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Vítor Gaspar: Extensão dos prazos dos empréstimos será inferior a 15 anos

05-03-2013, por Neg.

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Ministro das Finanças diz que basta uma solução "mais modesta"

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse hoje em Bruxelas que a extensão dos prazos para os pagamentos dos empréstimos a Portugal e Irlanda será certamente inferior a 15 anos, acrescentando que basta uma solução "mais modesta".

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, disse hoje em Bruxelas que a extensão dos prazos para os pagamentos dos empréstimos a Portugal e Irlanda será certamente inferior aos 15 anos referidos pelo seu colega irlandês, acrescentando que basta uma solução "mais modesta" para assegurar melhor condições de regresso sustentável dos dois países aos mercados financeiros.

Falando no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), na qual os 27 chegaram a um acordo de princípio sobre o prolongamento das maturidades dos empréstimos, solicitado por Lisboa e Dublin, Vítor Gaspar comentou que a possível extensão por 15 anos referida na véspera pelo ministro irlandês é apenas "uma posição negocial, e não uma previsão do que será o resultado dessa negociação", sendo mesmo "inconcebível".

O ministro sustentou que o importante é "favorecer as condições que permitam o próximo passo" no processo de regresso pleno aos mercados de obrigações, designadamente a realização bem sucedida de uma emissão a 10 anos, e afirmou que "15 anos não é um resultado que seja concebível no final desta negociação", não sendo sequer necessário que a extensão seja tão longa, pois "são possíveis soluções mais modestas" para conseguir o objectivo de "alisar as concentrações de amortizações de dívida".

Lembrando que o que está agora sobre a mesa é "um mandato para a troika, que irá analisar as condições necessárias para assegurar uma saída bem sucedida do programa", Vítor Gaspar apontou que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, e o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, "conjecturaram que poderá ser possível" chegar a uma decisão já no conselho informal de ministros das Finanças da UE a 12 e 13 de Abril em Dublin.

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