28 ABRIL 2009 - 10.30h
Categoria -
Política
Não sei o que há neste atoleiro fétido que cresceu em torno do Freeport. Certo é que os vapores que dali emanam andam a disseminar uma espécie de gripe suína do juízo. Depois de Sócrates e do MP, as vítimas de colapsos totais do bom-senso e do bom gosto sucedem-se na imprensa: Fernanda Câncio com os seus j'accuses desorientados e sonsos; Manuela Moura Guedes embrenhada numa histriónica caça ao homem que num destes dias ainda consegue mesmo transformar o quase-engenheiro numa vítima; Miguel Sousa Tavares ao seu nível habitual. Depois, atraídos pelo cheiro da carniça, chegam os predadores menores: desde o ilegível Eduardo Cintra Torres, canhestro e de pontaria desfocada como sempre, a Mário Crespo.
Se calhar, muito do vitríolo com que alguns jornais são hoje impressos tem raiz em questões pessoais ou rivalidades antigas. Só um estado emocional perturbado explica algumas coisas que hoje em dia se lêem; ataques desvairados que tendem a cobrir os visados de razão. Este, de Crespo, é por certo um deles: escrever que a saída de Fernanda Câncio de um programa da TVI «equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública» é simplesmente alucinado, contraproducente e tonto.
Luis Rainha