio -- esse tédio que é a maior prova de que a escola pública falhou --, e no pior dos casos, na depressão. Em todos os casos, à mais impotente das infelicidades.

Se o Nuno Crato encarrilar a escola pública um bocadinho que seja na direcção da exigência que leva à mobilidade cultural, juro que ficamos todos -- isto é, a sociedade -- a ganhar.



PM Ramires

6 JUNHO 2011 - 09.37h

Ainda as eleições (4)

Categoria - Política

Quando a jornalista da Renascença, Susana Martins, questionou Sócrates sobre se admitia como possível que os processos judiciais, em que o seu nome é referido, pudessem agora acelerar, ouviu-se um coro de assobios no Altis.
 
Admito que esta questão, assim como outras colocadas por jornalistas de outros órgãos de comunicação social, tenham representado pequenas vinganças por causa da forma como foram tratados nos últimos 6 anos por Sócrates e pela máquina socialista.
 
A vingança não é uma coisa bonita, mas, apesar de tudo, é muito humana.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 09.33h

Ainda as eleições (3)

Categoria - Política

Já após o discurso de derrota, o povo socialista presente no Altis apupou uma jornalista que perguntou a Sócrates porque razão se ia embora se de facto estava de consciência tranquila por ter, nas suas palavras, feito melhor que sabia. Tenho para mim que os socialistas recearam que Sócrates voltasse atrás na decisão de abandonar a política activa.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 09.31h

Ainda as eleições (2)

Categoria - Política

Há que ver as coisas pelo seu lado positivo: Sócrates vai, finalmente, ter tempo para concluir a sua licenciatura. 



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 09.29h

Ainda as eleições

Categoria - Política

É impressão minha ou aquelas palmas todas no Altis, durante o dicurso de Sócrates, eram demonstrativas da satisfação dos socialistas com o anúncio da saída do seu líder? Podiam ter sido mais comedidos nos festejos...



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 02.28h

O discurso de Sócrates

Categoria - Política

Certo no tom - longe da arrogância que caracterizou os últimos 6 anos -, Sócrates falhou uma vez mais no conteúdo do seu discurso.
 
Ao afirmar que o PS fez o seu melhor nas 2 últimas legislaturas, Sócrates nivela por baixo e compromete o seu partido.
 
Com efeito, como é que é possível alguém afirmar que fez tudo o que era possível poucas semanas depois de ter levado o país à bancarrota?
 
Estou em crer que este foi o principal problema de Sócrates: acreditar piamente que estava a fazer o melhor pelo país. O eleitorado foi muito claro na resposta que deu à cada vez maior falta de humildade do PS e do seu líder. 
 
Sócrates acabou para a política e pode ter feito hoje o seu último discurso enquanto político.
 
Esta ideia, implícita no discurso, de que "a seguir a mim virá quem de mim bom fará", não cola num eleitorado que percebeu o que estava em causa.
 
Não é de mais recordar que Sócrates teve hoje menos votos do que Santana em 2005. É muito significativo.

A História o dirá.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 02.18h

Futuro

Categoria - Política

O futuro tem de passar por um governo patriótico, PSD/CDS, para o qual sejam convidados os melhores nas mais diversas áreas. 
 
Os tempos vão ser difíceis: o desemprego, a pobreza e as necessidades sociais vão aumentar, sendo certo que os recursos financeiros são escassos. 
 
Como dizia Alberto João Jardim, o Governo terá de ser criativo na busca de soluções que, cumprindo o plano da Troika, consiga acorrer às emergências sociais que vão continuar a surgir.
 
Nos próximos dias, esperamos contribuir com algumas sugestões para o futuro governo de Portugal.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 02.05h

Abstenção

Categoria - Política

Sem prejuízo da urgente limpeza dos cadernos eleitorais, é difícil de aceitar que numa eleição com a relevância destas cerca de 40% dos eleitores tenha ficado em casa. 
 
Ao que parece, foi valor recorde em eleições legislativas.

