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27 FEVEREIRO 2010 - 22.08h

A Professora Doutora Palmira F Silva

Categoria - Política

 A Palmira F Silva, mais conhecida por ser o agente catalizador que mais conversões ao criacionismo tem registado, terá ido à Almedina de Gaia discutir o estado do diálogo entre o criacionismo e o evolucionismo. Dá-nos conta do sucedido num texto fantasticamente intitulado "Sono da Razão: o lado negro das redes sociais", e nós, 19 cafés depois, conseguimos ler o seu curto texto e aqui nos apresentamos para o comentar, ainda que um pouco hipertensos.
 

A primeira dúvida que nos assalta o espírito devidamente racionalizado é tentar pensar o que é que vai na cabeça da professora doutora Palmira F Silva para estar tão especificamente preocupada com o "sono da razão" nas "redes sociais"; porque é que não está preocupada com o “sono da razão” nos cafés, nos transportes do públicos, nos programas da tarde da TVI, nos agregados familiares ou nos estádios de futebol; dá a entender que professora doutora pensa que a racionalidade é um exercicio que se dá menos bem em determinados locais, que existem terrenos que lhe são pouco favoráveis, uma opinião, diga-se, muito pouco abonatória para o exclusivo grupe de cidadãos e cidadãs que pretende fazer uso da razão no seu dia a dia.
 

Por outro lado, é para mim intrigante que a própria Palmira F Silva se pense tão especialmente imune ao "sono da razão", ao ponto de comentar o “sono” dos outros sem sequer se dar à modéstia (se não a esta, dever-se-ia dar pelo menos ao método) de comentar e explicar a sua própria luta para ser penetrada pela racionalidade, o que se constituiria como algo muito mais interessante de comunicar (digo eu, mas eu, para além dos desgraçados que são avaliados por ela, devo ser o seu único leitor). Assim, ao longo do texto que escreveu unicamente para mim a professora doutora Palmira F Silva coloca-se num pedestal que estou mais habituado a ver ocupado pelos homens de Fé quando oram em defesa dos seus sistemas, mas que, no meu entender, deveria ser deixado vago quando alguém se adianta para defender a razão, os métodos e herança da maneira de pensar científica.
 

Veja-se que a professora doutora chega ao extremo e trabalheira de esclarecer que Hitler afinal seria um criacionista convicto (parece que o interlocutor da Palmira F Silva disse que ele seria evolucionista), um momento em que a professora doutora racionalista dá sinais preocupantes de alinhar por aqueles que acreditam que a maldade humana se decide numa partida introspectiva entre a razão e a superstição, o exacto equivalente do fanatismo e xenofobia religiosas contra a qual ela pensa que está a lutar. Acreditaria a doutora Palmira que se o Hitler tivesse sido de facto Evolucionista a teoria sairia enfraquecida? Acredita a professora Palmira que lá pelo facto de o Hitler ser um Criacionista não se pode ser uma pessoa decente sendo-o? O que quer que tenha levado Hitler a ser o que foi, esteve sempre vastamente acompanhado, e, dado eu ser uma pessoa que gosta muito de ler, estou em condições de adiantar que no Nazismo há frutos de todas as árvores e arbustos. Adiante.

Mas o que mais me intriga neste texto da Palmira é a frase seguinte:

"Mas a resposta urge num mundo cada vez mais contaminado pelo adormecimento da razão crítica, numa sociedade cada vez mais anti-intelectual, cada vez mais, como o confirma o que se passa no nosso cantinho, «em que tudo o que se diga três vezes é verdade e não se olha para os factos»... "

Vamos tentar abstermo-nos de comentar as reticências finais. Como é que a Palmira F Silva sabe que o mundo está “cada vez mais” contaminado pelo adormecimento da razão crítica? Como é que sabe que estamos “cada vez” mais anti-intelectuais? Eu tenho a minha teoria, que é que a Palmira F Silva não gosta de ler, e que, portanto, assume como movimento aquilo que ela só agora descobriu que existia. Eu, que leio muito, palpita-me que estes “cada vez mais” da Professora Doutora não passam de impressões acríticas de quem meteu na cabeça que o estandarte do método científico é melhor defendido evangelizando, do que fazendo ciência decentemente ou explicando-a condignamente.



Maradona

26 FEVEREIRO 2010 - 17.07h

Vae Victis!

