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28 ABRIL 2011 - 10.23h

Curtas sobre o programa eleitoral do PS (6)

Categoria - Política

O PS foi tão rápido a fazer o seu programa eleitoral que alguns dos dados ali referidos, como por exemplo o valor do défice, estão desactualizados. Será que vão apresentar algum programa eleitoral rectificativo?  



Rui Castro

28 ABRIL 2011 - 10.17h

Curtas sobre o programa eleitoral do PS (5)

Categoria - Política

Para o PS é fácil fazer programas eleitorais, pois sabe de antemão que não são para cumprir.  



Rui Castro

28 ABRIL 2011 - 10.09h

Curtas sobre o programa eleitoral do PS (4)

Categoria - Política

O putativo engenheiro veio vangloriar-se por ter sido o primeiro a apresentar programa eleitoral. Foi tão rápido que nem preliminares teve. Vai ser tão bom mas não foi?



Rui Castro

28 ABRIL 2011 - 10.07h

Curtas sobre o programa eleitoral do PS (3)

Categoria - Política

Depois de ouvir Sócrates, ficamos com a sensação de que, afinal, o primeiro-ministro até tem as soluções para os problemas do país. Esqueceu-se foi de as aplicar nos últimos 6 anos.



Rui Castro

28 ABRIL 2011 - 09.38h

Curtas sobre o programa eleitoral do PS (2)

Categoria - Política

Quem ouviu ontem Sócrates discursar, fica com a ideia de que temos um primeiro-ministro bipolar, que apresenta as suas propostas como se tivesse estado na oposição nos últimos 6 anos.  



Rui Castro

28 ABRIL 2011 - 09.32h

Curtas sobre o programa eleitoral do PS

Categoria - Política

Diz que o programa eleitoral que o PS apresentou ontem constitui o maior ataque à governação... do PS.



Rui Castro

28 ABRIL 2011 - 01.00h

A culpa não é da comunicação social

Categoria - Política

Antes de vos comunicar algo de espectacular sobre o assunto em epígrafe, que reputo de algum lustre para o país, deixem-me dizer o seguinte: a culpa de o PSD não descolar do PS nas intenções de voto, não é da comunicação social. É, acima de tudo o resto, da actual direcção do PSD.

A ideia de remover, como quem remove um tumor, o Eng. Sócrates da cadeira do poder é, digamos, reconfortante. Mas a vida conserva resistências. Em política, não basta coadjuvar a propulsão com o combustível do descontentamento. Mesmo que não sejamos donos de um cérebro que nos habilite a compor odes ou a resolver problemas matemáticos, facilmente detectamos a seguinte evidência: a performance política do PSD, no que toca ao poder de «mobilização» (palavra feia, eu sei), tem sido miserável. Não de um tipo de miséria meneziana ou santanista, vazia de conteúdo, mas de uma miséria saturada de inconsistência programática e ausência de gravitas.

Mês após mês, o PSD tem picado alegremente, uma a uma, as check boxes da checklist “O que fazer caso se pretenda perder eleições contra um primeiro-ministro que está no poder há seis anos e deixou o país de calças na mão”. No mínimo, primoroso. No máximo, trágico.

Aflige a complacência com que o PSD tem tratado o governo, confundindo guerrilha politiqueira (campo onde o PS é campeão e o Dr. Miguel Relvas um menino de coro), com objectividade e frontalidade. Aflige a forma amadora e preguiçosa como tem tentado desmontar o argumentário socialista (na essência mais que paupérrimo), dando a imagem de não ter ideias concretas, sólidas e amplamente pensadas (repare-se, por oposição, na dinâmica discreta e eficaz do CDS). Aflige a forma imprudente como cauciona pseudo-think tanks (o Movimento Mais Sociedade é um bom exemplo) e deixa à solta gente certamente honesta mas politicamente inepta (como Leite de Campos), que lançam para o ar autênticas bombas programáticas para consumo de uma opinião pública já em estado de pré-colapso nervoso e não propriamente habilitada a decompor a mensagem na sua intrinseca e inelutável bondade. Aflige a forma como Pedro Passos Coelho não congrega personalidades políticas de peso (não me refiro a barões e baronetes, mas a gente com créditos firmados na sociedade portuguesa) e insiste em fazer-se acompanhar por figuras menores, que só o prejudicam. Aflige a apetência para os tirinhos de pólvora no pé e para tiros de bazuca (Fernando Nobre) no corpo inteiro.

Dito isto, convém dissertar sobre um fenómeno que, não sendo inédito na democracia portuguesa, atinge por estes dias máximos históricos: o governo demissionário está literalmente a ser levado ao colo pela comunicação social.

A comunicação social portuguesa (perdoem-me a generalização), apoiada na máquina de propaganda em que se transformou a Lusa (aqui sem pedido de perdão), anda a praticar há muitos meses, e sem pudor ou vergonha, um indolente 
churnalism.

