Essa "necessidade superveniente" seria "por força" não do "comportamento" e da "responsabilidade" do Governo, mas devido a "factores externos", insistiu.
Questionado sobre se o PSD e o Governo já chegaram à conclusão de que há um cenário desse teor, Luís Montenegro respondeu: "Não é verdade isso, não há nenhum fundamento para poder dizer uma coisa dessas".
Confrontado com o facto de PSD e Governo terem vindo a recusar a ideia de mais tempo e mais dinheiro, o líder parlamentar social-democrata disse que também não foi isso que Miguel Frasquilho pediu. "Nem o doutor Miguel Frasquilho pediu", afirmou.
Em declarações à agência Lusa, feitas a título pessoal, na sequência de posições assumidas num debate na TVI24 na quarta-feira, Miguel Frasquilho considerou que "o Governo está a fazer um trabalho competente no controlo da despesa pública", mas que do lado da receita há "um desvio orçamental considerável, pelo que dificilmente se conseguirá cumprir o défice de 4,5 por cento" no final deste ano.
"Perante isto, penso que seria justo a 'troika' [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] reconhecer o trabalho de casa que o Governo tem feito e premiar esse trabalho de casa com uma flexibilização de prazos que não impusesse mais austeridade aos portugueses", defendeu o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças.
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Quanto ao grau desse prolongamento de prazos, Miguel Frasquilho afirmou: "Não sei se um ano seria suficiente, penso que dois anos podia ser mais apropriado".
Antes das declarações de Luís Montenegro, Miguel Frasquilho saiu da reunião do grupo parlamentar para prestar declarações à imprensa, referindo que a "competência do Governo pode vir a ser reconhecida em termos internacionais", mas sem falar em alargamento de prazos. "Entendo que o Governo deve continuar a cumprir como tem cumprido até aqui, todas as outras decisões não dependem evidentemente do Governo, seria bom que elas pudessem ser reconhecidas internacionalmente", afirmou