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O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, referiu que os advogados da organização vão começar a trabalhar nessa acção judicial já a partir de segunda-feira, indicando que há "centenas" de professores a quem é devido o pagamento, já reconhecido em tribunal em mais de vinte acções.Em todos os casos, apesar de deliberação do tribunal e de uma recomendação do provedor de Justiça para o Ministério pagar as compensações, a tutela "não fez nem pagou nada", afirmou.Mário Nogueira afirmou que neste caso o procedimento será o mesmo que é aplicado a qualquer cidadão que não pague o que deve: "Penhora-se um bem", neste caso o Palácio das Laranjeiras, "onde está instalado o ministro Nuno Crato, que terá de mudar de instalações, talvez para uma das direcções regionais que vão ficar desocupadas", ironizou.No próximo dia 21, a Fenprof vai assinalar "negativamente" um ano de mandato do Governo, cuja marca é "o desemprego", com uma acção que pretende ser "espectacular" junto à grande bandeira nacional hasteada no cimo do Parque Eduardo VII.O sindicalista não quis revelar o teor da iniciativa, mas garantiu que "não há paralelo nem memória" de semelhante acção em Portugal, tal como nunca se viu tal "descalabro" em termos de emprego docente: as contas da Fenprof apontam para "25 mil" professores a ficarem sem emprego no início do próximo ano lectivo.Também nesse dia, a Fenprof vai lançar o repto para uma "grande acção de rua em defesa do emprego" para a primeira quinzena de Julho, em que pretende "envolver o maior número de pessoas, com muita visibilidade" e para a qual convida "quem quiser" associar-se.Os advogados da organização sindical vão ainda recorrer a várias instância europeias (Tribunal de Justiça europeu, provedor de Justiça europeu, Conferência Europeia de Sindicatos) e aos tribunais nacionais no sentido de obrigarem o Governo a aplicar a directiva da Comissão Europeia que determina a vinculação de professores, como trabalhadores a exercer funções públicas, após três anos de contrato.Mário Nogueira referiu que há professores portugueses que estão com contratos durante 20 anos, em situação "ilegal", e acrescentou que a Fenprof disponibilizará a todos os interessados uma minuta para serem submetidas queixas individuais.A Fenprof está também a preparar uma providência cautelar para suspender o despacho da organização do ano lectivo e vai entregar na Assembleia da República uma petição defendendo o investimento na educação e exigindo o fim das "imposições decididas pela troika e aplicadas de forma agravada pelo Governo".