Categoria - Política

Consegui, finalmente, ver o Invictus de Clint Eastwood e gostei muito. Lembro-me perfeitamente do episódio que o filme relata e do impacto que na altura produziu em mim. Mandela uniu uma nação em torno de uma selecção de rugby até então mal-amada e profundamente conotada com o regime de apartheid. Reabilitou a sua imagem e conferiu-lhe estatuto de verdadeiro símbolo nacional, a ponto de hoje os Springboks rivalizarem com os All Blacks neozelandeses no enraizamento profundo com a terra/país/nação que representam.
Dirão os mais cépticos e os menos crédulos no papel das pessoas e no impacto das suas decisões individuais na História que a circunstância feliz de os sul-africanos se terem unido naquela ocasião se deve mais ao acaso que a qualquer outra coisa. Eu discordo. Em momentos de crise os países precisam de exemplo e de testemunho. De capacidade de incutir confiança e de mobilizar vontades. Em suma, de liderança. E é de liderança que o filme trata. E da natureza insubjugável da alma humana.
Ao deixar a sala de cinema não pude deixar de me lembrar de uma expressão latina que contrasta com o título do filme - vae victis. Ai dos vencidos! – e de lamentar o quanto ela se adequa tão bem ao país sem liderança nem rumo nem verdadeiro conhecimento de si próprio em que vamos existindo rotineira e desapaixonadamente. Este Portugal sobre o qual disse Agostinho da Silva: “Eu não percebo o que é essa história de crise de identidade, mas há uma ausência de projecto. (…) Portugal está de mãos a abanar por detrás das costas sem saber o que é que há-de fazer”.
Fazem falta homens e mulheres que pensem, inspirem e interpretem esse projecto. Que não virem as costas ao excepcional. Que não enjeitem as decisões difíceis.
Ao recordar a figura ímpar de Nelson Mandela constato a pequenez relativa de quem tem por missão guiar-nos em tempo de crise por entre os escolhos da nossa circunstância. Mas isso não pode eximir-nos de assumir as nossas próprias responsabilidades e de rejeitar liminarmente o modelo de confiar o nosso destino a figuras tutelares que nos infantilizem. Já demos para esse peditório. O desafio de responsabilização deve ser assumido por cada um.
É essa uma das principais lições de Invictus inscrita no poema que lhe dá o nome: cada um de nós pode resistir ao oceano da lamúria. Podemos ser senhores do nosso destino para além dos golpes do acaso e da estreiteza do caminho. A decisão é sua. E minha. Nossa.



João Vacas

24 FEVEREIRO 2010 - 19.58h

Tropas da Roménia no Haiti...

Categoria - Política

24 FEVEREIRO 2010 - 16.33h

Petróleo; Soberanias; Escutas

Categoria - Política

A quase totalidade da América do Sul - incluindo  o Brasil - e, pelos vistos, das Caraíbas apoia a pretensão argentina de retirar à Inglaterra a soberania das Ilhas Malvinas. Isto quando a Inglaterra está prestes a iniciar a prospecção petrolífera naquele arquipélago.

Inglaterra aliada dos Estados Unidos x América Latina cada vez mais radicalizada e anti-USA = sul-americanos juntos numa tentativa de afrontar indirectamente os Estados Unidos através de um conflito (eventualmente bélico) com a Inglaterra?

Tal conflito pode também servir para ensaiar e demonstrar a hegemonia política (e mesmo talvez militar) do Brasil na região. Argentina ajudada pelo Brasil: uma nova irmandade, com o Brasil a ser o irmão mais forte?

Enquanto isso, o Brasil, que apoia a pretensão soberanista da Argentina, lá vai visitando e apoiando Cuba. Será que Lula tem alguma coisa a dizer aos manos Castro a propósito dos presos políticos que morrem vítimas daquele regime comunista?


Uma notícia a que não se tem dado importância nenhuma mas que é crucial para a Europa: a França decidiu vender armamento à Rússia. A mesma França que até teve um papel positivo no sentido de terminar o conflito na Ossétia do Sul entre a Rússia e a Geórgia; a mesma Rússia que na semana passada decidiu instalar uma base militar na Abkhásia, o outro território separatista da Geórgia.


Sobre as escutas: este texto é excelente e, para mim, definitivo.



Ricardo Vicente

22 FEVEREIRO 2010 - 20.14h

Levados

Categoria - Política

Aos solavancos, mas a discussão sobre o ordenamento do território tem vindo a fazer o seu caminho pela tragédia da Madeira. É escusado, há coisas que nunca mudarão: as pessoas querem explicações, para sentirem que detêm o controlo. Neste caso, é como tentar prevenir o Japão, a California ou Nápoles: não se deve construir em zonas sísmicas, ou por baixo de vulcões. O João Miranda disse a única coisa inteligente sobre este assunto, no twitter:

 Erros urbanísticos na Madeira? Claro. O erro principal foi terem habitado a ilha.



Maradona

20 FEVEREIRO 2010 - 22.30h

Little Miss Sunshine

Categoria - Outras

[Acerca de Little Miss Sunshine (2006) realizado por Jonathan Dayton e Valerie Faris.]


Quando vi a carripana alemã percebi imediatamente o que este filme só podia ser: uns americanos a piscar o olho aos festivais de cinema europeus e independentes. Mais reforçou a minha intuição aquele indivíduo igual ao Nanni Moretti. Depois, uma série de "referências" europeias e, obviamente, cultas: Nietzche, Proust and so on.

Mas, infelizmente, isto é um filme americano no seu assim-assim: isto é, pretendendo ser inteligente e europeu, vai traindo aquilo que o cinema americano tantas vezes é: uma amálgama de clichés em que tudo tem de ser explicado ao visionador.

