24 ABRIL 2009 - 12.46h
Categoria -
Política

Já se adivinhava. Um governante com a fibra moral e política do nosso quase-engenheiro não podia resistir. Com a aproximação das eleições, multiplicam-se os milagres. Ele é remédios à borla para os velhinhos, alargamento da escolaridade obrigatória, eu sei lá. Ainda por cima, este último feito vai ser alcançado sem necessidade de mais escolas ou professores. Diz a ministra. A Fenprof já aventou que a manobra vai envolver a odiada iniciativa privada.
Mas eu tenho ideia melhor: ressuscitar a Telescola. Sem gastar dinheiro, sem contratar mais malta revoltosa, eis a forma de levar o ensino de qualidade a todos. Trata-se, aliás, de uma tendência actual: em vez de justiça, já nos habituámos a ver procuradoras de maquilhagem berrante na TV; em vez de saídas para a crise, já aceitamos entrevistas de líderes acuados.
Luis Rainha
José Mário Silva