Sociedade
MP pede 18 anos por matar a mulher com 37 facadas
10-07-2012
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O Ministério Público pediu esta terça-feira ao Tribunal da Maia uma pena de prisão "não inferior a 18 anos" para o empreiteiro que admitiu ter esfaqueado mortalmente a sua companheira por alegada infidelidade conjugal.
Por Nélia Fernandes com Lusa - Correio da Manhã
Apesar do arguido ter pedido desculpa aos filhos do casal no final da produção de prova, o procurador defendeu, durante as alegações finais, que o crime foi premeditado, tese que o arguido sempre rejeitou.De acordo com o procurador, "estamos a falar do crime mais grave do ordenamento jurídico", frisando que o motivo "não pode ser atenuante", tendo em conta que "só no ano passado faleceram 27 mulheres, mortas pelos maridos, por motivos passionais".O caso remonta a 4 de Novembro de 2011. O empreiteiro atacou a companheira com uma faca de cozinha depois de uma discussão num dos quartos da casa onde habitavam. Os dois filhos do casal - um de nove anos e outro de 17 - estavam noutras divisões do imóvel.De acordo com a acusação, o empreiteiro atacou a vítima - que sofria de esclerose múltipla - com 37 facadas.A defesa pediu a condenação do indivíduo por homicídio privilegiado, a qual prevê a pena de um a cinco anos de prisão.O relatório clínico, elaborado quando o arguido já estava em prisão preventiva, argumentou que "ninguém no seu perfeito juízo" cometeria tal crime e que o arguido "não estava bem psicologicamente", aspecto que "tem de ser tido em conta".A leitura do acórdão está prevista para sexta-feira, dia 13 de Julho, às 11h30.