O próprio tema escolhido não poderia ser mais politicamente correcto e mais aborrecedoramente já visto: o que é e será que existe a "normalidade"? Afinal, quem é que são os normais: nós ou os outros? E ainda outras parvoíces da montra politicamente correcta: o conceito ocidental de beleza (bonitas e burras versus obesas mas bonitas por dentro), as obsessões americanas (to be a winner, famílias onde ninguém cozinha, etc.). Até o raio do dabliu Bush aparece!

É curioso, no entanto, o cabaz de "anormais que afinal não são anormais" (ou serão antes "anormais que afinal são mais normais que nós"?) que eles foram juntar: o adolescente rebelde que odeia toda a gente mais estereotipado que pode haver, o suicida homossexual, um gajo de idade com toques de anos sessenta, etc..

O curioso está que para demonstrar que cada uma destas figuras afinal não é anormal, antes pelo contrário, é muito melhor que o comum dos mortais (seja ele o average white anglo-saxon protestant seja o intelectualóide europeu médio) - a cada uma daquelas figuras foi atribuída uma característica pessoal consensualmente desejável: o suícida homossexual é um génio académico, o teenager é afinal muito inteligente, até lê filosofia de espontânea vontade, o sessentão drogado consegue verdadeiramente motivar os outros e prosseguir objectivos, etc..

Ou seja, tal como desafortunadamente na nossa sociedade uma mulher para ser profissionalmente respeitada tem de ser muito melhor que a média dos homens e alguém de uma minoria de cor de pele, para ser socialmente considerado, tem de ter um carro muito melhor do que a média - também os autores deste filme parecem achar que o suicida homossexual, o rebelde, o drogado para serem humanamente respeitados têm de ter todos qualquer coisa acima da média. Assim como não basta à funcionária ser tão sorna como os seus colegas homens, não: ela tem de ser muito mais produtiva para ser igualmente aceite, assim como o paquistanês de Londres tem de ter um sotaque londrino ainda mais carregado do que aqueles londrinos que o são há centénios, também o suicida, o homossexual, o rebelde, o drogado deste filme não podem ser apenas médios, comuns, enfim, não podem ser apenas normais.

Disto tudo, é caso para perguntar: afinal quem é que são os discriminadores e os racistas sociais: são o público que supostamente será educado por este filme, ou são os presumidos "educadores" que o escreveram e realizaram?

De resto, filme mais ou menos interessante, mais ou menos divertido e muito, muito mesmo over-rated em muitos fóruns. E Tony Collette: excelente tal como a excelência é normal em todos os seus desempenhos.



Ricardo Vicente

20 FEVEREIRO 2010 - 10.46h

Tentacular amor materno

Categoria - Política

Não existisse Pacheco Pereira e a nossa vida democrática era pior. "O dinheiro dos contribuintes e dos munícipes lisboetas de há muito tempo é usado para alimentar as chamadas causas “fracturantes” e os grupos radicais que as suportam, na sua maioria ligados ao Bloco de Esquerda". E assim o Estado, a pretexto de um tolerante cartaz pró-gay, discrimina todos aqueles que não achem indiferente ter uma mãe lésbica.
Tentacular amor materno, o novo advento do totalitarismo ideológico de Esquerda.



Tiago de Oliveira Cavaco

18 FEVEREIRO 2010 - 23.51h

Uma Pergunta a Sócrates

Categoria - Política

Caríssimo Senhor Primeiro Ministro,

sendo que acaba de afirmar que não teme "seja o que for quanto ao seu conteúdo" (das escutas telefónicas), porque é que na sua opinião terão um procurador e um juíz, que ouviram as tais escutas, declarado haver "indícios muito fortes da existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferência no sector da comunicação social"?


[Despachos do procurador João Marques Vidal (23 de Junho de 2009) e do juíz António Joaquim Costa Gomes (29 de Junho de 2009) aqui.]


É esta a pergunta que eu gostava de ter feito (ou que alguém tivesse feito) hoje ao Primeiro Ministro após a sua declaração ao país (aqui). Mas o Primeiro Ministro optou por não haver sessão de perguntas a seguir à declaração.

Para Sócrates, não responder a perguntas de jornalistas é a atitude própria de quem diz que não tem "absolutamente nada a temer"...


Ainda mais do mesmo: Sócrates continua a insistir nas teclas da "divulgação criminosa de escutas telefónicas"  e do "atentam contra a privacidade". Acontece que o Estado já foi condenado várias vezes no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem por tribunais portugueses terem sancionado criminalmente jornalistas acusados, por exemplo, de violar o segredo de justiça (exemplo aqui). E continua a ser um absurdo pretender que conversas que denotam uma relação malsã entre poder político e poder económico possam ser tidas como "privadas".


