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30 ABRIL 2009 - 23.44h

Dinheiro "vivo"

Categoria - Política

 Críticas em surdina no Parlamento à lei para dar mais dinheiro “vivo” aos partidos

Vários pontos interessantes desta lei:

1. Os partidos representados no Parlamento não se coíbem de mudar a lei do financiamento partidário em ano eleitoral. É uma lei que beneficia os próprios e prejudica o interesse público.

2. A lei passa a permitir que os partidos possam receber mais de um milhão de euros em dinheiro vivo. Ou seja, dinheiro cuja origem pode ser totalmente ocultada. Qualquer outra instituição ou pessoa poderia ser acusada de lavagem de dinheiro ou de enriqucimento ilícito. Os partidos podem lavar dinheiro da corrupção à vontade que ninguém os vai incomodar.

3. A redução da quantidade de dinheiro vivo que os partidos podiam receber tinha sido compensada com o aumento da comparticipação pública. Agora a quantidade de dinheiro vivo que um partido pode receber aumenta, mas a comparticipação pública não diminui.



João Miranda

30 ABRIL 2009 - 20.10h

Cenários

Categoria - Política

As sondagens neste momento indicam que nas próximas legislativas:

1. Os partidos de esquerda terão maioria absoluta.
2. O PS ganhará as eleições.
3. O PS não terá maioria absoluta.
4. O PS pode formar maioria coligando-se com o Bloco de Esquerda ou com o PSD.

Neste cenário, as possibilidades de governo são:

1. Governo minoritário do PS com apoio parlamentar de outro partido.
2. Governo de coligação PS-BE
3. Governo de coligação PS-PSD (Bloco Central)

Excluo as possibilidades de:

1. Coligação PS-PP por ser demasiado vulnerável a ataques da extrema esquerda e não ser aceitável para a esquerda do PS.
2. Coligação PS-PCP, por, à esquerda, o PS parecer preferir o BE.