As recentes notícias sobre a «execução orçamental» foram disso um bom exemplo. Tudo é engolido sem que se questionem os números, as fontes e os critérios. Há uma semana atrás, o Público, como que respondendo a 
esta notícia do Jornal de Negócios (não fosse o senhor primeiro-ministro fica aborrecido), publicava o seguinte:

 

«O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, classificou hoje os números da execução orçamental como positivos e rejeitou a ideia de que a redução do défice esteja a ser feita à custa de adiamento de despesas e de serviços em ruptura, como avançou hoje o Jornal de Negócios. Emanuel dos Santos garantiu aos jornalistas que, “se há serviços que reclamam essa situação, é porque não tomaram as medidas adequadas para cortar as despesas”. “Não podemos pedir cortes na despesa e deixar tudo na mesma”, afirmou, garantindo que há dinheiro para satisfazer todos os compromissos do Estado, incluindo os salários dos militares do Exército.»

 

Diário de Notícias, também a semana passada, publicava esta:

«O Gabinete do primeiro-ministro nega que o Governo esteja de costas voltadas para Teixeira dos Santos. (…) Contrariando o que diz hoje o jornal "Expresso", o gabinete de Sócrates adiantou que o primeiro ministro e o ministro das Finanças "nos últimos quatro dias reuniram-se quatro vezes". Isto no âmbito das negociações com Troika que, recorde-se, mesmo com tolerância de ponte nesta quadra festiva tem mantido um ritmo de trabalho diário e sem paragens.»

 

O défice de 2010 foi revisto em alta, passando para 9,1%. O governo «garante» que se trata de uma mera alteração metodológica.

 

Em Portugal, o jornalismo resume-se, em boa parte, a isto. O secretário de Estado «garantiu» aos jornalistas; o Gabinete do primeiro-ministro «nega»; o primeiro-ministro «assegura». Eles mandam dizer, o jornalista engole e publica. Ponto. Publish ou perish?

 

Ontem, na TVI, para além do pavão que, lá fora, gritava sempre que o primeiro-ministro atingia níveis inauditos de demagogia, a pavoa-jornalista que entrevistava o pavão-político fez questão, por defeito profissional (muitos anos na RTP é o que dá), de estender uma passadeira vermelha ao candidato do PS. A forma como Judite de Sousa emudeceu nas questões chave e tentou, de forma pueril e inconsistente, dar ares de entrevistadora-rija nas questões da politiquice, prova bem a que ponto o nosso jornalismo baixou os braços e se rendeu à lenga-lenga da politiquice: «eu sou incomensuravelmente bom; eu fiz o meu melhor; a oposição é um nojo; se culpas houver, há que reparti-las por toda a gente, cá e lá fora.»

Duas ou três explicações podem ser adiantadas para o que se está a passar.

 

A primeira, digamos, «histórica», é a de que o jornalismo em Portugal foi, desde sempre, fraco no seu papel de escrutinador, ainda que pontuado por jornalistas (poucos) de boa cepa. Ou seja: o lastro é longo e indelével. Dou um exemplo. Há anos, ou décadas, que a esquerda dita «progressista» proclama o seu amor pelo «modelo nórdico». O «Estado Social» nórdico é o nirvana dos socialistas «modernos». A «excelência» dos serviços de saúde e do sistema de educação «nórdicos», são o sonho húmido da esquerda bem pensante, na mesma medida em que a ideia de introduzir um sistema de «plafonamento» na Segurança Social para as pensões mais elevadas, é um pesadelo com direito a danos cerebrais. E, em boa verdade, a ideia do «fantástico modelo nórdico» foi mais ou menos assimilada na generalidade da população que, digamos, ainda lê jornais. Pergunta-se: alguém na comunicação social portuguesa está interessado em perceber, inloco, o que é e como funciona o «modelo nórdico»? Algum jornalista se lembrou de estudar o «modelo nórdico»? Em Portugal há um manto de desinformação consentida em relação à realidade, e de ignorância deliberada em relação ao exterior, que promove, há décadas, um embrutecimento atávico das mentalidades e uma cristalização rançosa das consciências (daí, também, a nostalgia bacoca em torno do desgraçado do Zeca e dos «amanhãs que cantam»). Em muito boa medida, a classe jornalística portuguesa é simultaneamente agente e produto deste situacionismo.

 

A segunda, mais, digamos, «corporativa», é a de que a generalidade das redacções é afectada por um pendor ideológico, que as impede, por preguiça e complacência, de fazer o trabalhinho de casa quando o que está em causa é o modus operandi de entidades representativas de determinado quadrante político. Repare-se na diferença entre a histeria em torno da escolha de Fernando Nobre (apesar de se tratar de uma escolha caricata, não merecia o chinfrim) e a indulgente indiferença com que trataram a escolha de Ricardo Rodrigues.

 

A terceira, mais, digamos, «conspirativa», é a de que a máquina tentacular do Partido Socialista, liderada por um Secretário Geral especialista na propaganda e no manuseio hábil de instrumentos subtis de intimidação, é extremamente eficaz na forma como satura o éter de arrumadas explicaçõezinhas, pujantes simplismos encantatórios («eu fiz o meu melhor», «eu lutei até ao fim», «o PS defendeu o interesse nacional», «o PS é a favor do Estado Social», etc.) e malabarismos matemáticos (e metodológicos...), sem que alguém ouse questionar o porquê e mande aferir da fidedignidade.