Os votos brancos ascenderam a cerca de 2,5%, a que corresponderam mais de 200.000 votos.
 
Já em eleições anteriores me referi a esta questão. 
 
Uma parte substancial do eleitorado não se revê nos actuais partidos - e eram quase 20.
 
Podemos continuar a ignorar estes números, como se irrelevantes fossem. 
 
Tenho, no entanto, para mim que é essencial perceber as razões para este afastamento. 
 
Suspeito que a forma de organização da grande maioria dos actuais partidos possa constituir obstáculo a maior participação dos descontentes.
 
Trata-se, assim, de um exercício importante que os partidos deviam levar a cabo, concluindo porventura com a necessidade de desaparelhização das suas estruturas.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 01.56h

Curtas - CDU e CDS

Categoria - Política

A CDU obteve um bom resultado, principalmente quando comparada com o seu concorrente mais directo, o BE. 
 
Não obstante, não pode ser ignorado o facto de não ter roubado votos ao PS numa altura em que o desemprego cresce de forma galopante e em que a classe média e média/baixa vê os seus direitos postos em causa. 
 
O eleitorado, porventura, não confia que a resolução dos seus problemas esteja nas políticas de Esquerda.
 
Quanto ao CDS, é de realçar o aumento do número de votos, da percentagem, do número de mandatos e o crescimento em distritos tradicionalmente de esquerda. 
 
Ainda assim, e embora me pareça evidente que o CDS foi fortemente penalizado por causa do efeito do "voto útil", há que não descurar que, em sentido inverso ao aumento de votos nos centros urbanos, ocorreu uma forte queda no meio rural. 
 
Se considerarmos que estes votos são mais fiéis e menos voláteis do que o voto urbano, impõe-se perceber qual a razão de ser para a transferência que ali ocorreu para o PSD, de forma a acautelar eleições futuras.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 01.53h

Curtas - vencedores

Categoria - Política

O grande vencedor foi o PSD, em especial o seu líder, que conseguiu inverter a tendência de descida, nos estudos de opinião e sondagens, iniciada há meses.



Rui Castro

6 JUNHO 2011 - 01.52h

Curtas - derrotados

Categoria - Política

Sócrates e Louçã foram os grandes derrotados da noite eleitoral.  



Rui Castro

3 JUNHO 2011 - 10.04h

O meu voto

Categoria - Política

Pelo que fez nos últimos seis anos, José Sócrates não merece ser reeleito. Pelo que tem feito nos últimos 15 anos, o PS merece ser oposição durante um longo período de tempo. Não é mistério para ninguém a composição do próximo governo: PSD-CDS. Esta é uma solução que terá o meu apoio e o meu voto.

Percebam que não posso votar à esquerda do PS. As eleições não são um concurso miss-mundo. A simpatia que geram em nós alguns políticos nunca deverá toldar-nos o juízo. Falo de Jerónimo, evidentemente: está ali um homem que está na política com a motivação certa mas com os motivos errados. Votar PCP é expressar o desejo de uma sociedade comunista; Cuba para os cubanos.

No Bloco de Esquerda nunca votarei, por motivos políticos, éticos e sociológicos.

Resta portanto saber a qual dos partidos da AD entregar o meu voto. Ideologicamente não há muito a separar a parte do PSD em que me revejo e o CDS: são ambos partidos que defendem um modelo de sociedade assente na iniciativa privada e um Estado que não é um Estado mínimo. Ambos sabem que o MoU é uma oportunidade para reformar estruturalmente o país. Ambos sabem que é através do crescimento económico que Portugal pode ter viabilidade e ambos têm as propostas certas para o atingir.

