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Rui Rio acusa "membros do Governo" de tentar "fragilizar mais o ministro da Economia"

30-06-2012

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Rui Rio considerou que o que se passou sexta-feira na assembleia-geral da Metro do Porto foi por causa de interferências "de outros membros do Governo" para "fragilizar" o ministro da Economia, de quem Rui Rio diz, no entanto, que não geriu o assunto da melhor forma.

Por Lusa - Jornal de Negócios

O presidente da Junta Metropolitana do Porto, Rui Rio, afirmou à Lusa que houve "interferências" de membros do Governo na tentativa de eleição da nova administração da Metro do Porto para "politicamente fragilizar mais o ministro da Economia".

A assembleia-geral da Metro do Porto, agendada para sexta-feira com o objectivo de eleger os novos órgãos sociais, foi suspensa por 15 dias, devido à ausência do representante do Estado, mantendo-se Ricardo Fonseca na presidência.

Isto horas depois de a Junta Metropolitana do Porto ter aprovado o nome de João Velez de Carvalho, proposto pelo Governo, para a presidência do conselho de administração daquela empresa.

"Depois de adiar por diversas vezes a eleição da nova administração da empresa e de, finalmente, ter comunicado à Junta Metropolitana os nomes que pretendia nomear, faltar à reunião da Assembleia Geral, deixando todos os seus membros à espera durante três horas é algo incompreensível da parte do Governo", considera Rui Rio, numa resposta escrita à agência Lusa.

"Publicamente, tal responsabilidade será atribuída directamente ao ministro da Economia, mas tenho a noção de que, neste dossier, houve interferências de outros membros do Governo numa nomeação que apenas deve dizer respeito a este ministro", sublinha Rui Rio.

Considerando "evidente" que Álvaro Santos Pereira "não geriu o assunto da melhor forma", Rio sublinhou ser para si "claro que houve quem, dentro do próprio Governo, tenha ajudado a provocar esta incompreensível situação na Metro do Porto para politicamente fragilizar mais o ministro da Economia".

"Perante a gravidade do que se passou, acho que é justo que isto seja dito", acrescentou.

Para o autarca, "o facto ainda é mais grave, porque o Governo sabia que, ao faltar, a empresa ficava sem administração".

A assembleia-geral de sexta-feira, marcada para as 15:30, chegou a ser dada por iniciada, como explicou na ocasião aos jornalistas o presidente da mesa, Valentim Loureiro, mas foi decidido suspender os trabalhos de modo a que fossem continuados dentro de 15 dias, já com a presença de um elemento em representação do Governo.

Valentim Loureiro esclareceu, ainda, ter entregado ao conselho fiscal da empresa a gestão em termos administrativos, tendo a sua presidente, Fernanda Martins, solicitado ao conselho de administração cessante a continuidade durante os 15 dias de interregno, pedido que dois dos elementos presentes rejeitaram, apesar da aceitação do presidente Ricardo Fonseca e do administrador executivo Jorge Delgado.
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