 

Deixado literalmente «à solta» por uma comunicação social viciada em óxido nitroso, este governo - o primeiro-ministro, os ministros Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva e Jorge Lacão e, last but not least, o Dr. Francisco Assis, elevado de forma insondável à categoria de grande intelectual e príncipe da política – transfigurou-se numa vertiginosa máquina de spin e de contra-informação, gerindo e controlando, minuto a minuto, o espaço informativo.

 

Sim, é verdade: isto não explica o posicionamento do PSD nas sondagens. Mas convém perceber o que se está a passar. Para memória futura.



Carlos do Carmo Carapinha

Em pouco mais de um mês, José Sócrates mudou a sua posição de uma indisponibilidade para governar com o FMI para uma disponibilidade para governar com o FMI e o PSD. E como não foi feita essa ressalva, não podemos deixar de admitir a hipótese de José Sócrates ter manifestado inclusivamente a sua disponibilidade para integrar um governo com Passos Coelho primeiro-ministro. Eu pagaria para ver esse cenário, mas infelizmente para o panorama humorístico nacional esta é mais uma afirmação de José Sócrates que não pode ser levada a sério (tal como não era para ser levada a sério a sua indisponibilidade para governar com o FMI). Agora só falta ouvirmos José Sócrates manifestar a sua disponibilidade para integrar um governo sem José Sócrates.



Lourenço Ataíde Cordeiro

23 ABRIL 2011 - 00.56h

Yeah, right

Categoria - Política

O “Manifesto 74/74”, que a Marta Rebelo fez o favor de publicar aqui ao lado, é muito vibrante. Sobretudo na estridente e, a espaços, comovente profusão de lugares comuns, ideias redondas e expressões estafadas que, em bom rigor, parecem não jogar bem com a frescura encefálica dos jovens (adultos) que o produziram. O manifesto está grávido de alertas contra o tenebroso «apetite privado», a transformação do país num «protectorado do FMI», o regresso aos «vínculos laborais típicos do século XIX”. E por aí fora. Em suma: uma putativa «ofensiva anti-Abril» está em curso e um grupo de «cidadãos e cidadãs» (PC forever), nascidos depois do 25 de Abril de 1974, «report for duty». A sério? Não, a brincar. A utilidade do manifesto é directamente proporcional à quantidade de ideias políticas alternativas apresentadas: zero. É a canga do costume, decorada com o lastro lexical da praxe (só faltou mesmo uma referência ao «patronato»), num estilo presunçoso tão típico de uma esquerda chique urbana que faz sempre o favor de se insinuar na praça pública com base no pressuposto de que a verdadeira, a genuína, a desprendida, a magnificente e generosa defesa das «pessoas», lhe pertence por decreto do Altíssimo. Dizem querer lutar contra «uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança», sem por uma vez empregarem o vocábulo «dever». Sem por uma vez se atreveram a dizer, mesmo que genericamente, o que fariam para socorrer o país (se é que pensam que o país precisa de socorro). Virar as costas ao FMI? Sair do Euro? Ninguém faz a mais pálida ideia. No fundo, estivemos na presença de um exercício de retórica política, repleto de poesia: «se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!».

Meus caros: leiam mesmo o Tony Judt. Chapter Two, The World We Have Lost. Naquele livrinho em que «o mal fere a terrinha».



Carlos do Carmo Carapinha

Às vezes, é apenas rasca. Exemplo: o Dr. Alfredo Barroso, envergando o habitual olhar de lanceta, cortante e agudo, com que fareja as manhas secretas dos outros, afirmou há minutos, na SICN, que a direita não tem respeito pelo descanso dos trabalhadores e que, se o pudesse fazer, acabaria com as férias. Isto não merece, obviamente, qualquer comentário. É demasiado rasteiro. Mas convinha lembrar ao Dr. Alfredo Barroso o que esteve em causa, ontem: uma «tolerância de ponto». Não foi um feriado ou um dia de férias. Numa altura, repare-se, em que Portugal está à beira da bancarrota por, entre outras causas, apresentar há anos dos piores índices de produtividade da zona euro. Arrisquemos uma alegoria que talvez penetre o erudito cérebro do Dr. Alfredo Barroso. Um estudante, a dois dias de um exame de inglês técnico, e após sucessivos chumbos, telefona aflitíssimo a um explicador da disciplina. O explicador, perante o desassossego e a angústia do estudante, diz-lhe “ok, eu desmarco os compromissos de amanhã para o receber”. Perante isto, o estudante responde “sou capaz de só aparecer à tarde porque hoje à noite é aquela noite do mês em que vou para os copos com os amigos”.

 
 

 



Carlos do Carmo Carapinha

21 ABRIL 2011 - 17.59h

Tudo na mesma

Categoria - Política

Enquanto escutava o Dr. Boaventura Sousa Santos, na SIC-N, a perorar sobre a «dívida» (o Dr. Boaventura Sousa Santos exige não uma auditoria às contas do Estado, mas uma auditoria à «dívida» porque está firmemente convicto de que uma parte da dívida é especulativa e não deve, por isso, ser paga), enquanto escutava, dizia, o Dr. Sousa Santos, lembrei-me de ter escrito algo sobre tão ilustre figura há coisa de três anos. Pesquisei, encontrei e pensei: «olha que coisa tão actual». Aqui vai um excerto, directamente do baú:

