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A defesa de Strauss-Kahn alegava que o político francês tinha imunidade diplomática na altura da alegada agressão ocorrida no hotel Sofitel, de Nova Iorque, a 14 de maio de 2011, mas o pedido de anulação da queixa da alegada vítima foi rejeitado em maio pelo juiz McKeon. O magistrado recordou que o político socialista francês renunciou voluntariamente ao seu cargo de director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) dias depois da sua detenção, pelo que "não era funcionário do FMI nem enviado diplomático, nem agente diplomático" desde 18 de maio de 2011, dia da sua demissão, pelo que "não beneficiava de imunidade".Os advogados da empregada de limpeza do hotel Nafissatou Diallo solicitaram na segunda-feira ao juiz que emita intimações para que o gabinete do Procurador-geral de Manhattan, Cyrus Vance, e os agentes da polícia nova-iorquina apresentem documentação sobre a sua investigação do ocorrido a 14 de maio do ano passado no hotel de Manhattan.A defesa de Diallo procura "documentos escritos, gravados ou guardados electronicamente" sobre a investigação, que o gabinete do Procurador e a polícia se recusaram a fornecer anteriormente.Strauss-Kahn negou as alegações e o Ministério Público deixou cair as acusações criminais contra o político francês, alegando dúvidas sobre a credibilidade do testemunho de Diallo.Os advogados de Diallo voltaram à Justiça a 08 de agosto do ano passado com uma acção civil, alegando que o ex-director geral do FMI terá atacado sexualmente a sua cliente de forma "sádica, intencional, brutal e violenta".