Esta espécie de Cinema Paradiso em versão erotico-ecológica tem tudo para ser um dos sucessos do ano: bicharada, uma gaja boa armada em improvável menina do campo e paisagens à maneira. Mas o melhor é mesmo quando chega o barquinho a remos, carregando o projector de cinema. Aquilo estará ligado onde? Se a EDP produz electricidade, não deveria dar alguma atenção a estes pormenores? Parece que não. Importante mesmo é encontrar um lindo trocadilho (a EDP projecta os seus valores = sessão de projecção campestre), expô-lo da forma mais literal e atirar-lhe uns largos milhares de euros, a ver se resulta em obra decente. Não resultou.
Luis Rainha