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11 MARÇO 2010 - 14.16h

O Debate Macroeconómico Explicado em Rap

Categoria - Economia

11 MARÇO 2010 - 10.35h

Inês de Medeiros: uma artista portuguesa

Categoria - Política

A Sábado, versão impressa, entrevista esta semana a actriz/deputada Inês de Medeiros. A dada altura, o jornalista pergunta: " Sócrates mentiu?". Resposta: "Se mentiu, nem acho que seja muito grave".



Rui Castro

10 MARÇO 2010 - 15.53h

Wishful thinking (2)

Categoria - Política

9 MARÇO 2010 - 08.31h

Não servir de exemplo é bom

Categoria - Política

But as low-quality, poorly designed solar plants sprang up on Spain’s plateaus, Spanish officials came to realize that they would have to subsidize many of them indefinitely, and that the industry they had created might never produce efficient green energy on its own.

Aqui.



Maradona

8 MARÇO 2010 - 22.17h

A Gripe A

Categoria - Política

Uma das melhores coisas que aconteceu a Portugal nos últimos anos foi a Gripe A. Para além dos conhecimentos científicos de índole generalista proporcionados por este cristão falso alarme, a generalização daqueles produtos anti-bacterianos à saída das casas-de-banho públicas constituem-se como uma benesse sem preço. Estão a ficar para trás aqueles tenebrosos tempos em que, por falta de uma torneira, bacia e sabão no exterior da casa de banho, depois de lavarmos as mãos éramos obrigados a rodar maçanetas imundas para recuperar a liberdade, o que muitas vezes me obrigou a estratagemas que, pelo menos em uma ocasião, me valeu a expulsão para a vida de um café-restaurante possuidor de umas extraordinárias fatias de melão por o dono me ter apanhado a abrir a porta como aprendi no Desaparecido em Combate 1, Desaparecido em Combate 2 e Desaparecido em Combate 3. Há bens que vêm por bem. 



Maradona

8 MARÇO 2010 - 15.43h

Greve

Categoria - Política

Já atrasado, não queria deixar de dar aqui conta da minha "história" com a greve da passada semana. Rapidamente. As minhas 2 filhas mais velhas estão, respectivamente, no 1.º ano e Jardim de Infância de uma escola do Estado, em Oeiras. Na passada semana, na véspera da greve tentei saber junto dos responsáveis da escola se esta estaria aberta. A resposta foi esclarecedora: a escola abre se houver condições para tal, sendo certo que os alunos, cujos professores decidam aderir ao protesto, não poderão ficar na escola. No dia da greve, quando estou a largar a prole à hora do costume (8:00, no ATL), sou avisado de que terei de ligar às 9:00 para saber se as respectivas professoras compareceram. À hora referida, fico a saber que tenho de ir imediatamente buscar a mais nova à escola. Dúvida (admito que estúpida): o direito à greve seria de alguma forma beliscado se professores e auxiliares avisassem de véspera se vão ou não comparecer?



Rui Castro

8 MARÇO 2010 - 15.38h

Ainda os outros

Categoria - Outras

Já que estamos numa de elogios, não posso deixar passar em branco os 7 anos do mar salgado. O Filipe Nunes Vicente e o Vasco Lobo Xavier estão de parabéns por manterem activo o blogue que mais vezes vou visitar, contrariando aquela máxima idiota o que é bom acaba depressa.



Rui Castro

8 MARÇO 2010 - 15.30h

Portugal dos Pequeninos

Categoria - Política

O João Gonçalves - cuja foto e nome aparece ainda ali em cima - é um dos melhores. A quem não o conhece, sugiro a leitura de qualquer um dos textos que o João escreveu nestes últimos tempos. Aqui.



