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Cotadas lideradas por Ricardo Salgado são as que mais pesam na carteira dos fundos de investimento

10-07-2012

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BES e ESFG foram as acções que mais contribuíram para o valor total investido pelos fundos mobiliários em Junho, tal como já tinha acontecido no mês anterior. Zon também continua no pódio.

Por Diogo Cavaleiro - Jornal de Negócios

Mais uma vez, o Espírito Santo Financial Group, a “holding” que controla o BES, foi a acção que mais pesou nas carteiras de acções nacionais dos fundos de investimento mobiliários portugueses.

O ESFG representou 18,5% de todo o valor que foi investido no mês passado, um aumento de 1,5% face a Maio, de acordo com um relatório da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Desde Março que o ESFG ocupa o lugar de protagonista nas carteira de fundos.

Os fundos investiram 52,6 milhões de euros na “holding” que tem Ricardo Salgado como “chairman”, de um total de 284,5 milhões de euros em acções de cotadas portuguesas. Este valor representa uma subida de 5,5%, de acordo com a CMVM.

Em segundo lugar volta a aparecer Ricardo Salgado, desta vez com o banco que lidera com funções executivas: o BES. O valor do banco nas carteiras dos fundos subiu 24,9% para corresponder, em Junho, a 16,1% do total investido.

Já em Maio, estas duas empresas do sector financeiro tinham sido as empresas que mais concentraram os investimentos dos fundos em cotadas nacionais, embora com uma maior diferença favorável ao ESFG.

Zon continua entra as acções que mais pesa

A Zon Multimédia, da mesma forma, volta a destacar-se e fecha o pódio entre as cotadas com maior peso nas carteiras dos fundos.

O crescimento da sua força nas carteiras foi de 11,5%, o que faz com que a operadora dona da TV Cabo represente 10,5% do total das carteiras em empresas portuguesas. A cotada concentra as atenções dos intervenientes do mercado, com o reforço accionista de Isabel dos Santos para 28,8% da cotada e com a especulação de que possa vir a fundir-se com a Sonaecom.

Aliás, a Sonaecom, logo após a Galp Energia e antes da Portugal Telecom e Semapa, está entre as restantes cotadas com maior quota nos fundos de investimento mobiliários, segundo os dados de Junho.

Total e Tanzanian Royalty são empresas estrangeiras em que fundos mais investem

Fora de Portugal, a aposta dos fundos de investimento foi na petrolífera Total Efina, com um peso de 3,2%, no que diz respeito à União Europeia. No resto do mundo, a empresa canadiana que explora o sector mineral, incluindo o ouro, a Tanzanian Royalty, representava 2,5% do total investido em empresas estrangeiras (de fora da UE), acima da quota de 1,5% da Apple. Havia 13,9 milhões de euros colocados nesta empresa canadiana, acima do valor investido pelos fundos portugueses, por exemplo, na Semapa, a sétima empresa portuguesa mais representativa (13,6 milhões de euros investidos em Junho).
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