"O PS quer menos tecnocracia e mais sensibilidade social", afirmou Pedro Marques.
Na resposta, o ministro da Solidariedade e da Segurança Social começou por observar que faz hoje precisamente um ano que o anterior Governo socialista concluiu com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional o acordo de assistência financeira a Portugal.
"O que mais asfixia Portugal é a dívida pública. Sabemos quem a criou, mas sobre isso o PS nada diz", afirmou Pedro Mota Soares, recebendo palmas das bancadas do PSD e do CDS.
Apesar do actual quadro de dificuldade financeira do país, o ministro da Solidariedade e da Segurança Social defendeu que o executivo pôs em marcha um programa para ajudar as camadas sociais mais carenciadas, dando como exemplos os aumentos das pensões mínimas e o programa de emergência social.
"Estamos permanentemente preocupados com os mais desprotegidos e, por isso, este Governo aumentou as pensões mínimas sociais e rurais para um milhão de portugueses, ao contrário do congelamento verificado num anterior Governo. Por isso, este Governo majorou o subsídio de desemprego em dez por cento para os casais com filhos - medida que o anterior Governo aboliu quando o desemprego já subia", disse.
Pedro Mota Soares reivindicou ainda melhorias introduzidas no acordo com a troika, dizendo que as instituições sociais foram isentadas do pagamento de IRC.
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"Conseguimos garantir uma devolução de 50 por cento do IVA para as instituições sociais. Este Governo, com coragem, conseguiu garantir a descida dos medicamentos de marca (que já estão mais baratos entre quatro a seis por cento) e dos genéricos (que vão descer pelo menos 20 por cento) - medidas que no passado diziam ser impossíveis de tomar", sustentou ainda o ministro.
Na sequência do discurso do ministro da Solidariedade, o deputado do Bloco de Esquerda Pedro Filipe Soares comentou que "quem ouvisse falar" Pedro Mota Soares "até pensava que estava tudo bem em Portugal".
"O ministro fala sobre a dívida pública, mas nada diz sobre os juros abusivos a que Portugal está sujeito. O ministro pertence ao antigo partido do contribuinte, o CDS, que depois de se aliar ao PSD no Governo passou a ser o maior inimigo do contribuinte", comentou Pedro Filipe Soares.