João Miranda

30 ABRIL 2009 - 19.19h

Os palermas e os cravos

Categoria - Política

O Luís Rainha, que há bem pouco tempo achava que o M. de la Palisse era mesmo dado a tautologias, resolveu desta feita explicar-me que não percebe o que eu escrevo. Nada de novo, pensei eu. Não valia a pena ter-se incomodado.
Sucede que, para além disso, alude a "reminiscências febris e imaginações tardias" de que alegadamente padeço, o que me parece um nadinha mais grave. E me faz temer pela saúde do próprio.
Começa o Luís por negar que o 25 de Abril foi uma revolução abrangente, "abrangente qb para albergar até malta como o dilecto Amaro da Costa e, quem sabe, o Ribeiro e Castro". Passando por cima da vulgaridade da expressão, o Luís Rainha trai-se nesse segundo. É que, precisamente, a revolução não só abrangeu o CDS como fez dele um dos quatro partidos fundadores da democracia portuguesa. O Luís Rainha não deu por isso. Mas diz que estava lá.
O problema ou, melhor, um dos problemas, é que o Luís Rainha, apesar de aparentemente estar em todos os sítios certos às horas certas, denota alguma dificuldade em compreender o que lá se passou e, sobretudo, em destrinçar conceitos. O da diferença entre golpe de estado e revolução, por exemplo.
Se se desse a esse trabalho, saberia que as revoluções não se esgotam num dia e que, mesmo esse primeiro dia, o do golpe de estado, foi, de facto, abrangente.
Não para incluir Amaro da Costa ou Sá Carneiro ou Freitas do Amaral ou Álvaro Cunhal ou Mário Soares, que eram civis, mas para abranger - entre MFA e Junta de Salvação Nacional - Spínola, Sanches Osório, Garcia dos Santos, Galvão de Melo, Carlos Azeredo, Jaime Silvério Marques, Diogo Neto, Pinheiro de Azevedo, a que juntaria Francisco Sousa Tavares, para além daqueles que o Luís Rainha preferia que tivessem estado sozinhos no terreno. O LR não deu por estes estarem lá apesar de lá ter estado. Não me surpreende.
Numa coisa concordo com o Luís Rainha: «nostalgias de um país imaginado em rubro monocromatismo apenas ensaiado num período tão curto quanto trágico de delírio colectivo.» é demasiada poesia para uma coisa tão deprimente como o PREC. Mas faz-se o que se pode e eu reconheço humildemente que o realismo soviético não me atrai.
Diz o Luís Rainha,  triunfante, como se estivesse a dar-me uma notícia de última hora, que alguns dos conteúdos mais ideológicos do programa do MFA foram expurgados por iniciativa de Spínola e que ainda assim estes continham retórica socializante. Confesso que empalideci com esta novidade alarmante que prova duas coisas: a preponderância de Spínola nos momentos fundadores - portanto também no do golpe de estado - da tal revolução que o Luís Rainha diz que só nasceu canhota e abrangente o suficiente para incluir nela apenas os seus amigalhaços e que esta não descurou a necessidade de uma nova política social.
Por muito que custe ao Luís Rainha, os militares que saíram à rua no dia 25 de Abril de 1974 não eram todos de esquerda e entre eles não havia uma visão unânime acerca do destino a dar ao país, como se viu depois. O Luís Rainha estava lá mas achou que sim, que eram mesmo todos de esquerda e só de esquerda e nada mais do que de esquerda. Nada de novo, mais uma vez.
A fechar, o LR explica-me que esteve mesmo lá e que, ao contrário do que eu afirmei, no dia 25 de Abril de 1974 apenas se deram cravos vermelhos em Lisboa. As minhas fontes dizem que não foi exactamente assim e que a florista que primeiro distribuiu os cravos os tinha de outras cores. Mas o LR só se recorda dos vermelhos.
Não me espanto com isso. Parece ser recorrente no Luís recordar-se dos vermelhos. Sejam cravos ou factos ou pessoas. Não sei se tal se deverá também a "reminiscências febris e imaginações tardias" de que me acusa ou apenas à natureza biliosa que já lhe conheço de outros carnavais.



João Vacas

28 ABRIL 2009 - 22.05h

Love is in the air

Categoria - Sociedade

"(...) Ao invés, se fizesse o trabalho de casa, certamente perceberia que entre si e aqui o tipo especialista "em ofensa fácil" não há assim tantas diferenças sobre o entendimento do caso Freeport, tirando a parte das suas "convicções pessoais". Mas sabe como é: eu não conheço o primeiro-ministro, janto poucas vezes fora de casa e não tenho companheiros de caça. Parecendo que não, isso ajuda a não ter tantas "convicções pessoais". E quanto a ir pastar caracóis para o Sara, seria um óptimo programa não fosse correr o risco de dar de caras consigo numa daquelas expedições pelo deserto. Por mais estranho que lhe possa parecer, nós dois juntos numa duna não é um dos sonhos da minha vida." - João Miguel Tavares, sobre Miguel Sousa Tavares



Rui Castro

28 ABRIL 2009 - 13.51h

O Primeiro-Ministro cábula II

Categoria - Política

Um caso que ilustra o que escrevi no post anterior. Depois de decidir alargar a escolaridade obrigatória até ao 12º,José Sócrates vai ouvir o que é que os peritos têm a dizer sobre o assunto. Primeiro decide-se sobre uma questão que terá que ser implementada pelos futuros governos. Depois estuda-se. Daqui a 3 anos alguém implementa. A propaganda já está feita.



João Miranda

28 ABRIL 2009 - 13.39h

O Primeiro-Ministro cábula

Categoria - Política

 José Sócrates aparece frequentemente a fazer jogging, a dar entrevistas, a fazer discursos e  inaugurações. Tudo actos de propaganda do Governo. As suas intervenções são quase sempre básicas. Não revelam nenhum insight especial sobre a realidade, não revelam estudo nem revelam preparação. O PM limita-se a defender medidinhas de curto prazo cujo único fio condutor é o eleitoralismo. Tudo o que diz parece resultar de reuniões mal preparadas com assessores preguiçosos e de meia dúzia de lugares comuns que terá ouvido nas reuniões do Conselho Europeu ou nos encontros com Hugo Chávez. Em resumo, não há estudo nem trabalho.