E muito curioso: Sócrates diz que "a nossa tarefa e a nossa agenda são portanto claras": aprovação do orçamento e do Plano de Estabilidade e Crescimento e depois refere a execução do plano de governo. Mas fica-se com a impressão estranha de que a agenda política de Sócrates é sobretudo o orçamento e o PEC.  Será isto porque PEC e orçamento são as tarefas do governo mais prementes ou será que Sócrates está já a prever eleições anticipadas depois do PEC?



Ricardo Vicente

18 FEVEREIRO 2010 - 23.17h

Bois

Categoria - Política

Basta ver a capa do SOL de amanhã para se perceber o nível da canalha que nos governa. Sim, canalha. Num país civilizado, esta gente estaria neste momento a pensar numa forma de sair do país sem dar muito nas vistas. Por cá, como somos todos uma cambada de distraídos, continuam a passear-se, rodeados por seguranças, escudados na apatia e na indiferença generalizadas. Apesar de não ser um particular adepto dos regimes presidencialistas, tenho para mim que Cavaco está a deixar a corda esticar para lá do razoável. Já nem é necessário relembrar a facilidade com que Sampaio correu com o governo de Santana Lopes. Estamos perante factos gravíssimos que comprometem o primeiro-ministro e, a partir desta semana, todo o partido socialista - cúmplice por omissão - que parece ter optado pela defesa do indefensável. Se Cavaco persistir no autismo com que (não) tem reagido em face da mais grave crise institucional de que tenho memória, é para mim evidente que não contribuirei com o meu voto para a sua reeleição. 



Rui Castro

18 FEVEREIRO 2010 - 22.58h

Mon ami Cavaco

Categoria - Política

Depois de Alegre, eis que surge Fernando Nobre como candidato à presidência da república. Nobre arrisca tornar-se no Manuel Alegre das últimas presidenciais. Não é que Cavaco necessite do frete, mas estou certo de que fica eternamente agradecido a Soares. Tem o seu quê de irónico: Soares vinga-se de Alegre e acaba por beneficiar Cavaco.



Rui Castro

18 FEVEREIRO 2010 - 22.54h

Respondam com sinceridade

Categoria - Política

Acaso confiam num primeiro-ministro que marca uma das intervenções públicas mais importantes do seu mandato para a mesma hora de um jogo do Glorioso?  



Rui Castro

18 FEVEREIRO 2010 - 15.51h

Vivas! aos Candidatos da Esquerda!

Categoria - Política

Vivas! aos candidatos presidenciais da esquerda e que se contem muitos deles! São todos excelentes e todos concorrem à presidência da república pelas melhores razões.

Muita coragem e abraços para todos os actuais e para todos os futuros candidatos da esquerda!



Ricardo Vicente

16 FEVEREIRO 2010 - 10.37h

BCP + BPN + BPP = BCE

Categoria - Política

BCP: fracasso na fiscalização.

BPN: fracasso na fiscalização.

BPP: fracasso na fiscalização.

Crescimento económico: fracasso na previsão.

Défice das contas públicas: fracasso na medição.


Resultado final: vice-presidência do Banco Central Europeu (aqui).


Moral da história: de fracasso em fracasso chega-se à vitória final, pois na ausência de accountability os fracassos para nada relevam.


"O nome "recomendado" pela maioria qualificada dos 16 ministros das Finanças da Zona Euro terá ainda de receber um "parecer" não vinculativo do Parlamento Europeu, antes de ser definitivamente aprovado pelos chefes de Estado e de Governo reunidos em Bruxelas a 25 e 26 de março próximo" (mesmo link). Teria sido bom que não tivessem recomendado; será melhor que o parecer não recomende; melhor ainda será que não aprovem.



Ricardo Vicente

15 FEVEREIRO 2010 - 16.02h

Eurovisão e PSD

Categoria - Política

As of 2009, the country which has entered the longest with no wins to their name is Portugal. They started entering in 1964, and with 43 appearances, are still awaiting their first win (citado do artigo "Eurovision Song Contest" da Wiki).

O PSD nos últimos anos - i.e., desde que Marques Mendes saíu - tem sido como Portugal na Eurovisão. O nosso país nunca ganhou nem se aproximou minimamente do pódio do Festival Eurovisão da Canção porque o nosso concorrente é escolhido ou para agradar às "bases" (os portugueses que televotam) ou para agradar aos "barões" (os bosses da RTP). Portugal nunca saíu vencedor da Eurovisão porque ainda nunca escolheu uma canção para agradar ao povo que decide o vencedor, ou seja, as pessoas de todos os países participantes no festival.

O próximo líder do PSD não deve ser escolhido por ter mais ou menos apoios no partido mas sim em função de ter as maiores probabilidades de ganhar o país. O novo líder do PSD deve pensar-se e ser construido como o futuro Primeiro Ministro de Portugal.

Um líder do PSD escolhido em função da vidazinha interna do partido valerá muito pouco e durará ainda menos, como Menezes e Leite podem comprovar. O novo líder do PSD não o será só para o partido mas também para Portugal. É importante que o partido faça uma boa escolha para bem de todo o país.