(...) Como produto «académico», Boaventura Sousa Santos é um perfeito anorm…, perdão, híbrido. É, essencialmente, um blend de duas culturas ou tradições um tanto ou quanto antagónicas: por um lado, a velha tradição escolástica portuguesa, enfatuada e afectada, embora pingarelha, avarenta e avessa a influências externas; por outro, a nouvelle vague académica neo-marxista, aglutinadora de experiências e manifestos transnacionais, expoente máximo na reformulação da velha fábula marxista (a dos «capitalistas» mais a «burguesia» a oprimir o bom do povo). Tudo sob a égide das «novas ordens» e respectivos «paradigmas». Para disfarçar e conferir à coisa um ar minimamente respeitável, certos corredores «académicos» deram à luz um sem número de doutrinas seríssimas (leia-se «abstrusas»), empenhadas em contrariar ou baralhar o princípio metafísico de Leibniz, segundo o qual uma coisa complicada tem que ser composta de partes simples. Portugal, como não podia deixar de ser, não foi imune à onda estruturalista, pós-estruturalista, desconstrucionista, pós-modernista, etc. As coisas mais simples tinham que parecer complicadas e as complicadas tinham que se embrulhar em papel pardo. A juntar à empresa, ensaiaram-se certos truques de retórica que, não raras vezes, falharam redonda e hilariantemente, fazendo jus à velha expressão “gato escondido, rabo de fora”. À tentativa de expurgar do discurso «académico» certas expressões ou chavões outrora catequizadas e de má memória, temos assistido à desastrosa libertação do velho bafio lexical: as «massas», o «proletariado», a «burguesia», os «explorados» e «vencidos», os «capitalistas», etc. Em Boaventura Sousa Santos, é longo e viscoso o lastro. O seu discurso é toda uma galeria de estereótipos enraizados em «estruturas» que se equilibram em «triângulos», que por sua vez obedecem a «vértices» por onde se movimentam três ou quatro actores colectivos, «homogéneos» e sem rosto: as elites (intelectuais e materiais), o povo (inocente e bom por definição) e, está claro, uns bravos e iluminados sociólogos que andam a topar a marosca vai para décadas, quiçá séculos. E a urdidura explica-se assim: as ignaras elites andam a lixar o bom do povo desde que o homem é homem, apoiadas, há mais de um século, num sistema cruel e brutal que tem servido de catalizador para as «desigualdades sociais». Repare-se que, para Boaventura Sousa Santos, as «elites» são de outro planeta e vivem em universos estanques. Foram aqui colocadas sob o alto patrocínio da American Express com o intuito de enganar o povo, o qual, se pudesse, há muito tinha tomado conta disto, para gáudio da «humanidade» (embora, é bom lembrar, a esperança seja a última a morrer) (...).

 



Carlos do Carmo Carapinha

21 ABRIL 2011 - 17.37h

Não perceber o óbvio

Categoria - Política

A placenta do Eng. Sócrates (que ofensivo que sou), afirma que as críticas de Pedro Passos Coelho à tolerância de ponto são «oportunismo político» em tempo de campanha. Porquê? Por ser «tradicional, fosse qual fosse a cor política do Governo, inclusivamente em executivos liderados pelo PSD e em anos de recessão».

Chegámos a este ponto. É este o grau da política portuguesa, representada ao mais baixo nível por… senhores ministros.

É com estes políticos que temos que conviver? É. E não há nada que possamos fazer? Digam-me vocês, no dia 5 de Junho.



Carlos do Carmo Carapinha

21 ABRIL 2011 - 17.33h

Vai por aí

Categoria - Política

Vai por aí um grande gozo com a escolha do «Telmo do Big Borther» para as listas do PS. Este é o tipo de gozo – arrogante e emproado – que se dispensava nesta altura do campeonato. Não só pelo emproamento e pela arrogância, mas pela pertinência e oportunidade. É tempo de perceber que a brincadeira da politiquice acabou. Sim, já nos rimos muito. Recomenda-se, agora, um pouco de seriedade e sobriedade. Deixemos que os «outros» chafurdem na lama sozinhos.



Carlos do Carmo Carapinha

21 ABRIL 2011 - 16.09h

Traduttore, Traditore

Categoria - Política

O «nosso» Rui  Estevão Alexandre:

Organizado pela Fundação Respublica, decorreu ontem (terça-feira) em Lisboa uma reflexão crítica, protagonizada por Daniel Oliveira e João Pinto e Castro, acerca da última obra de Tony Judt, cujo título no original [Ill Fares The Land] (trduzido literalmente) nos diz que O mal (no sentido de doença) fere a Terra.



Carlos do Carmo Carapinha

20 ABRIL 2011 - 18.43h

Juro que não

Categoria - Política

Devido a problemas informáticos não consegui confirmar, mas tanto quanto eu estava sóbrio quando escrevi o último post no blogue de direita da revista Sábado, juro que não me lembro de acusar ninguém, e ainda menos de acusar o Bruno Sena Martins de propalar visões catastrofistas sobre os efeitos das políticas do FMI na economia, instituição que se alojou por cá salvo erro por não termos dinheiro e precisarmos assim de ajuda -- e foi precisamente sobre isto que eu interroguei o dr. Boaventura Sousa Santos e, por arrasto, o Bruno Sena Martins; não os interroguei sobre as consequências das políticas que o FMI nos vem impôr, mas sim se eles tinham pensado nas consequências que derivavam das soluções alternativas que eles mesmo propunham; e, se tinham pensado nisso, quais seriam. Até hoje.

