24 ABRIL 2009 - 16.59h
Categoria -
Política
Não basta ao maior partido português ter sido tomado de assalto pela tropa que se sabe, capitaneada pelo quase-engenheiro. Não; mesmo as suas figuras “alternativas” fazem o possível por dar tristes espectáculos a um ritmo quotidiano.
Manuel Alegre, esse tremendo monumento a si mesmo, sempre em busca de uma peanha à altura da sua grandeza imaginada, gostava de fundar mesmo um partido só para «dar uma lição» aos demais. E ainda espera um pedido de desculpas «em público» de José Sócrates e restante direcção por José Lello ter declarado o óbvio: é precisa muita lata para se manter nas listas do partido depois de admitir que só não arranja uma lista concorrente porque a lei não permite.
A tonitruante Ana Gomes «rechaça» e «rejeita» as acusações de ser candidata a um lugar no PE quando uma vitória autárquica a traria em breve de volta. Indigna-se a senhora mas não apresenta qualquer argumento que faça esquecer a realidade: ela é mesmo candidata a dois cargos e só poderá ocupar um. Em vez de argumentos, embrulha-se numa feia caça às acumulações de cargos de Guilherme Silva e do grupo parlamentar do PSD: «encontrei quase 1/3 dos seus deputados a acumular funções parlamentares com autárquicas, fora as actividades privadas na advocacia, consultadorias, gestão de empresas, docëncia etc.» Não se percebe nem a relevância nem a excepcionalidade destes dados: o PS não apresenta por certo panorama bem diferente.
Se a alternativa socalista a Sócrates se resume a figuritas destas, estamos mesmo bem tramados.
Luis Rainha
José Mário Silva