João Miranda

27 ABRIL 2009 - 13.46h

Talvez dentro de 3 anos

Categoria - Política

Ministra da educação diz que "talvez seja possível atingir a escolaridade de 12 anos dentro de três anos". Ou seja, a promessa do PS de implementar a escolaridade obrigatória de 12 anos não será cumprida nesta legislatura. Talvez seja cumprida na próxima. Ou talvez não. Ninguém sabe ao certo. 

João Miranda



João Miranda

27 ABRIL 2009 - 01.38h

A glória de assinar um papel

Categoria - Política

 Afinal, a decisão de José Sócrates de tornar obrigatório o 12º só se aplica aos alunos que no próximo ano lectivo entrarem no 7º ano. A medida só terá impacto prático em 2012, quando os primeiros alunos entrarem no 10º ano. Os primeiros alunos a serem afectados pela medida só terminarão o 12º ano em 2015. Sócrates limitou-se a assinar um papel para fazer propaganda. O governo que estiver no poder daqui a 3 anos é que terá o trabalho todo.

João Miranda



João Miranda

26 ABRIL 2009 - 20.11h

Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje

Categoria - Política

Vital Moreira defende maioria absoluta para "tomar as medidas que o país carece".

Vital parece reconhecer que as medidas que o PS está agora a tomar não são as que o país carece. Só que o PS já tem maioria absoluta. Pode começar desde já a "tomar as medidas que o país carece", em vez de tomar as medidinhas eleitoralistas que tem tomado.

João Miranda



João Miranda

25 ABRIL 2009 - 23.24h

Cravos houve muitos, seus palermas

Categoria - Política

Os pretensos tutores ideológicos deste regime (e)ditado à esquerda ensaiaram hoje uma vez mais a sua liturgia anual composta de palavras de ordem requentadas, músicas repetidas ad nauseam e arroubos revolucionários de poltrona. Nostalgias de um país imaginado em rubro monocromatismo apenas ensaiado num período tão curto quanto trágico de delírio colectivo.
Não vale a pena recordar e recordar-lhes que o 25 de Abril de 1974 teve múltiplos protagonistas de múltiplas formações e doutrinações políticas. Não vale a pena lembrar como o programa do MFA era relativamente consensual e não contemplava o que de mais grave e criminoso veio a resultar não do golpe militar mas da traição do seu ideário e da apropriação momentânea do movimento pela sua ala mais radical.
Não vale ou talvez valha.
No dia 25 de Abril de 1974 deram-se cravos de várias cores em Lisboa. Alguns dos que hoje ostentaram os de cor vermelha prefeririam que assim não tivesse sido.

João Vacas



João Vacas

Quando me apetece recordar o 25 de Abril - eu tinha 13 anos nessa quinta-feira cinzenta - lembro os versos singelos de Sophia: «Esta é a madrugada que eu esperava/ O dia inicial inteiro e limpo/ Onde emergimos da noite e do silêncio/ E livres habitamos a substância do tempo.» Ela, sim, podia "dizer" isto sem soar a falso. E jamais poderia prever o que se seguiu, o fim do "dia inicial e limpo". Dito isto, os melhores discursos do "25 de Abril" oficial, no Parlamento, pertenceram a duas pessoas que, na data que hoje se comemora, eram pequeninos: a Teresa Caeiro, do CDS, e o Paulo Rangel, do PSD. O resto foi puro regime e língua de pau. Ou, mesmo, o fim de qualquer coisa como escreve Medeiros Ferreira.

