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As cavaleiras Sónia Matias e Ana Batista enfrentaram juntas o primeiro da noite e a lide resultou regular e sem muita emoção, embora aqui e ali houvesse alguns bons ferros. A solo, Sónia aproveitou bem as qualidades do toiro e desenvolveu uma lide muito positiva, deixando ferros que entusiasmaram o público. Ana viu-se perante um toiro difícil, reservado e com investidas de manso e teve de se esforçar para deixar os ferros, entre os quais dois curtos de nota alta. Recusou a volta a arena.A noite seria dos forcados açorianos do Ramo Grande, que se fecharam com decisão e técnica em cada uma das três pegas efectuadas, respectivamente, por Manuel, Miguel e Nuno Pires, os três irmãos que receberam as maiores ovações da noite.Luís Procuna, que alternava com David Mora, chegado de Espanha, onde conquistara uma orelha em Sevilha e quatro próximo de Toledo, não tinha tarefa fácil no toureio a pé. Mas o matador da Moita não se intimidou e teve duas faenas muito conseguidas, especialmente no seu segundo toiro, que não era fácil.Com a capa, desenhou verónicas, 'tafalleras' com mando e com a muleta, derechazos largos e templados, molinetes, naturais e passes de peito - sempre tudo executado com cadência. Nos dois tércios de bandarilhas esteve enorme e recebeu grandes ovações.Já David Mora desenvolveu duas faenas diversificadas, aproveitando bem o seu lote. No que encerrou a corrida, as séries de passes pela direita e uma tanda de naturais mostraram o bom momento e a categoria do diestro espanhol.No início da corrida, o Grupo Tauromáquico 'Sector 1', que completara 80 anos no dia anterior, entregou a João Borges, administrador da praça, e a Rui Bento Vasques, director das actividades tauromáquicas do Campo Pequeno, duas lembranças desse grupo, que foi também homenageado ao intervalo com o descerrar de uma placa que será colocada no corredor da praça, no acesso ao sector 1.Agostinho Borges, que se fez acompanhar por três candidatos a novos directores de corrida, dirigiu sem problemas e com a habitual competência.