Jaime Freitas diz esperar que “da outra parte, no mínimo, haja princípio de lealdade e boa cooperação”, acrescentando: “Para que deixemos de vier nesta ameaça chantagista que é: ‘ou pagam até hoje ou corta-se o serviço amanhã’, com o objectivo de criar o pânico nas pessoas, nas famílias e tentar condicionar a actividade do Governo”
Instado a comentar alguns casos de corte de fornecimento de alimentos e suspensão do serviço de transporte de crianças ocorridos recentemente, o governante antevê: “Com a execução do Orçamento de 2012, o que temos é uma situação de normalidade, temos previstas despesas que estão a ser pagas, não há atrasos e as coisas vão funcionar no que diz respeito às escolas de uma forma absolutamente normal”.
O secretário admite também que no actual contexto financeiro o aumento do desemprego dos professores é “uma situação incontornável”, ressalvando que resulta sobretudo da diminuição demografia nos últimos 20 anos, e refere que no próximo ano lectivo existirão menos 80 turmas e mais 34 de pré-escolar, num universo de 1.200 que existiam na região em 2011.
No ano lectivo que agora termina, as escolas da região foram frequentadas por cerca de 54 mil alunos.
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“Mas acho que se já há professores a mais relativamente ao número de alunos, isso pode constituir uma excelente oportunidade para que a escola também de resposta educativas melhoradas. É uma das situações em que a dificuldade se transforma numa oportunidade”, argumenta.
Jaime Freitas destaca que este excedente implica que o Governo Regional “não vai mais contratações”, visto que já tem “o problema de ocupar os professores que estão nos quadros”.
Por isso, a tutela tenciona continuar a aposta na escola a tempo inteiro, um projecto em que a Madeira foi pioneira, cuja cobertura é quase total na região, destacando também que este arquipélago já atingiu os objectivos estabelecidos pela União Europeia para 2020 em matéria oferta de pré-escolar (entre os 3 e 5 anos).