[ler mais]
No comunicado, divulgado na edição desta quinta-feira do estatal Jornal de Angola, o GPL salienta que "um grupo de cidadãos, que se apresentaram como desmobilizados" se concentrou em três locais da capital, proximidades do Terminal Doméstico do Aeroporto 4 de Fevereiro, Largo da Maianga e Cemitério do Alto das Cruzes, "envolvendo-se em atos desordeiros, sob o pretexto de reivindicar a pensão de reforma".O GPL recorda que os incidentes ocorreram cinco dias depois do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas ter retomado o processo de liquidação dos subsídios de desmobilização de ex-militares."Face a esta situação, o Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional foi chamado a manter a lei, a ordem e a tranquilidade públicas, em conformidade com as normas jurídicas legalmente estabelecidas", lê-se no comunicado.Os efetivos da Polícia Nacional de Angola recorreram então "quer à tomada de medidas de sensibilização ao civismo, quer de medidas coercivas lícitas, tendo-se verificado algumas detenções, sem que se registassem vítimas", frisa o comunicado.Os ex-militares saíram pela primeira vez para a rua no passado dia 07, tendo sido travados a dezenas de metros da entrada da Cidade Alta, onde se localizam vários ministérios e a Presidência da República, por um forte contingente da Polícia de Intervenção Rápida e Polícia Militar, reforçado com veículos blindados com canhões de água e brigadas caninas.Na quarta-feira, os ex-militares voltaram a sair para a rua, tendo desta feita a ordem de dispersar sido acompanhada de disparos para o ar e granadas de gás lacrimogénio, enquanto os manifestantes ripostavam com o arremesso de pedras.Na quarta-feira à noite, em entrevista à Lusa e RTP, o tenente-general Artur de Oliveira, do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, acusou agitadores de se terem infiltrado entre os ex-militares para provocar distúrbios.Na imprensa oficial angolana, a única referência aos incidentes foi este comunicado do GPL.