Rui Castro

5 MARÇO 2010 - 13.03h

Mobilidade Social e Dois Enviesamentos (ii/ii)

Categoria - Política

À esquerda parece haver um outro enviesamento. Se podemos facilmente aceitar que uma das causas da baixa mobilidade social é a própria desigualdade (se a classe média-baixa é “muito baixa” então terá grande dificuldade no acesso ao ensino de qualidade, logo baixa educação e, daí, baixa mobilidade social) já não parece nada claro que para aumentar a mobilidade social sejam precisas ainda mais medidas "igualitárias".


Ora o que não tem faltado a Portugal desde o 25 de Abril são precisamente políticas "igualitárias". E estas têm sido erradas e agravado o problema que supostamente visavam resolver. A medida mais grave tem sido óbvia e escandalosamente a deterioração da qualidade e exigência nas escolas públicas.


O que falta a Portugal não é mais intervenção do Estado: a despesa da administração pública em percentagem do PIB regista já em Portugal valores escandinavos. O problema é que esse grande peso do Estado não se consubstancia em educação, saúde, tribunais e serviços públicos de qualidade.


E é aqui que a ideologia e a política entram: a esquerda acredita que os problemas portugueses só podem ser resolvidos com ainda mais impostos, ainda mais despesa e ainda mais intervenção. A esquerda pretende que Portugal resolverá todos os seus problemas sociais se ultrapassar a escandinávia e Cuba em termos de peso e intervenção do Estado.


E ainda: muitos na esquerda falam como se Portugal tivesse uma despesa pública baixa, o que não é verdade, antes pelo contrário. E muitos na esquerda atacam a direita como se esta pretendesse uma baixa intervenção do Estado “só porque sim”. Se a qualidade e quantidade dos serviços públicos em Portugal fossem como na Suécia, acreditem que eu não exigiria menos Estado! Mas é preciso mudar alguma coisa quando o peso do Estado já está ao nível sueco enquanto que a qualidade do que esse Estado oferece está ao nível da Roménia.


A direita liberal, por sua vez, já não acredita que se possa aumentar a quantidade e qualidade dos bens e serviços públicos mantendo o nível das despesas: basta considerar a infindável guerra levada a cabo pelas federações de professores contra toda e qualquer medida que tente aumentar a qualidade e exigência nas escolas. É preciso dizer que os péssimos sistemas de educação e de saúde em Portugal, por exemplo, não são nada “liberais”, muito antes pelo contrário: o peso destas despesas sociais em percentagem do PIB ou o valor destas despesas per capita é bastante elevado no nosso país.


Aliás, para a direita liberal, no caso português, é a própria intervenção do Estado que é a fonte do problema: um dos melhores exemplos é, mais uma vez, o da educação. O Estado cobra uma tributação elevada às famílias que ficam sem margem de manobra para pagar educação privada (leia-se “de qualidade”) aos filhos, ao mesmo tempo que a educação oferecida pelo próprio Estado e paga por esses impostos é cada vez mais inferiorizante. E ao exemplo da educação segue-se o exemplo da saúde e tantos outros.


A mobilidade social pode certamente ser favorecida com a intervenção do Estado. Mas não basta que o Estado seja de grande dimensão: disso Portugal já dispõe. O que é verdadeiramente essencial é que a despesa pública seja de qualidade. E é aqui que a perspectiva ideológica é importante. Eu não repudio um Estado grande que forneça qualidade aos cidadãos. Mas se o Estado é gigantesco, só oferece mediocridade, asfixia os rendimentos das famílias e, em consequência, determina a imobilidade social e a persistência na pobreza, então, combater a dimensão do Estado torna-se necessário para garantir não só mais liberdade mas também mais progresso social.
 



Ricardo Vicente

3 MARÇO 2010 - 16.32h

Mobilidade Social e Dois Enviesamentos (i/ii)

Categoria - Política

Surgiu outro estudo sobre a fraquíssima mobilidade social em Portugal, a juntar aos estudos já existentes sobre desigualdade social (muito alta em Portugal), "university premium" (alto no país), sobre a relação (anormalmente forte e persistente) entre background financeiro e educativo dos pais e sucesso na escola e no mercado de trabalho dos filhos. Portugal aparece sempre muito mal em todos estes estudos. E aparece inclusivamente pior do que em países menos ricos e com democracias mais jovens que a nossa.