Também quanto à receita Fundo-de-Estabilidade-Europeu+FMI, para ser sincero, não me lembro de ler alguém defendê-la como fabulosa; lembro-me sim de ler algumas pessoas -- isto é, toda a gente à direita do Bloco de Esquerda e Partido Comunista -- dizer que não havendo outra opção dentro da estrutura que Portugal habita (UE, União Monetária, etc) -- a outra opção, dentro da estrutura,  era a bancarrota, salários em atraso, etc -- é a hipótese que nos resta, centrando-se a discussão no "de quem foi a culpa?", no "já devia ter vindo mais cedo ou era possível adiar mais um pouco?" e no "quando é que a União Europeia ganha juízo?". Por isso é que, lendo inovadoras e excêntricas soluções, quis averiguar da sua razoabilidade, bom senso e alcance. Até hoje.  
 



PM Ramires

20 ABRIL 2011 - 16.38h

Mercado de Primavera

Categoria - Política

As mais recentes contratações do Cachimbo são, efectivamente, 2 grandes contratações. Gosto muito de ler o Pedro Lomba e o Duarte Schmidt Lino. 



Rui Castro

19 ABRIL 2011 - 09.54h

Troika

Categoria - Política

A recusa do BE e PCP em reunir com o FMI demonstra que os partidos à esquerda do PS não pretendem fazer parte da solução, antes preferindo manter-se fora do sistema. Eles, mais do que ninguém, têm a exacta noção da inexequibilidade daquilo que propõem. 



Rui Castro

18 ABRIL 2011 - 15.09h

Ler os outros

Categoria - Política

Do Editorial do jornal "i", por Ana Sá Lopes:


"(...) Enquanto não perder estrondosamente as eleições (o que está longe de ser um dado líquido em Junho), José Sócrates continuará a fazer o que bem lhe apetecer, dirigindo o PS apenas a partir da sua cabeça, por vezes dissonante da realidade. No dia em que for humilhado, é evidente que não lhe restarão quaisquer amigos. E a maior parte dos auto-amordaçados de hoje virão a terreiro afirmar que já diziam tudo isto há muito tempo. Será mentira: dizer diziam. Mas diziam muito baixinho."



Rui Castro

18 ABRIL 2011 - 15.02h

Recordar é viver

Categoria - Outras



Vídeo gravado com a Marta Rebelo, quando a Marta veio substituir o (saudoso) Luís Rainha na coordenação do Blogue de Esquerda



Rui Castro

14 ABRIL 2011 - 10.07h

O problema não é José Sócrates

Categoria - Política

Fazer desta campanha um ataque ad hominem a Sócrates é um erro que só nos distrairá do essencial: os últimos 15 anos de governação socialista conduziram o país ao estado de bancarrota eminente que se verifica hoje. A crise internacional só veio ajudar a destapar os buracos, não os criou. Primeiro com Guterres (um homem inteligente e bom) e depois com Sócrates (um homem inteligente e mau), aquilo que minou o terreno foi a ideologia socialista aplicada a um país pobre, foi a ideologia do Estado protector e que a todos acude. Sendo um país pequeno e economicamente sub-desenvolvido quando comparado com os países vizinhos, Portugal cometeu o erro de absorver todos os vícios e nenhuma das virtudes dessa vizinhança: temos um Estado social enorme, uma justiça manca e um ambiente de investimento pouco atractivo. Somos um país com uma economia letárgica e uma população demasiado dependente do sector público onde o investidor privado ganhou uma conotação negativa. A única hipótese de Portugal conseguir ultrapassar a recessão que as medidas do FMI criarão passa por alterar radicalmente este estado de coisas. E isso não será possível com o PS no poder. O PS precisa de estar 15 anos fora do poder. O problema não é José Sócrates, o problema é o PS.



Lourenço Ataíde Cordeiro

11 ABRIL 2011 - 14.33h

Fernando Nobre

Categoria - Política

Mesmo que eleitoralmente a escolha de Fernando Nobre para cabeça de lista do PSD por Lisboa venha a revelar-se uma boa escolha - e, contrariamente ao que se tem histericamente dito por aí, nada indica o contrário -, a escolha de Fernando Nobre para candidato à presidência da Assembleia da República é uma tragédia política. Escolher como candidato à presidência da Assembleia da República uma pessoa que nunca foi eleita para o parlamento é uma decisão que não faz sentido algum e que desrespeita a câmara; escolher para candidato a segunda figura do Estado uma pessoa com o passado de Fernando Nobre - que, até há, o quê?, dois dias?, declarava o seu desprezo pelos «partidos» - é uma decisão que desrespeita o passado de um grande partido como o PSD. Se a tentativa foi a de trazer a «sociedade civil» para a política então alguém deveria ter explicado à equipa de Passos Coelho que nessas circunstâncias é bom que haja o mínimo de identificação entre a «sociedade civil» e o partido que a quer seduzir. Não é preciso muito esforço para perceber que aquilo que o PSD representa nada tem a ver com aquilo que Fernando Nobre representa, admitindo com esforço que «Fernando Nobre» representa alguma coisa de substancial. Repito, se este se tratasse apenas de um convite para integrar as listas de deputados, nada contra (nem a favor), mas tratando-se de um convite para uma provável eleição para presidente da Assembleia da República não pode deixar de ser interpretado como um péssimo sinal daquilo que será o governo de Passos Coelho. Não sei o que vos diga.



