4 JUNHO 2009 - 22.34h
Categoria -
Política
Tenho o admirável líder, à minha frente, na SIC-Notícias, num "directo" de um comício de plástico em Matosinhos. Vantagens de um partido absolutista, todo virado para um só homem, praticamente "dono" do país e do Estado. O admirável líder queixa-se com método e persistência. Atrás, os figurantes aplaudem. Ele é o país e os outros, uma entidade abstracta, apenas "dizem mal". No jargão de Sócrates, ser oposição não é bem ser oposição. É dizer mal. Dele, naturalmente. Depois, vem a tradicional referência à esquerda moderna que ele a sua seita albanesa gloriosamente representam. Ele, e só ele, está em condições de definir a esquerda. O resto é um reles bando de malfeitores dados à má língua. Aos poucos, o querido líder enrouquece. Porventura de tanto dizer mal. Deus não dorme.
João Gonçalves