Liliana, mulher de João Carlos Moreira, ficou muito revoltada com a tragédia que se abateu sobre a sua família. Completamente devastada pela morte do filho, a mãe de João, num primeiro momento, culpou o marido pelo drama que estava a viver. Dias depois, o casal surgiu junto no funeral, de mãos dadas e dispostos a refazer a vida. Actualmente, vive no mesmo apartamento, na rua de Mário Sacramento, em Aveiro. Quando o menino morreu, surgiram rumores de que o casal se ia separar, mas João Carlos e Liliana conseguiram ultrapassar a morte da criança. Daquela união tinha nascido ainda a pequena Inês. Na altura da tragédia, a menina tinha quatro anos. Os pais decidiram contar-lhe que o irmão tinha morrido e só mais tarde explicar as circunstâncias da morte.
A MAIOR PENA FOI A PERDA DO PRÓPRIO FILHO
Quando o MP admitiu propor a suspensão do processo, em 2010, o CM ouviu vários familiares e vizinhos da família. A opinião foi comum: a pena de João foi a perda trágica do filho. "Não levarem o caso para a frente é uma excelente atitude. A pena dele é a morte do filho. É uma condenação para toda a vida", referiu, na altura, uma amiga da família, que não se quis identificar. Quando o pequeno João morreu, os colegas de trabalho do pai do menino deram-lhe muito apoio e sempre se mostraram solidários, tal como as funcionárias do berçário, onde Joãozinho nunca chegou.
JOÃO MOREIRA DEIXOU DE VIAJAR NAQUELE CARRO
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Após a morte do menino, o pai, João Carlos Moreira, teve mesmo de receber apoio psicológico e recusou-se a viajar no carro onde João morreu. Semanas depois da tragédia, voltou a trabalhar na mesma empresa e a tentar refazer a vida ao lado da mulher, Liliana, e da filha, Inês. Ontem, o CM tentou falar com o casal sobre o arquivamento do processo. Porém, Liliana evitou qualquer conversa sobre o drama que viveram.
"Peço desculpa, mas nós não queremos falar sobre esse assunto. Já passou, já chega", disse a mãe do pequeno João ao nosso jornal.