Lourenço Ataíde Cordeiro

11 ABRIL 2011 - 11.52h

Como defender o PS

Categoria - Política

8 ABRIL 2011 - 19.42h

O dr. Boaventura Sousa Santos

Categoria - Política

Aqui o nosso colega Bruno Sena Martins decidiu citar no Arrastão um artigo do estimado dr. Boaventura de Sousa Santos. Tendo a rejeitar por reflexo, a meio do primeiro parágrafo, artigos que reproduzam expressões como “o que pode levar, por exemplo, a que o preço dos transportes ou do pão suba de um dia para o outro para o triplo” a meio do primeiro parágrafo, pois “o que pode levar, por exemplo, a que o preço dos transportes ou do pão suba de um dia para o outro para o triplo” quer dizer que, se pode levar a que, também pode muito bem não levar a que, mas decidi, há três semanas e devido a uns vales fnac, ser intelectualmente honesto, pelo menos quando não estiver muito cansado. Vou então ser honesto, vou procurar, sempre que intervir, ser intelectualmente honesto, o que implica, desta vez e como me ensinaram, pegar naquilo que o dr. Boaventura de Sousa Santos escreveu e colocá-lo na melhor posição possível, pois ser intelectualmente desonesto, o que dá muito menos trabalho e portanto às vezes torna-se adequado recorrer a esse expediente porque ando muito cansado, é colocar as ideias do dr. Boaventura de Sousa Santos numa posição em que me dá mesmo jeito pontapeá-las, utilizar demagogias estúpidas como “o que pode levar, por exemplo, a que o preço dos transportes ou do pão suba de um dia para o outro para o triplo” e dinamitar uma exposição cujo argumento liberto destas tretas até poderia ser razoável.
Vamos todos admitir então que tudo o que está no artigo é possível, provável e corre bem, e que, por exemplo, conseguíamos “resolver as necessidades financeiras de curto prazo contraindo empréstimos, sem as condicionalidades do FMI, junto de países dispostos a acreditar na capacidade de recuperação do país, tais como a China, o Brasil e Angola”. Partindo deste pressuposto, ficam aqui duas perguntas que, na impossibilidade de serem respondidas pelo dr. Boaventura de Sousa Santos, gostava que fossem respondidas pelo nosso caro Bruno Sena Martins.

i. Vocês acreditam mesmo que a China, o Brasil e Angola, estariam dispostos a estabelecer um entendimento qualquer connosco para resolver o nosso problema financeiro de curto prazo, sem condicionalidades nenhumas?

ii. Se, por acaso, pensaram nisso, e esquecendo aquela conversa de não assinar entendimentos com ditaduras, que condicionalidades pensaram, por exemplo, que a China nos iria impor?
 

Eu, por exemplo, estou a pensar numas condicionalidades que não envergonhariam as condicionalidades do FMI, mas vou aguardar pela resposta.



PM Ramires

7 ABRIL 2011 - 17.01h

De como a incompetência nos fez perder tempo

Categoria - Política

No Diário de Notícias:

"Há muito tempo que Portugal devia ter negociado um programa de correcção dos seus graves desequilíbrios financeiros e o relançamento da economia", declarou o economista, à margem do 4º Congresso das Indústrias de Madeira, Mobiliário e Afins.

O antigo ministro da Economia considerou que seria melhor se a ajuda "tivesse sido negociada mais cedo e com mais tempo" e responsabilizou o governo e a oposição pela situação que foi criada, após "muitos anos de endividamento generalizado da economia".

Augusto Mateus rejeitou que o pedido de ajuda tivesse sido feito por pressão da banca, frisando que "cada grupo defendeu os seus intereses particulares e foi mudando de posição em função do nível do depósito". Para o economista, "compete aos responsáveis políticos saberem o que têm de fazer e quando".


O sociólogo António Barreto afirmou hoje que o pedido de ajuda externa era "inevitável" no actual contexto.

Em declarações à agência Lusa, António Barreto considerou que o pedido de assistência financeira feito pelo Governo português à Comissão Europeia era já uma inevitabilidade. "Neste momento sim, era inevitável. Se há três anos atrás tivéssemos tido juízo não teria sido necessário, mas agora não havia alternativa", afirmou o sociólogo à margem da entrega de um prémio de mérito científico na Universidade Nova, em Lisboa.

António Barreto salientou que "desde há ano e meio que se sabe" da necessidade de ajuda externa, mas por "casmurrice e teimosia, por atirar o lixo para debaixo do tapete e empurrar a gaveta com a barriga, tudo se fez para adiar".

O pedido de ajuda pecou por tardio, motivado por uma "trica política, em que todos se queriam culpar uns aos outros, feita em nome da má competição, mesquinha", acrescentou. "Se tivéssemos pedido ajuda há um ano e meio estaríamos muito melhor. Não estaríamos ricos, mas mais em paz", defendeu, considerando que no momento em que chega este auxílio encontra "uma população quem nem sabe o estado em que estão as finanças do país".



