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Artur Pereira, ex-director de campanha de Fernando Nobre, garante que o PS também queria o ex-candidato à presidência da República nas suas listas. O ex-director informou o “Público” que “membros socialistas tiveram encontros” com Nobre, no sentido de este vir a integrar as listas do partido. Porém, o PS desmentiu.<br /><br />O informador declarou que o encontro com José Sócrates “foi promovido por Mário Soares” e que o próprio Nobre também confirmou. <br /><br />“Após esse encontro seguiram-se outros encontros com membros do PS que o sondaram e convidaram para integrar as listas. Logo após as eleições, Fernando Nobre foi contacto por vários partidos, nomeadamente pelo PS e PSD, que, numa primeira fase, queriam saber o que ia fazer. Os convites do PS e PSD chegaram depois”, contou Artur Pereira.<br /><br />Contudo, a direcção do PS desmente ter feito qualquer convite a Fernando Nobre. “Nem José Sócrates, nem ninguém em seu nome, fez a Fernando Nobre algum convite para integrar as lista.” O partido não nega ter estabelecido contacto com o médico, no entanto aclarou que o teor das conversas incidiu apenas sobre a actividade política.<br /><br />A frase de Artur Pereira “Nobre foi contacto por vários partidos” levou o Bloco de Esquerda a afirmar que “não fez qualquer, convite, contacto ou sondagem”, segundo o “Público”.<br /><br />Relativamente ao PSD ter conseguido captar o médico-político Nobre, Artur Pereira explicou que os sociais-domocratas ofereceram a Nobre a possibilidade do cargo de presidente da Assembleia da República, o qual “permite outro género de intervenção e de cidadania que a simples entrada numa lista eleitoral não permite. Fernando Nobre não queria ser usado como caça votos. Por outro lado, antes de aceitar o convite, Fernando Nobre teve garantias de que poderá ter uma acção absolutamente independente.”<br /><br />Pereira revelou ainda que nos encontros com os partidos “houve quem aconselhasse Fernando Nobre a ficar quieto, que a política era muito complicada e era para os políticos”. Os autores do aconselhamento não são conhecidos, “quem o fez, sabe que o fez”, rematou o ex-director de campanha.<br /><br />Quanto a Nobre ter garantido recentemente que não iria integrar nenhum partido, Artur Pereira explicou a mudança de decisão: “a alteração na vida de Portugal nas últimas semanas. A situação é tão grave que ele achou que tinha de actuar. E a presidência do Parlamento é um cargo que permite essa intervenção de cidadania e independente.”<br /><br />