Ricardo Vicente

12 FEVEREIRO 2010 - 11.46h

Um doce a quem adivinhar quem disse isto:

Categoria - Política

"O primeiro-ministro deve uma explicação ao País e um pedido de desculpas ao País. Este episódio é indigno de um Governo democrático. É uma nódoa que o vai perseguir"



Rui Castro

10 FEVEREIRO 2010 - 13.09h

Livrem-nos lá de Sócrates, pá!

Categoria - Política

Nenhum político é insubstituível e isto é verdade começando logo pelos menos recomendáveis e por aqueles sobre os quais recaem as piores suspeitas.

José Sócrates não é recomendável, é suspeito e, o mais importante, não tem nada de insubstituível.

A crise económica e financeira que o país atravessa não é desculpa para manter no poder um Primeiro Ministro altamente suspeito e que se recusa a negar as acusações que sobre si impendem, defendendo-se com o paupérrimo argumento de que não comenta escutas telefónicas nem conversas privadas. Além disso, o sistema político português permite a substituição do Primeiro Ministro sem necessidade de eleições legislativas: portanto, não há que recear uma qualquer "instabilidade política". Finalmente, uma certa continuidade das políticas é desejável e é especialmente importante quando o país se encontra debaixo das atenções das agência de rating. Mas a continuidade das políticas não se confunde com a continuidade dos políticos: políticos diferentes podem prosseguir as mesmas políticas.

Quando é que, então, o Presidente da República chama José Sócrates, Francisco Assis (enquanto líder da bancada parlamentar socialista) e os outros bosses do PS para proceder à substituição de Sócrates?

Que haja eleições Presidenciais em menos de um ano também não é desculpa para Cavaco Silva não agir.

Não há desculpas para ninguém: livrem-nos lá de uma vez por todas deste triste Primeiro Ministro!



Ricardo Vicente

1. O Presidente da República [PR] chama o Primeiro Ministro [PM] a Belém e pergunta-lhe se o teor das transcrições das escutas é verdadeiro. Se sim, então 3. Se não então exigir que o PM faça uma declaração oficial a repudiar o teor daquelas transcrições; uma vez a declaração feita ir para 2.

2. A política portuguesa prossegue dentro da normalidade democrática [ROTFL= rolling on the floor laughing = rebolando no chão de tanto rir].

3. O PM não nega o teor das supostas escutas e/ou não quer fazer declaração oficial ao país repudiando as mesmas então o PR demite o PR e chama o Partido Socialista para que este indique um novo potencial PM. Segue para 4.

4. Se o potencial PM não é um dos sottocapi do actual PM, então o PR nomeia-o, ir para 2. Se o potencial PM é um dos sottocapi do actual PM ir para 5 se este tiver sido o primeiro nome proposto pelo PS ou para 6 se este for já o segundo potencial PM apresentado pelo PS.

5. O PR pressiona o PS a apresentar um nome minimamente recomendável, se o PS insiste no mesmo nome ir para 6, se o PS apresentar outro nome ir para 4.

6. O PR exige pela última vez ao PS um nome reputado e limpo de qualquer suspeita: o PS colabora, ir para 2; o PS faz ao PR uma proposta que este não pode recusar: ou o PR aceita o nome proposto ou então o PS faz uma dramatização mediática afirmando nos telejornais que o impasse político é da exclusiva responsabilidade do PR e que este deve demitir-se, ir para 7.

7. O PR convoca PSD e CDS para que estes formem um novo governo. Se PSD e CDS entendem-se, ir para 2. Se PSD e CDS não se entendem, ir para 8.

8. O governo demitido mantém-se em gestão (cfr. CRP art. 186 nr. 5); o PR aguarda que passem seis meses desde as últimas legislativas; uma vez passado este período, o PR dissolve a Assembleia da República e convoca eleições legislativas. Ir para 9.

9. Resultado das eleições legislativas: o partido mais votado não é o PS, ir para 10; o país dá uma nova maioria (absoluta ou não) ao PS, ir para 11; .

10. O PR nomeia o novo Primeiro Ministro conforme proposta do partido mais votado, ir para 2.

11. O PR demite-se; os portugueses decentes ou emigram ou fazem uma conspiração; o resto do país fica por livre e própria vontade atolado na merda total. Felicidades!



Ricardo Vicente

8 FEVEREIRO 2010 - 01.46h

Pela Liberdade

Categoria - Política

Os despachos aqui.

Sócrates aqui.

Ou seja, é mera impressão minha ou até agora Sócrates ainda não disse que as transcrições das supostas escutas são falsas?

E é impressão minha ou Sócrates, que parece não ter desmentido o teor das supostas transcrições, considera que esse teor é do domínio privado?

