Considerando "evidente" que Álvaro Santos Pereira "não geriu o assunto da melhor forma", Rio sublinhou ser para si "claro que houve quem, dentro do próprio Governo, tenha ajudado a provocar esta incompreensível situação na Metro do Porto para politicamente fragilizar mais o ministro da Economia".
"Perante a gravidade do que se passou, acho que é justo que isto seja dito", acrescentou.
Para o autarca, "o facto ainda é mais grave, porque o Governo sabia que, ao faltar, a empresa ficava sem administração".
A assembleia-geral de sexta-feira, marcada para as 15:30, chegou a ser dada por iniciada, como explicou na ocasião aos jornalistas o presidente da mesa, Valentim Loureiro, mas foi decidido suspender os trabalhos de modo a que fossem continuados dentro de 15 dias, já com a presença de um elemento em representação do Governo.
Valentim Loureiro esclareceu, ainda, ter entregado ao conselho fiscal da empresa a gestão em termos administrativos, tendo a sua presidente, Fernanda Martins, solicitado ao conselho de administração cessante a continuidade durante os 15 dias de interregno, pedido que dois dos elementos presentes rejeitaram, apesar da aceitação do presidente Ricardo Fonseca e do administrador executivo Jorge Delgado.
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A situação foi desbloqueada pela intervenção do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, que se comprometeu, segundo Valentim Loureiro, com a resolução do assunto "impreterivelmente" dentro de duas semanas.
Um dos pontos da ordem de trabalhos da assembleia-geral prevista para esta tarde era a eleição de novos órgãos sociais, adiada já por duas vezes desde Março.
O actual conselho de administração, cujo mandato já terminou em Dezembro de 2010, pediu a demissão em bloco em finais de Maio, aquando da última assembleia-geral da empresa, com efeitos a partir do fim deste mês, por não terem sido nomeados os novos órgãos sociais.