João Gonçalves



João Gonçalves

24 ABRIL 2009 - 23.28h

Boris Johnson is the man

Categoria - Política


 
Andrew Gimson says that David Cameron and George Osborne should prepare themselves for competition. The Mayor of London might well have his eyes on the ultimate prize (Spectator)



Rui Castro

24 ABRIL 2009 - 16.31h

i

Categoria - Sociedade

A jornalista Fernanda Câncio, na sua habitual homília das sextas-feiras no DN, decidiu desta feita perorar sobre o ultraconservadorismo de Cavaco. No artigo de opinião de hoje, fala em "relação difícil com a verdade" e "demagogia", entre outras considerações acerca da prestação de Cavaco enquanto Presidente da República.

A jornalista Câncio concretiza as suas acusações da seguinte forma:
"Cavaco é tão fiel à ideologia hiperconservadora que o enforma em termos de costumes que um mês após a entrada em vigor de uma lei que vetou, a do divórcio, foi a Fátima fazer um discurso em que atribuía ao efeito da lei um aumento dos casos de pobreza. "Dizem-me que", disse o presidente no meio de uma assembleia de prelados, sem cuidar de dizer quem lho tinha dito e muito menos como seria possível, num mês, medir tais consequências de uma lei." - sublinhado meu

Perante isto, só há 2 conclusões possíveis: (i) Fernanda Câncio é incompetente e não cuidou de confirmar os factos que refere no seu artigo ou (ii) Fernanda Câncio está de má fé, deturpando conscientemente a realidade dos factos, de forma a poder sustentar a teoria que desenvolve em seguida a propósito de Cavaco.

Ora, ao contrário do que Câncio afirma, a lei do divórcio entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2008, tendo Cavaco falado sobre a mesma passados 2 meses (e não 1 mês, como a jornalista afirma).

Acresce que, também contrariamente ao que a jornalista pretende fazer crer, Cavaco não atribuía à lei do divórcio o aumento dos casos de pobreza. Quem ler o que a jornalista escreve fica com a ideia de que Cavaco estaria a referir-se aos efeitos produzidos até então pela entrada em vigor da nova lei. Não foi isso que Cavaco disse. Basta ler: "disse temer que o novo diploma sobre esta matéria leve ao aumento do número de novos “novos pobres”."

Propositado ou não, estou certo de que a jornalista - ou os responsáveis pelo jornal, caso aquela opte por assobiar para o ar -, fará a respectiva errata e enviará ao visado pelo texto as necessárias desculpas.

Rui Castro



Rui Castro

24 ABRIL 2009 - 08.55h

Lá se foi a paridade...

Categoria - Sociedade

O advogado Francisco Teixeira da Mota é o substituto da jornalista Fernanda Câncio no programa 'A Torto e a Direito', da TVI 24 (notícia do CM)

Rui Castro



Rui Castro

Otelo Saraiva de Carvalho foi o líder operacional das FP-25 de Abril. Este facto foi julgado e provado em tribunal. Entre os crimes de que foi acusado, estavam o assassinato de 17 pessoas, de uma forma fria, brutal e cobarde. Apesar disso, Otelo foi promovido a Coronel por despacho conjunto do Ministro da Defesa e das Finanças. (Manuel Castelo-Branco)

Rui Castro



Rui Castro

23 ABRIL 2009 - 12.02h

Segredo de justiça

Categoria - Sociedade

A procuradora geral adjunta, Cândida Almeida, garantiu ontem à Rádio Renascença que não há qualquer manipulação política no processo Freeport e que a investigação segue o seu curso, numa reacção às declarações do primeiro-ministro José Sócrates numa entrevista à RTP. (Público)

Aparentemente, a procuradora não gostou das insinuações formuladas pelo primeiro-ministro na passada terça-feira.

Há umas semanas, a mesma procuradora manifestava compreensão pela indignação do primeiro-ministro, tendo, à data, optado por revelar alguns factos que constavam do processo, de forma a tentar contrariar algumas notícias então veiculdas pela comunicação social.

Uma coisa é certa, a procuradora fala demais e não parece que Pinto Monteiro a consiga calar. Num país normal, com pessoas normais, a procuradora seria afastada do caso.