Ao domínio privado não fazem parte conversas sobre empresas públicas (ou onde o Estado ainda detém golden shares, o que vai dar ao mesmo), ainda para mais quando um dos intervenientes na conversa é Primeiro Ministro. Ser Primeiro Ministro implica duas coisas: servir os interesses do país e ter poder sobre todos nós. Conversas em que um Primeiro Ministro aparentemente planeia ferir o interesse geral não são conversas privadas pois remetem directamente para o interesse de todos e porque é urgente que a sociedade tenha conhecimento de eventuais ameaças que, por provirem do sector do poder, necessariamente terão consequências muito graves.

E deveria ser óbvio que quaisquer eventuais conspirações criminosas não podem ser escondidas do público sob o argumento ridículo de serem conversas privadas. Uma conspiração entre políticos e empresários que afecte a liberdade de expressão e o Estado de Direito diz respeito a todas as pessoas.

A menos que Sócrates considere que o Estado é ele, é um absurdo defender-se dizendo que não comenta conversas privadas. Conversas sobre o Estado e empresas públicas não são privadas quando têm lugar entre pessoas com real poder para controlar Estado, empresas públicas e privadas. Conversas com tal teor fazem-se em sede própria - Conselho de Ministros, Parlamento, assembleias gerais de accionistas - a menos que se tenha qualquer intenção nociva a esconder do público.

Ou o Primeiro Ministro José Sócrates repudia em absoluto o conteúdo das supostas transcrições das escutas, ou então o Presidente da República tem de demiti-lo imediatamente.

Não é a crise económica, o terrível estado das contas públicas, nem mesmo o drama de haver 10% de trabalhadores no desemprego que justifica a permanência de um Primeiro Ministro sob graves suspeitas de tentativa de crimes que atentam ao Estado de Direito.

Ou Sócrates nega já, ou Cavaco demite-o agora. Quanto tempo mais é que será necessário esperar?



Ricardo Vicente

5 FEVEREIRO 2010 - 20.04h

A coragem que nos falta

Categoria - Política

 

foto: manif em Caracas (daqui)



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 19.32h

Status quo por Jorge Lima

Categoria - Política

"Bando de abutres suicidas,
asnos canibais,
hienas,
ratazanas,
fuinhas,
traças deslumbradas,
baratas,
sanguessugas inchadas,
varejeiras,
não haver um pé que vos esmague,
um ddt que vos fumegue,
uma chibata que vos fustigue,
um abalo que vos soterre,
um diabo que vos carregue,
um decreto que vos expatrie.
Matam a música,
rasgam o livro,
sujam a água,
ofendem,
conspurcam,
desanimam.
Pobres das vossas mães,
mas sobretudo dos filhos das nossas.
Não haver um buraco que vos sugue,
grande para vos tragar a pequenez,
pequeno para não nos arrastardes convosco para o quinto dos infernos,
vossa ditosa pátria.
Ide pelo ralo, que só então poderemos emergir
lentamente
das ruínas."


O Jorge Lima, autor dos Pensamentos do Dalai Lima, escreveu hoje este texto. De antologia.



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 16.13h

Pântano

Categoria - Política

Aqui está a transcrição de parte das escutas:

Armando Vara
"Esta operação era para tomar conta da TVI e limpar o gajo [José Eduardo Moniz]"

Paulo Penedos, advogado
"O Zeinal já arranjou maneira de, não dizendo que não a Sócrates, fazer a operação de forma que ele nunca aparece"

Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT
"Inventou-se uma solução de antologia. Compram activos em baixo, o que permite que a PT, directamente, possa comprar a internet e a produtora de novelas, e que outras entidades mais inócuas vão comprar 30% da televisão" "Ela, Manuela Moura Guedes, vai ser anunciado já que vai sair. Vai para o entretenimento" "Ele [José Eduardo Moniz] deve ser muito bom porque os espanhóis querem fazer a transição com tranquilidade. Se o hostilizarem, perdem uma boa operação em Portugal. O que não sabe é que já estão a pedir a cabeça dele."

Paulo Penedos "Vai haver alterações imprevisíveis na comunicação social. A TVI vai deixar de ser controlada por Moniz e Manuela" "A confirmar-se a operação da TVI, terá algum fôlego na reorganização da comunicação social, da qual lhe dá apenas um lamiré." "As transações do grupo Impresa nas últimas horas. Está tudo ligado."

José Sócrates para Rui Pedro Soares
"Tem de ser a PT, especificamente, a fazer a operação."

Paulo Penedos (para o pai José Penedos, presidente da REN)
"Trata-se de uma cortina de fumo para dar a ideia de que há mais interessados e que se trata de algo com mero interesse empresarial, para justificar a operação." Rui Pedro Soares para Paulo Penedos "Se o Moniz é corrido sem nós entrarmos, é melhor para a PT, mas é pior para o chefe máximo [José Sócrates]" "Disse ao Sócrates que tem a noção que andamos nisto há dez meses"

Paulo Penedos
"O Sócrates perguntou-me se não era melhor correr com o Moniz antes de a PT entrar." "Custe o que custar em termos de dinheiro, por muito que um gajo possa pensar que o crime compensa ou vamos beneficiar o gajo, o Moniz devia sair confortavelmente para estar calado."  

