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Política

Europa pondera alargar prazos dos empréstimos a Portugal e Irlanda

05-03-2013, por Eva Gaspar/Neg.

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O Ecofin pediu à troika que proponha "as melhores opções possíveis"

O Ecofin solicitou à troika que estude e proponha “as melhores opções possíveis” para cada um dos dois países, tanto para os empréstimos concedidos ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) como do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF)

Os ministros das Finanças dos 27 países da União Europeia (Ecofin) deram esta manhã luz verde para que a troika (que integra a Comissão Europeia, o BCE e o FMI) proponha formas de apoiar o regresso de Portugal e de Irlanda aos mercados, através de uma extensão da maturidade dos empréstimos ou de um reescalonamento de alguns prazos de reembolso.

O Ecofin solicitou à troika que estude e proponha “as melhores opções possíveis” para cada um dos dois países, tanto para os empréstimos concedidos ao abrigo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) como do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF), de acordo com uma declaração dos ministros das Finanças da UE. Cada um destes fundos ficou responsável por financiar um terço do empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal.

Já ontem o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, confirmara que os pedidos de Portugal e de Irlanda, no sentido de serem alongadas as maturidades dos empréstimos europeus, haviam sido abordados de “forma positiva” durante o encontro dos ministros das Finanças da Zona Euro, e que esperava que esta amanhã pudesse haver um entendimento político entre os ministros dos 27 países da UE sobre a extensão das maturidades dos empréstimos europeus aos dois países. Decisões finais, precisou, só serão possivelmente acordadas em Abril.

Depois de a Grécia ter obtido, ainda no ano passado, condições menos exigentes para reembolsar o empréstimo europeu (o FMI não aceitou mudar os termos do seu empréstimo), Portugal e Irlanda formalizaram, em Janeiro, o pedido aos seus parceiros para que lhes dessem mais tempo para amortizar os créditos, de modo a dilatar no tempo o cumprimento das obrigações financeiras e facilitar um regresso sustentável ao mercados .

No caso português, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, precisou que o objectivo é reduzir a carga de reembolsos prevista pelo IGCP, em particular, para os anos de 2016 e 2021, onde se concentram dois exigentes "picos" de reembolsos.

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