Deborah Persaud, médica e professora associada no Centro Infantil Johns Hopkins, que liderou a investigação, assegura que a criança, com 2 anos e meio, esteve quase um ano sem medicação, período durante o qual não apresentou sinais do vírus activo.
Segundo a especialista, principal autora do relatório clínico, a carga viral no sangue do bebé começou a baixar assim que começou a ser tratado.
Persaud e outros médicos garantem que a criança esteve realmente infectada com o VIH, ao responder positivo à presença do vírus no sangue em cinco testes, efectuados no primeiro mês de vida.
O bebé foi tratado com antirretrovirais até ter um ano e meio, idade a partir da qual os médicos perderam o seu rasto, durante dez meses. Ao longo deste período, a criança não recebeu qualquer terapêutica.
Os médicos fizeram, posteriormente, uma série de testes sanguíneos, sem detectar a presença do VIH no sangue do bebé.
De acordo com os virologistas, a supressão da carga viral do VIH, sem tratamento, é extremamente rara, sendo observada em menos de 0,5% dos casos de adultos infectados, cujo sistema imunitário impede a replicação do vírus e o torna clinicamente indetectável.
Novos estudos estão a ser equacionados para aferir se tratamentos precoces e agressivos, como os da criança do Mississipi, funcionam noutros bebés infectados.
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Os tratamentos antirretrovirais na mãe permitem evitar a transmissão do vírus ao feto em 98% dos casos, segundo os especialistas.
A investigação foi financiada pelo Instituto Nacional de Saúde norte-americano (National Institutes of Health) e a Fundação Americana para a Investigação da Sida (American Foundation for AIDS Research).