Independentemente da questão penal, estas conversas, a serem verdadeiras, são a demonstração de que o primeiro-ministro mentiu com quantos dentes tem na boca. Num país normal, o visado demitir-se-ia de imediato e se o não fizesse o Presidente da República não teria alternativa que não fosse proceder à respectiva substituição. Aguardemos.



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 15.38h

Desmitificar o Presidente da República Portuguesa

Categoria - Política

Lendo a imprensa e a blogosfera, ressaltam vários mitos acerca do Presidente da República em Portugal. O primeiro mito é o de que o PR não é um cargo político mas um lugar de uma natureza meramente simbólica, uma espécie de reizinho de segunda categoria que deve exercer um "magistério de influência". Este "magistério de influência" é o termo chave do jargão mitificador e que quer dizer qualquer coisa como "o Presidente da República pode influenciar o rumo político do país mas não pode muito, pode mas não pode, pode mas não deve, deve mas não pode ou ainda não deve mas pode ou pode e deve mais ou menos desde que seja discreto assim-assim".

Ou seja, o "magistério de influência" é a categoria central do direito constitucional imaginário dos mitificadores de presidentes e que lhes legitima qualquer crítica a qualquer Presidente da República. Tanto os Presidentes muito actuantes, como aqueles que nada dizem, nada decidem e nada exercem: todos podem ser admoestados por desrespeito ao princípio do "magistério de influência".

Ora é preciso afirmar o oposto: o Presidente da República é um cargo tão ou mais político como o de deputado ou de ministro; nada há na Constituição da República Portuguesa (actual) que sugira o contrário; o PR pode e deve actuar politicamente e a sua actuação não tem de ser ideologicamente neutra ou politicamente imparcial, até porque tais neutralidade e imparcialidade só existem na cabeça de quem infundadamente pretende condicionar o desempenho da presidência.

Também a CRP não impõe ou tão-pouco indica que o PR deva estar "acima dos partidos": de facto, nada impede que um PR tenha partido e que se apresente posicionado, por exemplo, no espectro esquerda-direita. Sendo um cargo político, é até desejável que exista essa auto-identificação. Se os PRs tomam essa atitude de "superioridade política" não é porque a CRP o exija mas porque é estrategicamente aconselhável tendo em conta o método de escrutínio da eleição presidencial. Este método exige 50% dos votos para que um candidato seja eleito sem ir a uma segunda volta. Ora tal exigência percentual sugere que um candidato se esforce o mais possível por ser  "de todos os portugueses", isto é, que tenha o apoio (formal ou informal, não interessa) do maior número de partidos e que desempenhe o malabarismo ideológico de ser de esquerda e de direita ao mesmo tempo - é isto, aliás, que Mário Soares, Cavaco Silva, Manuel Alegre, PS e PSD fazem e sempre fizeram.

Um outro mito é o do "regime semi-presidencialista": existe a tese de que os PRs têm de respeitar o "semi-presidencialismo" do regime. Os defensores desta tese criticam os PRs quando estes têm uma actuação política, lembrando-lhes que o regime é só semi-presidencial. É o mito de que, em Portugal, o chefe-de-estado é só meio-chefe. Na verdade, o nosso regime é "semi-presidencial, semi-parlamentar com pendor parlamentar" mas as taxonomias são o que menos importa. O importante é que dentro da normalidade constitucional, as proporções de poder entre parlamento e chefe-de-Estado são variáveis, dependendo da fragmentação política do parlamento. Quando esta é maior, o PR não só está legitimado a ser mais interventivo politicamente como deve sê-lo. E esta maior intervenção é completamente normal no desenho das instituições políticas do país.
 
O Presidente da República portuguesa não é um monarca simbólico nem um meio-chefe: é um orgão político e é políticamente que pode e deve actuar. E, evidentemente, no domínio do político não cabem falsos princípios de neutralidade e imparcialidade.



Ricardo Vicente

5 FEVEREIRO 2010 - 10.48h

Melhor Seria que se Demitisse

Categoria - Política

Teixeira dos Santos é, acaso, algum génio financeiro? Tecnicamente, é ou não verdade que lhe cabe uma grande parte da responsabilidade pelo actual descalabro económico e financeiro do país? Por exemplo, num ano de grave crise económica e financeira, com o agravamento exorbitante do défice e do stock da dívida, aprovou um aumento nominal dos salários da função pública de 2,9% e isto enquanto se verificava deflação! Mas claro, era ano de eleições... Ideologicamente: qual é o especial mérito ideológico de Teixeira dos Santos? E ainda: em que medida é que Teixeira dos Santos tem contribuído para evitar a captura do Orçamento do Estado por parte dos lóbis e, em especial, por parte da construção civil? Os milhares de milhões que serão gastos em têgêvês inúteis, aeroporto e pontes desnecessárias são também da sua responsabilidade.