Como estamos em Portugal, a senhora vai poder continuar a perorar sobre o caso sempre que lhe aprouver, sem que nada aconteça. Nada de novo, portanto.

Rui Castro



Rui Castro

23 ABRIL 2009 - 10.41h

Educação

Categoria - Sociedade

A terminar a legislatura, veio agora o Governo anunciar que pretende aumentar a escolaridade obrigatória para 12 anos. Admito a bondade da medida, mas desconfio da sua motivação e, a final, da respectiva eficácia.

Quem anda nas faculdades, constata que, findos os tais 12 anos que se pretendem agora impor, uma parte considerável dos alunos fala mal e escreve pior. É também evidente a dificuldade de compreensão, a ausência de métodos de estudo ou a incapacidade de trabalhar em grupo.

Parece-me, assim, precipitada a decisão de tornar obrigatórios os 12 anos de escolaridade, sem que antes se reformulem os programas, renovem os métodos de ensino, equipem o equipamento escolar e estabeleçam a forma de avaliação de professores e alunos.

Tal como foi anunciado, o alargamento da escolaridade obrigatória, ao invés de qualificar alunos, vai servir para empregar professores sem colocação ou para aumentar o investimento público em novos equipamentos.

Melhor estaria o Governo se, por uma vez - para mais, numa matéria essencial -, evitasse o eleitoralismo e privilegiasse o bem comum.

Rui Castro



Rui Castro

22 ABRIL 2009 - 20.27h

Paridade

Categoria - Sociedade

"Fernanda Câncio é só mais um caso entre centenas de milhares. Centenas de milhares de mulheres que foram obrigadas a abdicar da carreira por causa da sua vida familiar" Rodrigo Moita de Deus

Rui Castro



Rui Castro

22 ABRIL 2009 - 18.32h

Sócrates faz mais uma promessa

Categoria - Política

 O governo vai estender a escolaridade obrigatória para 12 anos. Ou antes, o governo anunciou que a escolaridade obrigatoria vai ser estendida para 12 anos. Mas não vai estender nada. O processo de alargamento da escolaridade obrigatória demora pelo menos 3 anos, que é o tempo que os primeiros alunos vão demorar a chegar do acutal limite da escolaridade obrigatória ao 12º ano. Durante esses 3 anos é necessário aumentar o orçamento, captar receitas, contratar professores, adaptar a acção social, adaptar ecola e reestruturar a rede de ensino. O actual governo não o poderá fazer porque acaba o seu mandato dentro de 6 meses. O anúncio de Sócrates não passa de promessa eleitoral.

João Miranda



João Miranda

22 ABRIL 2009 - 18.13h

Ana Gomes, candidata, mas pouco

Categoria - Política

Não se pode levar a sério uma candidata que diz que o cargo a que está a concorrer poderá ser abandonado 3 meses depois da eleição.

João Miranda



João Miranda

Não há escapatória: ou é um enorme estadista ou é um mentiroso compulsivo. Nunca saberemos (Filipe Nunes Vicente, sobre José Sócrates)

Rui Castro



Rui Castro

22 ABRIL 2009 - 16.17h

durante o almoço, na mesa do lado:

Categoria - Política

"José Sócrates foi, finalmente, ouvido pela Judite."

Rui Castro



Rui Castro

22 ABRIL 2009 - 00.01h

O Cliché

Categoria - Política

Judite de Sousa e Alberto de Carvalho não moveram os lábios para perguntar a Sócrates o que é que ele pensava do estado do rendimento nacional bruto, do estado das receitas públicas ou do spread decadente de um país que se endivida à razão de mais de dois milhões de euros, fora os juros, por hora. Terminaram os três - sempre era a RTP, a nossa, a dele - com um bocadinho de pura propaganda de borla para as europeias. Sócrates virou o disco e tocou o mesmo em uma hora. E recordou-me um cliché proferido num célebre debate entre dois candidatos presidenciais franceses quando um diz "o senhor é um homem do passado" e o outro responde, "e o senhor é um homem do passivo." Sócrates, o admirável líder, consegue ser tudo ao mesmo tempo. Do passado, do passivo. E um cliché. Já não passa disso.