Sobram as pessoas e os motivos instrumentais, como se diz agora. Não tenho por Passos Coelho uma admiração especial: acho-o mal aconselhado e não lhe reconheço uma visão estratégica para o futuro do país particularmente inspirada. Por outro lado, parece-me alguém que sabe ouvir (e depois de Sócrates é preciso alguém que saiba ouvir) e que tem o diagnóstico certo do país (e depois de Sócrates é preciso alguém que veja aquilo que nós vemos). Não vejo razões para que, depois de formado um núcleo duro de governo competente, Passos Coelho não possa ser o primeiro-ministro que o país precisa.

Antes da campanha estava decidido a votar CDS, mas não gostei da campanha inchada de Paulo Portas. Ao contrário de Passos Coelho, Portas é um político talentoso que tem a seu favor uma menor responsabilidade de compromisso. Fez, sem sombra de dúvida, a melhor oposição ao PS de Sócrates, ajudado pelo facto de o PSD ter mudado de líder de ano a ano. Mas a campanha eleitoral serviu para diluir parte da identidade do CDS, quando o CDS percebeu que continuava a crescer para além do seu eleitorado natural.

Votar no PSD será reforçar a derrota de Sócrates; votar no CDS será reforçar a coligação. Moeda ao ar?



Lourenço Ataíde Cordeiro

Como Manuela Ferreira Leite, também quero José Sócrates bem longe da oposição, do Partido Socialista e da política portuguesa. Quero bem longe José Sócrates e a forma absolutamente desonesta com que encara a discussão, sempre acompanhada do seu sorriso perfeitamente cínico -- discussão que para ele não é mais do que a busca de uma incongruência, de um defeito, da maldade da proposta (e da pessoa) com quem discute, empurrando o problema e a sua discussão para o anexo, indicado por asteriscos no fim da página cujo título e estúpido conteúdo no dia seguinte preencherá os jornais e espaço público de opinião, permanecendo o problema em questão por resolver e, pior, por discutir, porque a simples aceitação da existência do problema é encarada como uma derrota, maldizer, talvez falta de fidelidade ao país – quero-o, portanto, bem longe da política.
Muitas pessoas bastante jovens, que sempre deram ares de desprezo, indiferença ou enfado quando o assunto ‘política portuguesa e europeia’ emergia à mesa do café, têm mostrado um renovado interesse pela política, mesmo antes da eleições -- esta foi a principal externalidade positiva da crise internacional; mas como os políticos não lideram uma discussão pública sobre os problemas do país e da Europa, o que acontece é que também os jovens (nos quais me incluo) são como que empurrados – pela actualidade, pelos jornais, pela televisão, etc – a discutir supostos ‘casos’ que no dia seguinte não interessam para nada e que na verdade nem no próprio dia interessavam para alguma coisa, para lá da sua importância na exclusão de qualquer grama de ideologia nas mais prolongadas conversas.
Esta como que estupidificação colectiva é liderada, com destaque, há alguns anos, pelo demissionário primeiro-ministro. É também para arrumar com ela que é preciso derrotá-lo, com destaque, nas próximas eleições.



PM Ramires

1 JUNHO 2011 - 09.57h

"A mentira do empate técnico"

Categoria - Política

 
"(...) Foquemos as eleições, nestes últimos dias. A escolha é entre a bancarrota e a recuperação. A escolha é entre Sócrates e a nova maioria CDS/PSD. Ela está aí. Não há qualquer empate técnico! Segundo as sondagens, a maioria PSD/CDS deixa o PS a uma distância de 11 a 18 pontos de avanço. Alegremo-nos. Mobilizemo-nos. Engrossemos a onda. Com respeito mútuo, com satisfação conjunta, em parceria pelo futuro, crescendo o CDS e crescendo o PSD."



Rui Castro

1 JUNHO 2011 - 00.36h

Tempo de Antena do Partido Socialista

Categoria - Política

Autor:

  • Rui Castro

    Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

  • Maradona

    Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

  • Carlos do Carmo Carapinha

    Alentejano, hipocondríaco, filosoficamente conservador, céptico e pessimista. Só chatices

  • Lourenço Ataíde Cordeiro

  • Nuno Pombo

  • PM Ramires

    

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