Os políticos não são insubstituíveis. Sobretudo quando são tão medíocres técnica, ideológica e politicamente. Entregar o Orçamento de Estado à última da hora, ao último minuto?? Isso é próprio de estudantes universitários medíocres, não é próprio de estadistas com tão importantes responsabilidades e assessorados por equipas tão numerosas e tão caras.

E ainda o ridículo: vir à televisão sossegar o povo garantindo que não se vai demitir até 2013. Mas ele verdadeiramente julga-se assim tão necessário??

Oh Sr. Dr. Ministro, por favor!: reduza lá de uma vez por todas a factura da administração pública, cancele os milhares de milhões em obras inúteis, faça lá o favor de apresentar ao país o Orçamento de Estado a tempo e horas, com rigor e um mínimo de realismo. E não queira contribuir ainda mais para o clima de dramatização pessoal tão ao gosto (mau gosto) dos governantes socialistas. Um qualquer ministro das finanças de um país em crise já está necessariamente no centro das atenções: não é preciso ainda por cima vir fazer mais dramatizações escusadas e ridículas.



Ricardo Vicente

5 FEVEREIRO 2010 - 02.01h

O mundo ao contrário

Categoria - Política

É, no mínimo, curioso que alguém que, como o Daniel Oliveira, se afirma de esquerda, esteja mais preocupado com o défice do que com a liberdade de expressão e de informação.



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 01.40h

Sobre a demissão de Teixeira dos Santos

Categoria - Política

Parece-me evidente que o mesmo ministro que se manteve no cargo, como se nada fosse, depois de admitir que se tinha enganado nas previsões do défice - nada de muito relevante, foram só alguns mil milhões de euros - não pode agora bater a porta com a desculpa dos 50 milhões de euros para a Madeira. 



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 01.35h

(In)decente

Categoria - Política

O estado em que o país se encontra desmente todas as projecções feitas por este governo e deita por terra as fábulas relatadas pelos socialistas na campanha eleitoral. Num país decente, o principal responsável pela crise em que o país mergulhou, ao arrepio de todas as promessas e antevisões, não pensaria 2 vezes antes de se demitir. 



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 01.32h

Desculpai-me

Categoria - Política

Mas o apoio ao actual governo, mais do que falta de patriotismo, revela uma enorme estupidez. 



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 01.26h

Crise, qual crise?

Categoria - Política

5 FEVEREIRO 2010 - 01.24h

A ver se percebi

Categoria - Política

Em traços gerais, o ministro Teixeira dos Santos justificou o futuro incumprimento da lei, caso venha a ser aprovada na AR, com o argumento de que iria prejudicar o seu orçamento. Quer isto dizer que posso invocar o excessivo défice no meu orçamento para evitar cumprir o que estabelece os Códigos do IRS e do IVA?



Rui Castro

5 FEVEREIRO 2010 - 01.22h

Expliquem-me como se eu fosse muito burro

Categoria - Política

É impressão minha ou o ministro das finanças disse hoje que não iria cumprir uma lei aprovada pelo parlamento?



Rui Castro

2 FEVEREIRO 2010 - 17.22h

Os Dois Tipos de Primeiro Ministro

Categoria - Política

Há dois tipos de Primeiro Ministro: os que não lêem jornais nem vêm telejornais e os que não só lêem e vêem como querem cortá-los e silenciá-los.

Ai que saudades...



Ricardo Vicente

2 FEVEREIRO 2010 - 11.51h

Sobre "calhandrices"

Categoria - Política

Importa ouvir o Sinais de hoje, na tsf, como sempre da autoria de Fernando Alves.



Rui Castro

O caso Mário Crespo tem 2 questões distintas que importa analisar separadamente.

A primeira prende-se com a veracidade ou falsidade dos factos relatados por Mário Crespo no seu artigo. A serem verdadeiros, são lamentáveis e vêm sustentar a tese de asfixia democrática que tantos menorizaram durante a campanha eleitoral. Se, pelo contrário, não corresponderem à verdade, deve o jornalista ser responsabilizado pelos danos que tiver causado aos envolvidos.

Questão diversa é a recusa do JN na publicação do artigo de Mário Crespo. Neste ponto, independentemente da história ter efectivamente ocorrido como o jornalista conta, convém ter presente que se trata de um artigo de opinião e não de uma notícia. Tenho, assim, para mim que a recusa na sua publicação é ilegítima e mais não é que um frete ao Governo.



Rui Castro

1 FEVEREIRO 2010 - 11.04h

Ler os outros (2)

Categoria - Desporto

O Vasco, autor do texto citado no post anterior, apesar de politicamente aconselhável, devia ser interditado de falar de bola. Para isso, convém ler o Filipe. Este texto sobre a stasis benfiquista tem tudo o que interessa saber.



Rui Castro

1 FEVEREIRO 2010 - 11.00h

Ler os outros

Categoria - Política

"Só não percebo por que razão os republicanos festejam ruidosamente este concreto centenário da República. Estes cem anos merecem-no?" - Vasco Lobo Xavier     



Rui Castro

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  • Rui Castro

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