João Gonçalves



João Gonçalves

21 ABRIL 2009 - 22.47h

É fazer as contas

Categoria - Economia

"Vítor Constâncio afasta necessidade de Orçamento de Estado rectificativo" - Público

Não podia estar de mais acordo com Constâncio, muito embora as minhas motivações possam não ser exactamente as mesmas do governador do Banco de Portugal.

É para mim mais do que evidente que a um Governo, que, decorridos menos de 4 meses desde o início do ano, se vê confrontado com a sua incapacidade de elaborar um orçamento minimamente credível, não pode ser incumbida a tarefa de proceder a nova rectificação no mesmo.

Com efeito, perante a manifesta incompetência dos actuais titulares das pastas governativas, o melhor mesmo é esperar pelo fim do ano para, então, proceder às alterações que sejam necessárias.

Rui Castro



Rui Castro

21 ABRIL 2009 - 22.42h

Apelo ao voto

Categoria - Sociedade

21 ABRIL 2009 - 21.58h

Sócrates diz que o caso Freeport é kafkiano

Categoria - Política

Está visto que o primeiro-ministro nunca leu O Processo, de Kafka.

Rui Castro



Rui Castro

21 ABRIL 2009 - 21.56h

Por muito menos já me apelidaram de homofóbico

Categoria - Política

Sócrates diz que o jornal da noite da TVI, de sexta-feira, é um telejornal travestido.

Rui Castro



Rui Castro

21 ABRIL 2009 - 21.47h

Fora do alinhamento

Categoria - Política

Judite Sousa: "Houve pressões políticas no caso Freeport?"
Sócrates: "Porque é que me está a fazer essa pergunta?"

Rui Castro



Rui Castro

21 ABRIL 2009 - 18.17h

Marta

Categoria - Sociedade

21 ABRIL 2009 - 16.21h

Um adeus em português socrático

Categoria - Sociedade

Fernanda Câncio abandona o programa "Torto e a Direito" da TVI24. Segundo a dita cuja,"o registo do debate não me parece o mais adequado às minhas expectativas." Quais seriam as "expectativas" daquela nossa amiguinha? É que, salvo melhor opinião, ela era o "nervo" do programa e não o escondia, tal com os outros não o escondiam.  Não é mesmo preciso dizer mais nada. Há, de facto, muita gente que não suporta o contraditório apesar de se dizer democrata da derradeira colheita. À medida que o tempo passa, Câncio cada vez mais se parece com um jornalista em fim de carreira que desponta alegremente para outra coisa que ainda não sabe bem o que é que vai ser. É pena. Deus lhe pague que eu não tenho troco.

João Gonçalves



João Gonçalves

 O sistema de declaração de rendimentos ao fisco baseia-se no princípio da confiança do Estado na palavra do contribuinte. Só quando há dúvida é que a declaração do contribuinte é que o Estado pode pedir a um juiz para consultar as contas do contribuinte. Mas note-se que a dúvida é a excepção, não é a regra.

Com a introdução de regras que autorizam o fisco a consultar as contas bancárias dos contribuintes, a declaração de rendimentos deixa de se basear na confiança do Estado na palavra do contribuinte. Passa a basear-se no poder que o Estado tem para determinar se o contribuinte diz a verdade.

Esta mudança tem um custo. A relação entre o Estado e o contribuinte deixa de ser uma relação de confiança e passa a ser uma relação de poder. Se, numa relação de confiança, o contribuinte tem razões para manter um comportamento ético, numa relação de poder, o contribuinte tem incentivos para não ser apanhado e para fugir o mais que pode às garras do Estado. O fim do sigilo bancário vai tornar o contribuinte mais cínico. Mais cumpridor da letra da lei, mas menos cumpridor de regras éticas não escritas.

