24 JANEIRO 2012 - 20.12h
Categoria -
Política
Não vamos usar eufemismos, nem estúpidas expressões como "a ser verdade". Pedro Rosa Mendes criticou tenazmente o facto de o Prós e Crontras ter sido transmitido de Angola, com toda a cumplicidade que a inenarrável teia de interesses directamente exibida pressupõe. Aquando da entrega da crónica seguinte foi-lhe dito que era a última. Isto foi o que fizeram, por exemplo, ao Pedro Lomba no Diário Económico. Não há forma de provar nada, eu sei. Mas, por uma vez, deixamo-nos de tretas: criticámos violentamente este tipo de atitude (chamemos-lhe atitude) repugnante durante todo o miserável e nunca suficientemente vilipendiado mandato do sr. engenheiro e, ao que parece, a porcaria do respeitinho, a censura mais cobarde, continua a reinar.
Uma das razões (talvez a principal) para ter votado PSD, foi exactamente a intolerância contra este tipo de situações, e a necessidade verdadeiramente urgente de acabar com elas. É verdade que ainda não assistimos a nenhum afastamento de jornalistas por o primeiro-ministro considerar que fazem, como é que era, jornalismo travestido, ou assim uma coisa parecida. Mas ou exigimos e limpámos o nosso lado a tempo, ou acabará por ficar igualmente conspurcado.
Não deveria ser necessário acrescentar que toda a boa gente do Jugular, a começar na Fernanda Câncio e a acabar no João Galamba, bem como gente pitoresca como o Eduardo Pitta, deviam ter vergonha em sequer se referirem ao caso (João Galamba, irrepreensivelmente, já o fez), pois desvalorizaram, mistificarem ou ridicularizaram situações idênticas, e tão aproximamente que ainda se sente o fedor. Mais uma razão para que continuemos do lado da decência.
PM Ramires