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Em comunicado, a ASF -- de que faz parte o movimento Com Faro no Coração, encabeçado por José Vitorino, ex-presidente da Câmara de Faro -- informa que enviou na sexta-feira uma carta a Assunção Cristas, que tutela o programa de requalificação ambiental Polis Litoral da Ria Formosa.Na missiva, o grupo sublinha que a população é favorável à demolição da actual ponte e à construção de uma nova, mas repudia o tipo de estrutura prevista, com apenas uma via para veículos automóveis e outra para peões e bicicletas."Num país e numa câmara em pré-colapso financeiro, gastar cerca de 2,5 milhões de euros numa ponte só com uma faixa, para proibir no verão a entrada de carros a não residentes, seria um atentado aos direitos históricos dos farenses, mataria os restaurantes e bares e seria completamente inaceitável", observa a ASF, que apelida a infra-estrutura prevista de "monstro".Segundo a associação, a solução preconizada pelo Polis e pela Câmara de Faro está ferida de ilegalidade, porque a ponte "só pode ser decidida no quadro do Plano de Pormenor da Praia de Faro, de que faz parte integrante, mas estranhamente estão a forçar que avance sem a aprovação daquele pela Assembleia Municipal de Faro".Para o movimento liderado por José Vitorino, a ponte prevista é "uma estrutura pesada e monstruosa, tipo faraónico, que é uma agressão paisagística", que exige "extensos aterros" durante a construção.A Aliança defende uma ponte mais leve, "mais alta, mais barata e com duas faixas", para viaturas, bicicletas e peões, com controlo das entradas por semáforo - que fecham o acesso quando a capacidade definida estiver esgotada - e estacionamento exterior.