Carlos do Carmo Carapinha

7 ABRIL 2011 - 09.49h

Riqueza, emprego, e crescimento

Categoria - Política

Não nos iludamos mais: a culpa é nossa, não é «da crise», não é «dos mercados», não é dos políticos. Por isso, quem tem de mudar somos nós e esta é a última oportunidade. Precisamos de trabalhar mais, trabalhar melhor, gastar menos, poupar mais, deixar de cuspir para o chão, de acelerar no trânsito quando o carro da frente põe o pisca par vir para a nossa faixa, de roubar o Estado, de fugir aos impostos, de achar que todos os portugueses são corruptos e incompetentes e mal intencionados à excepção dos nossos amigos. Isto não vai lá com a subida de impostos e com o corte dos subsídios de cancún, perdão, de férias. O pior não foi termos vivido acima das nossas possibilidades durante 20 anos, o pior foi que passámos a tomar por garantido um determinado estilo de vida insustentável. Portanto, é criminoso não darmos ouvidos a quem, nos últimos 20 anos, contrariou essa postura e foi capaz de criar riqueza, emprego, e crescimento. Como por exemplo Alexandre Soares dos Santos.



Lourenço Ataíde Cordeiro

6 ABRIL 2011 - 18.00h

Crise, qual crise? (há menos de 1 ano)

Categoria - Política

6 ABRIL 2011 - 17.40h

Ainda está para nascer...

Categoria - Política

Notícia Financial Times:

"Portugal is holding talks with the European Union on how to meet its immediate borrowing needs as its banks press Lisbon to seek a bridging loan until a new government can negotiate a bail-out deal."

PS: parece que já não foi a tempo. A culpa, agora, foi dos bancos, que fecharam a torneira.



Carlos do Carmo Carapinha

6 ABRIL 2011 - 11.42h

Sem emenda

Categoria - Política

A par do embevecimento de que fui acometido perante o prosélito e abrantino fervor pró-socratiano do camarada Rui Estevão Alexandre, que coloca citações do Sr. Eng. sem mais delongas ou considerações (as palavras são de um absolutismo inatacável), a entrevista de segunda-feira do senhor primeiro-ministro de Portugal conduziu ao rubro a actividade dos meus  neurotransmissores nas respectivas fendas sinápticas (nada de segundas interpretações, por favor), na procura de respostas a uma série de perguntas que não me saem da cabeça há mais de quarenta e oito horas: por que carga de água andamos a entrevistar uma pessoa que está visivelmente perturbada? Que forças sobrenaturais arranjaram os senhores entrevistadores para conter o ataque de riso que a história da carochinha contada pelo primeiro-ministro de Portugal induz em qualquer mente minimamente desperta? Como foi possível termos voltado a eleger este primeiro-ministro? Qual o futuro de Portugal nas mãos desta gente? Que níveis de insanidade argumentativa pode o fantasioso mundo do senhor primeiro-ministro ainda alcançar?

Desde a minha infância que ouvia o meu pai falar na «cassete do Partido Comunista». Com o tempo, travei conhecimento com a famosa «cassete do Partido Comunista». Meu Deus, o que foi a «cassete do Partido Comunista» quando comparada com a cassete do actual primeiro-ministro de Portugal? Nada. Se a «cassete do PC» era obtusa e rígida, a cassete do senhor primeiro-ministro de Portugal é uma bomba atómica contra a inteligência. Os tempos são históricos não só por causa da crise: estamos a assistir, a cada intervenção do senhor primeiro-ministro de Portugal, ao discurso mais insidioso, manhoso e estupidificante da democracia portuguesa. A história que o senhor primeiro-ministro nos está a contar é pura fantasia. É uma lenga-lenga nuclear saturada de uma imaginação pueril com uma radioactividade anestesiante. Contada com o ar mais sério e sofrido do mundo. O senhor primeiro-ministro quer-nos levar a viver num mundo que não existe, repleto de maus e vilões e de apenas um homem bom e corajoso: ele.

A coisa pode e deve ser colocada nos seguintes termos: se Portugal não se livrar desta personagem no dia 5 de Junho, não terá emenda.



Carlos do Carmo Carapinha

«Não vale tudo. Há limites de ética e de decência na política. Como cidadão fiquei boquiaberto. Perturbado.»

