"Esse é o maior feito que hoje as instâncias internacionais e também o Banco de Portugal reconhecem e isso é aquilo que deve neste momento ser motivo de orgulho", acrescentou.
Duarte Pacheco apontou o "reequilíbrio externo" como "algo estrutural e fundamental para que o memorando de entendimento seja concretizado, visto que essas metas também faziam parte do memorando de entendimento, para além do equilíbrio orçamental", e defendeu que esse reequilíbrio está a acontecer "de uma forma mais rápida do que aquela estava estimada inicialmente".
"Fruto do esforço das empresas, dos empresários, da sociedade portuguesa, a economia está a evoluir melhor do que aquilo que estava inicialmente previsto", reforçou.
Questionado sobre a taxa de desemprego de 16,2 por cento prevista pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para 2013, o deputado do PSD respondeu que não citou esse dado, assim como não referiu que o Banco de Portugal reviu em alta a sua previsão de recessão para este ano, de 3,4 para 3 por cento.
"Quando nós estamos a falar de números desta dimensão, uma recessão de três por cento, um nível de desemprego de 16 por cento, estar a festejar ou estar a lamentar uma décima acima ou uma décima abaixo é completamente desapropriado", justificou.
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No entanto, Duarte Pacheco considerou que "o desemprego continua em níveis alarmantes", porque "este é um ano complicado e um momento recessivo, acrescentando: "Enquanto houver pessoas a sofrer esse flagelo, quer no colectivo, quer individualmente, ninguém pode ficar despreocupado, mas o caminho está certo, o rumo está tomado, e com firmeza vamos sair da crise em que estamos mergulhados".