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PSD: Já só os jornalistas esperam Ferreira Leite

24-09-2009, por António José Vilela e Patrícia Cascão

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Saiba tudo o que se passa no Hotel Sofitel, a sede do PSD em Lisboa e casa da noite eleitoral do partido

Saiba tudo o que se passa no Hotel Sofitel, a sede do PSD em Lisboa e casa da noite eleitoral do partido. Os bastidores, as reacções e os comentários entre os militantes. Em exclusivo no site da SÁBADO.


22h20 - Dentro do hotel ficou muito lixo de garrafas e sacos. Não se viu nem uma bandeira desfraldada. No exterior, já só os jornalistas esperam Manuela Ferreira Leite, vigiando todas as saídas do Sofitel. A Avenida da Liberdade está deserta.


21h56 - Dias Ferreira, um dos irmãos de Ferreira Leite, acabou de chegar.


21h52 - As salas estão vazias. "Depois desta, só me faltava cair nas escadas", diz uma mulher que acabara de tropeçar num cabo das televisões. No rés-do-chão ainda ficaram algumas pessoas. Uma está contente porque em Castelo Branco aumentaram os votos: "aquilo só tem dois deputados e nós temos um". Alguém diz com ar combalido, enquanto sai: "Amanhã começa outra vez a luta. As autárquicas..."


21h40 - Manuela Ferreira Leite saiu rapidamente da sala e com ela nomes sonantes como Rui Rio. Começou a debandada dos militantes. Só os Jotas ficaram a saltar e a gritar pelo PSD. A festa acabou.


21h20 - São vários os seguranças colocados em pontos estratégicos do Hotel Sofitel. Totalmente vestidos de negro, ficam junto às portas e aos átrios que dão acesso à sala Louvre, onde tudo está a decorrer. A empresa de segurança é a Olho Vivo.


21h15 - Reboliço no quartel-general do PSD: a sala está cheia quando os Jotas começam a gritar "Ninguém pára a Manela, ninguém pára a Manela". Um militante vira-se para o lado e diz: "mas estes miúdos não pensam?"


20h55 - O PS já comemora. Neste momento, em frente à porta do quartel-general do PSD acabada de passar um carro com bandeiras do PS e a buzinar estridentemente. Um indivíduo grita de dentro do carro: "Tomem." O segredo impera na sede sobre coisas tão simples como a logística da organização. O PSD não fala e os organizadores do hotel estão proibidos de comentar. Não se consegue saber quantos rissóis de camarão foram colocados na mesa.


20h40 - Está toda a gente à espera da reacção oficial do PSD aos resultados eleitorais. A primeira fila da sala está preenchida por jornalista de câmaras na mão. Estão todos preparados para quem vier fazer o anúncio. Uma das jornalistas chegou com um prato com rissóis, pastéis de bacalhau, frutas e um shot de pudim. Frente ao computador portátil, com um guardanapo de papel nas pernas e a mochila às costas, vai trabalhando no computador.


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