João Miranda



Rui Castro

21 ABRIL 2009 - 09.17h

Obama

Categoria - Política

"(...) Na próxima semana ir-se-ão cumprir os 100 primeiros dias de Barack Obama à frente do governo dos Estados Unidos. O homem não tem parado, e muito daquilo que já fez ou prometeu, de Cuba ao Irão, passando pelas questões da tortura e das alterações climáticas, é de modo a valer-lhe uma chuva de elogios. Talvez mesmo a capa de mais um livro ou dois. Mas até para fazer justiça às suas extraordinárias qualidades, convinha que a esquerda europeia parasse de fazer dele um santinho dos altares, onde coloca devotadamente todas as suas preces. Ver tanta fé em ateus, confesso, anda a causar-me um bocado de impressão." (João Miguel Tavares)

Rui Castro



Rui Castro

21 ABRIL 2009 - 08.45h

Sobre os incompetentes que nos governam

Categoria - Política

"A proposta sobre sigilo bancário apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) e viabilizada na generalidade pelo Partido Socialista (PS) na semana passada no Parlamento, tal como está, vai levar a que apenas os contribuintes individuais tenham as suas contas bancárias sob escrutínio do fisco. As empresas, pelo contrário, ficarão com um regime que as protege mais do que a lei actual, não podendo a Direcção-geral dos Impostos (DGCI) aceder às suas contas sem a autorização de um tribunal." (Público)

Não deixa de ser irónico que a autoria de uma lei que beneficia as empresas, prejudicando os particulares, em matéria de escrutínio fiscal, seja oriunda do "imaculado" Bloco de Esquerda. Dizia Louçã que se tratava de "um dia importante para a democracia". Como dizia o outro, pela boca morre o peixe.

Adiante. Como é bom de ver, a proposta demonstra a incompetência daqueles que têm como principal função a elaboração de leis (ou respectivas propostas).

No entanto, o que releva é constatar que os partidos que estão à direita no parlamento, porventura com receio da reacção popular, optaram por não fazer qualquer tipo de escrutínio relativamente à proposta apresentada, abstendo-se na votação da proposta do Bloco de Esquerda.

Perante isto, importa questionar: em quem votar?

Rui Castro



Rui Castro

20 ABRIL 2009 - 19.29h

Diz o roto ao nú

Categoria - Política

PS exige que Ferreira Leite esclareça se lista do PSD vai contornar lei da paridade (...) "A drª Manuela Ferreira Leite, como responsável máxima do PSD, tem de esclarecer imediatamente os portugueses se as declarações do dr. Guilherme Silva são verdadeiras. Se forem verdadeiras, estamos perante uma clara fraude eleitoral" (Público)

A ver se percebo: o partido que inclui nas suas listas ao PE 2 candidatas - Elisa Ferreira e Ana Gomes - que foram já apresentadas como cabeças de lista a 2 municípios e que, caso vençam as eleições autárquicas, não cumprirão os respectivos mandatos enquanto eurodeputadas, vem agora dizer que o PSD pratica fraude eleitoral se 2 candidatas suas ao PE renunciarem após serem eleitas. É isto?

Rui Castro



Rui Castro

20 ABRIL 2009 - 09.41h

Diz-me quem processas, dir-te-ei quem és

Categoria - Política

Dizem as mais recentes notícias que Sócrates já terá processado 9 jornalistas, mas que o sujeito que o apelidou de corrupto ainda não terá sido alvo de qualquer queixa-crime ou processo cível.
Não me interpretem mal: José Sócrates é livre de processar quem bem quiser. Não pode é vir depois queixar-se de campanhas negras e poderes ocultos.

Rui Castro



Rui Castro

Autor:

  • Rui Castro

    Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

  • Maradona

    Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

  • Carlos do Carmo Carapinha

    Alentejano, hipocondríaco, filosoficamente conservador, céptico e pessimista. Só chatices

  • Lourenço Ataíde Cordeiro

  • Nuno Pombo

  • PM Ramires

    

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