Tenho, porém, encontrado aquilo que me parecem ser enviesamentos de análise em alguma da opinião publicada. Um enviesamento de análise à direita, um enviesamento de análise à esquerda.


À direita foi afirmado que uma das causas da fraca mobilidade social é a própria esclerose dos mercados de trabalho (poucos despedimentos, poucas novas contratações, longuíssimos períodos de permanência nos mesmos postos de trabalho, baixíssimas percentagens de trabalhadores que ao longo da vida mudam de emprego).


A liberalização dos mercados de trabalho é importante mas não é a principal causa da imobilidade social. Quando os filhos da classe pobre e média-baixa não completam a universidade, nem sequer o 12o e nem ao menos, mínimo dos mínimos dos mínimos!, o 9o ano - então mesmo com liberalização absoluta dos mercados não é possível esperar por qualquer forma de ascensão social. Isto porque estas pessoas sub-educadas não têm currículo sequer para meramente se candidatarem a muitos postos de trabalho. Estas pessoas nunca chegarão a concorrer aos sectores do mercado de trabalho menos competitivos porque logo à partida falta-lhes currículo mínimo para se candidatarem, por exemplo, a um lugar na função pública. E isto é verdade independentemente dos respectivos mercados de trabalho serem mais ou menos liberalizados.


Para compreender a baixíssima mobilidade social em Portugal é necessário colocar a ênfase da análise no sistema de ensino.


Para aqueles cujo background familiar aponta no sentido da exclusão do mercado de trabalho, o mérito só pode começar na escola. Mas se as famílias não têm posses para manter os filhos nas escolas; se as escolas que os pais podem financiar são só as públicas; e se as escolas públicas são cada vez mais inferiores, fáceis e estúpidas - então nem com mercados de trabalho flexíveis se chega à ascensão social e à meritocracia.

 
A esclerose do mercado de trabalho português (falo na prática, na perspectiva dos "outcomes" mensuráveis e não na perspectiva apriorística e jurídica) - afecta sobretudo os "outsiders" que passaram a primeira barreira: a da educação. A rigidez laboral penaliza sobretudo aqueles que, embora tendo nascido pobres, conseguiram acabar a universidade. Estes têm currículo que justifica a entrada no mercado de trabalho em profissões da classe média mas essa entrada é-lhes vedada porque a maioria dos postos de trabalho já está preenchida por trabalhadores inamovíveis. São sobretudo estes "outsiders", que subiram a pulso, quem é mais prejudicado pelos "direitos adquiridos". Os outros outsiders, os subeducados: esses nem sentirão o cheiro das repartições e dos escritórios onde nunca trabalharão. Quando muito, poderão sentar-se nos bancos da sala-de-espera de um qualquer centro de emprego.



Ricardo Vicente

Autor:

Rui Castro

Advogado. O seu conservadorismo é um acto de rebeldia. Gostava de ser de esquerda mas é mal frequentada.

João Vacas

Gosta pouco do País (e)ditado à esquerda e da ideia de que a História começou com a Revolução Francesa.

João Miranda

Investigador, professor universitário, céptico e liberal. Observador da Ordem Espontânea

João Gonçalves

Jurista. Ironista liberal à maneira dos pragmatistas norte-americanos embora católico como Ratzinger.

Maradona

Cidadão que só faz posts sob a capa do anonimato.

Ricardo Vicente

Lisboeta, investiga em Itália. Concorda que Portugal precisa de ser recentrado no indivíduo, liberdade e mérito

Tiago de Oliveira Cavaco

Tiago de Oliveira Cavaco é pregador baptista e músico. Tem uma família que cresce e convicções que conserva.

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