Bagão Félix



Lourenço Ataíde Cordeiro

4 ABRIL 2011 - 15.17h

O Pritzker de Souto de Moura

Categoria - Política

O Rui Estevão Alexandre (ali no blogue errado) diz que o prémio Pritzker - que este ano foi entregue a Eduardo Souto de Moura - é o equivalente «aos Óscares da arquitectura», que, sendo equivocado, tem o mérito de ser uma variante da comparação mais recorrente que transforma o Pritzker no «Nobel». Mas apesar de tudo, a equiparação ao Nobel é mais acertada, já que os Óscares nem o mais prestigiado dos prémios cinematográficos são. A equiparação ao Nobel é contudo insuficiente para descrever a relevância do Pritzker. Isto porque os prémios Nobel dividem-se em duas grandes categorias: aqueles que premeiam uma descoberta ou avanço específico e o da Literatura (o Nobel da Paz é um prémio político que fica numa categoria especial), que premeia uma carreira. Uma descrição mais acertada da relevância do prémio Pritzker terá de assinalar este facto: o prémio Pritzker celebra uma carreira inteira. Atribui especial significado à coerência dessa obra e ao fazê-lo valida-a e amplia exponencialmente a sua relevância a nível internacional. Por isso não é tanto a qualidade intrínseca do conjunto de obras construídas de determinado arquitecto que está a ser posta no pódio mas sim o que ela significa e passa a significar para a história da arquitectura que se está a fazer hoje, onde o Pritzker inscreve o nome do premiado mas sobretudo a sua postura e alinhamento artístico e intelectual. O que o júri do prémio Pritzker pretende, e isso foi devidamente assinalado pelo próprio Souto de Moura em conferência de imprensa, é apontar um caminho como sendo um caminho recomendável, um caminho que contribuirá para a sobrevivência da própria arquitectura enquanto disciplina de vanguarda. Espero ter sido eficaz nesta minha tentativa de explicar que a atribuição do prémio Pritzker a Souto de Moura é muito mais relevante do que um hipotético óscar de melhor filme para um filme português.



Lourenço Ataíde Cordeiro

Vale muito a pena ler o texto de Ricardo Costa na Única desta semana que, espantosamente, não é a única coisa que vale a pena na Única desta semana: José Bento dos Santos tomou conta da coluna que vinha sendo ocupada por Guta Moura Guedes - para quem não sabe, José Bento dos Santos é um dos maiores portugueses vivos. Mas voltemos ao texto de Ricardo Costa. Para quem não sabe, Ricardo Costa é um dos maiores portugueses vivos, e o seu texto descreve, num estilo absolutamente anglo-saxónico no sentido em que é um texto absolutamente purgado de qualquer irrelevância e laivos poéticos (há muita irrelevância e laivos poéticos no jornalismo português), as tácticas usadas por José Sócrates em entrevistas, tácticas que fazem dele um profissional em terra de amadores. O texto descreve uma entrevista em particular que Ricardo Costa fez com um dos maiores portugueses vivos, José Gomes Ferreira, e o modo como, com muito esforço, conseguiram que José Sócrates perdesse o domínio da conversa. É um texto importante e útil porque se aproxima uma campanha eleitoral onde será útil e importante para o país que José Sócrates não volte a ser eleito, mesmo quando do outro lado estão pessoas politicamente mais inábeis e, por isso, mais vulneráveis a entrevistas com Ricardo Costa e José Gomes Ferreira.



Lourenço Ataíde Cordeiro

1 ABRIL 2011 - 15.27h

Um país à deriva

Categoria - Política

António Nogueira Leite, hoje, no Correio da Manhã:

Vergonha

O país político definitivamente enlouqueceu. Parece que ninguém é culpado de nada. A Dívida Pública directa que era de 100 mil milhões em 2006 passou para 150 mil milhões em 2010, isto é, aumentou 50%.

O sector público administrativo (SPA) acumulou entre 2001 e 2005 défices de 26 mil milhões de euros, mas com o actual ministro das Finanças já acumulou 41 mil milhões de euros, ou seja, mais 57%. A despesa pública do SPA, que era em 2003 de 60 mil milhões de euros, já atingiu mais de 82 mil milhões de euros, ou seja, registou um aumento de 37%. O grande aumento nas prestações sociais – de 20 para 38 mil milhões – não resulta dos aumentos dos abonos às famílias pobres e numerosas ou das pensões mínimas.

Ou seja, criámos um estado insustentável num país que não cresce e que mantém enormes níveis de desigualdade. Eu, que tenho a sorte de ter rendimentos para pagar cada vez mais impostos, pergunto para onde vai esse dinheiro. E como eu, muitos outros cidadãos que cumprem e não têm a satisfação de ver esse cumprimento resultar em mais justiça. Só no aumento do malfadado pote!

Enquanto isto, o principal responsável pelo caos tem a ousadia de dizer que anda a defender Portugal e outros apenas sonham em exaurir o que resta do nosso pote colectivo. Uma vergonha!



Carlos do Carmo Carapinha

1 ABRIL 2011 - 11.33h

Está explicado

Categoria - Política

A escolha do 1 de Abril para publicação em DR do decreto do PR a demitir o Governo não foi inocente.

Na verdade, era a única maneira de chamar "Engenheiro" a José Sócrates sem que ninguém estranhasse.



Rui Castro

1 ABRIL 2011 - 11.16h

1 de Abril

Categoria - Política

Acho arriscado o Decreto do PR a demitir o Governo ter sido publicado em Diário da República no dia das mentiras.



Rui Castro

1 ABRIL 2011 - 10.19h

Serviço Público

Categoria - Política

Decreto do Presidente da República n.º 38-A/2011 
Presidência da República 
Demite o Governo, por efeito da aceitação do pedido de demissão apresentado pelo Primeiro-Ministro, Engenheiro José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa   



Rui Castro

Autor:

  • Rui Castro

    Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

  • Maradona

    Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

  • Carlos do Carmo Carapinha

    Alentejano, hipocondríaco, filosoficamente conservador, céptico e pessimista. Só chatices

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