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O anúncio foi feito esta segunda-feira pelos presidentes do conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário (CHUC), José Martins Nunes, e da Administração Regional de Saúde do Centro (ARS-Centro), José Tereso.O serviço de urgência do vulgarmente conhecido Hospital dos Covões deixará de estar aberto aos utentes entre as 20h00 e as 09h00, mas, durante os três meses seguintes, equipas do INEM irão manter-se no local, para que um doente menos informado possa ser transportado para as urgências dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), avançou José Martins Nunes.O Hospital Geral dos CHUC tem uma área de influência que abrange 368.622 habitantes de vários concelhos dos distritos de Coimbra e Leiria: Coimbra (duas freguesias, com 24 mil residentes), Montemor-o-Velho, Soure, Condeixa-a-Nova, Penela, Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande, e é uma referência para doentes enviados pelos hospitais da Figueira da Foz, Leiria e Pombal, segundo consta do sítio na internet da unidade hospitalar.O fecho das urgências na margem esquerda do Mondego durante a noite prende-se com a reestruturação, em curso, no recém-criado CHUC, que congrega oito hospitais - dois centrais (Hospital dos Covões e HUC), um pediátrico, três psiquiátricos (Sobral Cid, Arnês e do Lorvão) e duas maternidades. "A concentração da urgência polivalente nocturna nos HUC-CHUC e a rentabilização de escalas de serviço deverão permitir, na maioria das especialidades, ganhos de produtividade, que conduzam a ganhos em resultados de saúde e redução de custos operacionais, encaminhando recursos (humanos e financeiros) para outros projectos que tenham impacto directo na qualidade e acessibilidade", disse José Martins Nunes.Aos jornalistas, o responsável garantiu que as urgências dos HUC, que passarão a ter "mais um médico entre as 08h00 e as 00h00, terão capacidade para absorver os cerca de 40 utentes (dos quais apenas um com prioridade "vermelha", máxima), que, em média, acorrem durante a noite aos Covões."Não se justifica, num espaço de cinco quilómetros, haver duas urgências em período nocturno", considerou Martins Nunes, sublinhando que, com a mudança anunciada, os utentes das urgências dos Covões, que em média demoravam "5,4 dias à espera de vaga" para internamento, nos HUC passarão a aguardar "apenas 12 horas".O presidente da administração do CHUC desfez quaisquer dúvidas sobre o futuro do serviço de urgências dos Covões, garantindo que este "não será encerrado", manter-se-á em funcionamento durante o dia, e que "não haverá qualquer despedimento no CHUC", para onde trabalham actualmente cerca de 7.800 profissionais.